Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

O nascimento de uma Bolha

 

 

Pois, explicar como se formou a estrutura em esponja... por onde hei de começar... “Bem, já vimos que a densidade de matéria é muito baixa, da ordem de uma molécula por cada 10 m3, e que, na distribuição inicial, as moléculas se deslocariam sem chocar umas com as outras...”
 
Ah, sim,” a Luísa a puxar pela cabeça, “ o tal percurso livre médio era de milhões de quilómetros, não era?
 
Isso mesmo Luísa”, confirmo. “O que tem uma consequência, que é a criação de flutuações de densidade que podem ser significativas espacialmente. Ou seja, uma zona onde desapareça uma dezena de moléculas é um buraco na distribuição inicial de 100m3. E a probabilidade de ocorrência de zonas onde, por exemplo, uma centena de moléculas tenham velocidades iniciais que as levam a criar tal buraco não é absurda.”
 
Olho à volta, temendo estar a ser confuso; o Mário sossega-me:
Estou a perceber-te; se fosse como num gás, onde as moléculas chocam constantemente e mudam de direcção para as zonas de menor densidade, a probabilidade de se formar um vazio de meia dúzia de moléculas que seja é insignificante, mas no teu cenário não é, esses vazios terão ocorrido com uma distância média que é calculável a partir da probabilidade do acontecimento”
 
Isso mesmo Mário.” Respondo aliviado. “Vejamos agora as consequências de um pequeno vazio... humm.... creio que tenho aqui um boneco que fiz em tempos... ahh, cá está!Encontrei o documento pretendido na pasta «antigos» e abri-o. Enfim, não será o ideal mas deve servir para agora... centrei-o no monitor do portátil e passei-o à Ana, que já se debruçava curiosa.
 
 
(clicar para ver)
 
 
Vejam isso com calma e ponham as vossas dúvidas.” 

 

publicado por alf às 18:19
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28 comentários:
De alf a 6 de Fevereiro de 2009 às 18:29
Ainda não consegui que as imagens ficassem decentes no Sapo. SE não conseguirem ver o que estás escrito na imagem, mandem-me um email que eu mando o original.
De antonio a 7 de Fevereiro de 2009 às 12:25
Confesso que no portátil não consigo ler as legendas. Mas deduzo que se trate de um fenómeno do tipo estampido. No mundo animal, existe a tendência de seguir o lide e de imitar comportamentos de grupo, por isso a manada , distribuída de uma forma mais ou menos uniforme, reagrupa-se para fugir numa determinada direcção. No mundo material, fogem de forma uniforme.

Ou seja o mundo inicial não estava sujeito a afectividades. Deus não era afectivo .
De alf a 8 de Fevereiro de 2009 às 19:11
Interessante o pensamento do poeta hehe... não se trata bem de um estampido, antes é algo que começa suavemente e vai sempre crescendo como bola de neve.

Pois, a afectividade só muito mais tarde faz a sua aparição...
De Peter a 7 de Fevereiro de 2009 às 17:43
"Uma diminuição local da densidade aqui (causada?) pela eliminação de um ponto material origina um campo de forças resultante que é o simétrico do campo da partícula em falta."

Porquê o aparecimento desse campo de forças?

P.S. - "No mundo da relatividade especial de Albert Einstein, a luz desloca-se sempre à mesma velocidade independentemente da nossa posição. O físico Mitchell Feigenbaum lidera um grupo de investigadores que defendem que, digam o que disserem a História e os manuais, a teoria de Einstein não tem nada que ver com a luz."
("Porque estava Einstein errado", Mark Buchanan, Courrier internacional, FEV 2009). Ainda não tive tempo de ler o artigo.
De alf a 8 de Fevereiro de 2009 às 19:18
Peter

Quando a distribuição é isotrópica, uma partícula é igualmente atraída de todos os lados e a resultante do campo é nula;

Considere simplesmente uma partícula rodeada por 6 outras partículas equidistantes - o campo na partícula do centro é nulo

Agora tire uma das 6 partículas da periferia; o campo que actua sobre a partícula central deixou de ser nulo, porque o campo da partícula oposta à que foi retirada deixou de ser anulado.

Qual é o campo que actua agora sobre a partícula central? É o simétrico do campo que foi retirado - se voltar a pôr a partícula, ele anula-se.

A partícula central vai mover-se na direcção oposta à da partícula que falta.

Ficou mais claro? Este é um passo subtil mas essencial para perceber o fenómeno
De alf a 8 de Fevereiro de 2009 às 19:32
Peter

Contrariamente à ideia generalizada, o Einstein nunca disse que a luz se desloca sempre à mesma velocidade independentemente da posição / velocidade do observador; o que o Einstein disse foi algo muito diferente: disse que se marcarmos as coordenadas tempo no nosso referencial de tal forma que quando fizessemos medidas da velocidade da luz obrivessemos sempre o mesmo valor, então as leis físicas seriam válidas neste referencial assim definido qq fosse a velocidade de deslocamento.

A velocidade da luz é o que serve para calibrar o referencial. Evidentemente que num referencial assim calibrado, a medida da velocidade da luz é constante. A MEDIDA, não a velocidade.

