De anonimodenome a 6 de Dezembro de 2009 às 20:43
Li o post ainda antes de me ir deitar, e não é que sonhei com o Alf , com Relatividade, com Lorentz , com corpos rígidos, com Einstein.

Descubro-me a ler o próprio Einstein (1920) texto simples de 30 páginas, em inglês, acessível em www.bartleby.com /173 em que ele, ao apresentar a Relatividade Geral, afirma que 'a noção de corpo rígido', usada na Relatividade Especial tem de ser abandonada.
Mas nos blogs de física noto que ficámos todos cativos da noção de corpo rígido, alérgicos ao aether ', e Lorentz é tratado com distanciamento histórico, apesar de este ter chegado à Relatividade Restrita primeiro que Einstein, por outro caminho.

Não entendo porque o Alf diz que o Einstein nos deixou com uma 'visão de Deus'. Para mim é mais uma 'visão do Observador' e teremos tantas realidades quantos os observadores que quisermos idealizar. Um observador que não se observa a si mesmo embora oferece a sua régua e relógio abstractamente desligados da matéria de que terão de ser feitos.

Apenas podemos medir velocidades relativas entre corpos em movimento, i.e diferenças de velocidades, e assim matou-se o aether por falta de um referencial absoluto a jeito. Mas atenção que o alf já nos chamou a atenção para o CMB.

A visão de Deus, de fora do palco, vai ser, creio, a posição que o Alf vai abordar.

Com Lorentz encontro uma teoria física que explica porque é que os corpos/tempos mudam. Einstein apenas diz os corpos/tempos mudam e é mais pobre apesar de a derivação das equações ser mais simples.

Tudo o que vou lendo no Alf vou completando com leituras, e vou entendendo melhor, espero.

De alf a 7 de Dezembro de 2009 às 01:41
Olá anonimodenome

Ler o Einstein tem esse efeito... a mim acontecia-me o mesmo... porque ele lança observações profundas que nos deixam a pensar.

Porquê uma visão de Deus? porque o modelo de Einstein é interpretado como se o observador não pertencesse aos sistemas que observa - um observador vê os corpos mudarem de tamanho, mas nunca questiona se o seu tamanho não muda também.

Em que capítulo vem essa referência ao rigid body? No 23? Repara que aí o Einstein comete um erro - quando diz que a relação perímetro/raio deixa de ser «pi» porque a régua tem um comprimento diferente quando orientada segundo o movimento ou qd perpendicular a ele; isto porque tal como a régua muda de comprimento, também o disco se deforma; a medida do perímetro tem de ser sempre a mesma.

Para perceberes melhor, podes imaginar que o raio e a periferia do disco estão graduados; qq que seja o movimento do disco, o número total de tracinhos da gradução, ou seja, a medida dos comprimentos, não se altera; se colocares a régua de medida em cima de quaisquer tracinhos da gradução, ela verificará que estes estão certos, porque disco e régua alteram-se da mesma maneira.

Os capítulos a seguir ao 23 são muito interessantes nessa obra do Einstein. Pelo menos foram inspiradores para mim na altura em que os li.



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