De Curioso a 9 de Junho de 2008 às 00:33
Caro Alf

Concluindo...
Tudo a encolher num espaço rígido e indeformável. As próprias constantes físicas não conseguem escapar ao processo (observadores atómicos). Contudo o processo é indetectável devido à sua lentidão mas essencialmente devido à resistência à mudança (teríamos que mudar muita coisa, inclusive a nossa forma de ver o Universo).

Por falar em espaço rígido e indeformável... isto quer dizer que a deformação do espaço devido à presença de matéria, espaços curvos riemannianos , entre outras coisas desaparecem no Desvanecimento? Isso seria uma notícia espectacular... no sentido da simplificação.
Abraço

Curioso.
De alf a 9 de Junho de 2008 às 23:01
Caríssimo Curioso

O Desvanecimento não é indetectável apenas por ser lento. O Universo não tem escala. Imagine um Universo em que tudo fosse o dobro em relação ao nosso. Um habitante desse Universo daria dele exactamente a mesma descrição que damos do nosso. É por isso que o Desvanecimento passa despercebido - é indectável em experiências locais, que conduzem aos mesmos resultados qualquer que seja a escala do Universo. Aguente mais uns posts que já vai perceber como isso é possível...

Quanto aos espaços curvos, esse conceito pode continuar a ser usado matematicamente; mas uma coisa vai acontecer com o que vou dizer sobre o Desvanecimento e a Relatividade: tudo o que conhecemos do Universo pode ser explicado sem recurso a conceitos fora da nossa compreensão. Embora algumas coisas possam ser dificeis de aceitar, por causa da tal resistência à mudança de que fala, nenhuma será dificil de compreender.

Está previsto para amanhã um post que passará a exigir, nos nossos raciocínios, a distinção entre «espaço» e «meio». Tal como «linha recta» é diferente de «trajectória de raio de luz». O facto de o meio ser «rígido» em relação à propagação não implica que ele não seja «deformável». Mas isso é muito diferente do «espaço curvo» e do «espaço-tempo» da Relatividade, como veremos.

As notícias serão espectaculares... no sentido da compreensão! Quanto a fazer contas... bem, o modelo de Ptolomeu é mais simples de usar que o de Newton para o mesmo tipo de precisão...

Um abraço
De Curioso a 10 de Junho de 2008 às 00:01
Caro Alf ...

Se calhar não me fiz entender bem... ou então não percebi mesmo nada disto...

Então vejamos:

facto 1: A Terra está a afastar-se do Sol
facto 2: Este afastamento é devido ao desvanecimento.
facto 3: Poderemos assim (indirectamente) intuir que a massa do Sol está a diminuir (ou erradamente que a constante gravitacional está a diminuir)...

O que eu queria dizer com detectar o desvanecimento era que poderíamos intuí-lo através do afastamento da Terra em relação ao Sol (e este é muito lento e a nossa física actual diz que nos estamos a aproximar) e não directamente através da medição das massas dos corpos... pois esta é feita de um modo comparativo e... se está tudo a encolher proporcionalmente obteremos sempre os mesmos resultados.
Conclusão: Não podemos detectar o desvanecimento directamente mas podemos intuí-lo indirectamente através de alguns acontecimentos como o afastamento da Lua em relação à Terra, o envelhecimento das ondas electromagnéticas (desvio para o vermelho) etc...
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Caro Alf ... <BR><BR>Se calhar não me fiz entender bem... ou então não percebi mesmo nada disto...<img src="//blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_SARCASTIC.png"> <BR><BR>Então vejamos: <BR><BR>facto 1: A Terra está a afastar-se do Sol <BR>facto 2: Este afastamento é devido ao desvanecimento. <BR>facto 3: Poderemos assim (indirectamente) intuir que a massa do Sol está a diminuir (ou erradamente que a constante gravitacional está a diminuir)... <BR><BR>O que eu queria dizer com detectar o desvanecimento era que poderíamos intuí-lo através do afastamento da Terra em relação ao Sol (e este é muito lento e a nossa física actual diz que nos estamos a aproximar) e não directamente através da medição das massas dos corpos... pois esta é feita de um modo comparativo e... se está tudo a encolher proporcionalmente obteremos sempre os mesmos resultados. <BR>Conclusão: Não podemos detectar o desvanecimento directamente mas podemos intuí-lo indirectamente através de alguns acontecimentos como o afastamento da Lua em relação à Terra, o envelhecimento das ondas electromagnéticas (desvio para o vermelho) etc... <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Ps</A> Para detectar as variações das massas teríamos que arranjar um referencial absoluto tipo uma unidade padrão constituída por matéria que não desvanecesse... e medir sucessivamente a massa de uma amostra em instantes (muito) separados no tempo... <BR>Com amizade.. <BR><BR>Curioso.
De alf a 10 de Junho de 2008 às 19:05
Curioso

Nós podemos intuir o Desvanecimento, por exemplo, a partir do facto de o Universo parecer estar a expandir uniforme e isotropicamente. Tal como podemos intuir a rotação da Terra a partir da aparente rotação uniforme e isotrópica do Universo.

Mas depois verificamos que nas nossas medidas locais não detectamos alteração nenhuma. Tal como não detectamos consequências da rotação da Terra (hoje já sabemos detectar alguma coisa)

Então temos de ir à procura de uma forma de algo estar a acontecer connosco mas tal que não possa ser detectado pelas nossas experiências.

E é assim que construímos a teoria do Desvanecimento.

Dessa teoria resulta um conjunto de consequências observáveis em experiências não locais. Por exemplo, o alargamento das órbitas planetárias.

Verifica-se que o alargamento da órbita Lunar tem exactamente o valor previsto pelo Desvanecimento.

Quando se analisa a Terra, verifica-se que o alargamento da órbita terrestre, que não podemos medir actualmente, pois não existem ainda os meios a tal necessários, explica os registos da temperatura terrestre quente no passado, que estão em contradição com o que a Física actual prevê - porque a energia radiada pelo Sol deve aumentar ao longo do tempo, logo o Sol era mais «frio» no passado e a Terra teria de ser mais «fria»

A compreensão do passado quente da Terra tem consequências avassaladoras na compreensão da origem e evolução da Vida.

O Desvanecimento é na realidade, facílimo de provar: ele prevê exactamente o que observamos no «céu»: as carateristicas da radiação das fontes distantes, as relações entre desvio espectral e magnitude, tamanho angular, número, as idades aparentes, a estrutura em larga escala, as velocidades das galáxias, os quasares. E até coisas muito mais surpreendentes.

Mas arranjar uma massa não sujeita ao desvanecimento é que não é possível, só numa experiência imaginária.

A questão que vamos agora enfrentar é: como pode a matéria variar de tal forma que as nossas medidas locais não o possam detectar?

Portanto, o amigo Curioso está a perceber bastante bem o assunto; eu repeti aqui os tópicos apenas para evitar ligeirissimos eventuais desvios no seu raciocínio.

Um abraço
De Rebelo Fernandes a 21 de Julho de 2009 às 11:54
Concordo que a Terra se afasta do Sol assim como a Lua se afasta da Terra.
Este fenómeno só é possível com o aumento da "constante gravítica".
No respeito da lei da inércia, a velocidade de deslocamento das massas universais é constante.
Como é constante desloca-se sempre dentro do mesmo potencial. Como aumento da variável gravítica o mesmo potencial vai acontecer a maior distância. Daí o afastamento dos centros de massa.
Num universo homogéneo em expansão, o universo local cresce na proporção dessa expansão. Só é possível acontecer com o aumento da variável gravítica.
A "constante" gravítica é a parte permitida pelo potencial universal à radiação pura local, MC^2...............
Para melhor entenderem o que quero dizer, convido a uma visita a:
http://rebelofernandes.com
Um abraço.

Rebelo Fernandes
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