A triste verdade é que ninguém percebeu o que o Eisntein se fartou de tentar explicar. Por isso é que, que eu saiba, em Universidade nenhuma desta vasto mundo se ensina a Relatividade pelo texto do Einstein.

O trabalho de Einstein continua tão incompreendido como.. as profecias de Nostradamus. E não é porque seja dificil de compreender - é simplesmente porque o que lhe esta subjacente é tão dificil de aceitar como foi dificil de aceitar que a Terra não é o centro do Universo

Por isso é que o Einstein disse que a estupidez humana era infinita - por se recusarem a compreender o que ele dizia. E ainda o tratarem como se ele fosse tonto.
De Peter a 9 de Fevereiro de 2009 às 11:16
The Theory of Relativity - Galileo's Child
Authors: Mitchell J. Feigenbaum
(Submitted on 6 Jun 2008)
Abstract: We determine the Lorentz transformations and the kinematic content and dynamical framework of special relativity as purely an extension of Galileo's thoughts. No reference to light is ever required: The theories of relativity are logically independent of any properties of light. The thoughts of Galileo are fully realized in a system of Lorentz transformations with a parameter 1/c^2, some undetermined, universal constant of nature; and are realizable in no other. Isotropy of space plays a deep and pivotal role in all of this, since here three-dimensional space appears at first blush, and persists until the conclusion: Relativity can never correctly be fully developed in just one spatial dimension.
De alf a 9 de Fevereiro de 2009 às 13:17
Estou a ver que tenho de despachar rapidamente a estrutura em larga escala e passar à Relatividade rsrsrs

O que me está a atrasar é que tenho de proteger os direitos de autor. E isso significa fazer textos muito sintéticos, simples (sem discussão profunda das coisas), que suportem modelos muito simples da realidade, coloca-los num local como o arXiv e submetê-los a publicação. E isso leva tempo.

Há uma verdade simples e directa por detrás da relatividade de Einstein, como há outra por detrás da relatividade de Galileu e outra dos detrás da relatividade de Escala.

A relatividade de Escala é do que estamos aqui a tratar - qq que seja a nossa escala, o tamanho dos nossos átomos, as leis físicas são as mesmas. A verdade por detrás disso é que desvanecemos. E isso é algo que não queremos aceitar, preferimos pensar que o universo expande.

Por detrás da relatividade de Galileu està o facto de não estarmos no centro do Universo. E isso também não quisemos aceitar.

Por detrás da Relatividade de Einstein está outro murro na nossa arrogância. Qualquer tentativa de explicação que o não refira explicitamente é porque o autor não compreendeu o fenómeno.

Note que o Einstein não precisou da velocidade da luz para desenvolver a sua teoria - ele usou-a apenas para calibrar os relógios dos referenciais, tal como usou uma régua para calibrar as distâncias.

Ele usou o facto experimental de que a velocidade média da luz em circuito fechado é constante porque esta é a forma mais simples de estabelecer que as leis físicas são independentes do movimento do referencial, que tudo se passa como se estivessemos em repouso no centro do Unverso.

O autor que refere vai fazer uso de uma misteriosa e inexplicada constante universal com o valor de c^2. Uma explicação que introduz algo por explicar é o procedimento corrente da ciência e que conduz ao estado actual das coisas - a física atómica num zoológico de partículas e a cosmologia numa história de bruxas.

O Poincaré e outros perceberam o que estava por detrás da TR; tal como o Aristarco já tinha percebido o que estava por detrás dos aparentes movimentos celestes. A dificuldade está em fazer um modelo simples e utilizavel a partir da compreensão do fenómeno. Um modelo mais simples que o modelo em uso. Porque o que colhe os favores é o modelo que for mais simples de usar, independentemente de ser logicamente consistente.

Por isso é que a mecânica quantica destruiu a ondulatória.

O drama é que depois de escolherem um modelo porque é «simples», a seguir tentam que a realidade física lhe corresponda. Mas a realidade não perdoa as violações da lógica.
De Peter a 9 de Fevereiro de 2009 às 14:42
Agradeço a explicação, escrita numa forma acessível.
Se quiser ler o texto original, pode fazê-lo em:

http://www.libertylounge.net/forums/36803-why-einstein-wrong-about-relativity.html
De alf a 9 de Fevereiro de 2009 às 16:18
Peter, obrigado pelo link

a ideia de «relatividade» de Galileu é realmente uma ideia chave. E o primeiro a dar-lhe importancia foi mesmo o Einstein. Mas continua sem ser percebida.

A TR de Einstein não é uma teoria da constancia da velocidade da luz, é mesmo uma teoria da relatividade; o Minkowsky e fisicos posteriores é que construiram um formalismo baseado na constância da velocidade da luz em relação ao observador, que é o que se estuda agora porque é um formalismo mais simples que o de Einstein.

Sugeria-lhe o meu post de 2 Junho de 2007, onde transcrevo parte do texto de Galileu que é referido no link que deixou e que é fulcral para se compreender a ideia de «Relatividade».
De alf a 9 de Fevereiro de 2009 às 16:19
o post que refiro está no «outramargem»
De __gArY__ a 7 de Fevereiro de 2009 às 20:56
Também fico meio sem saber o porquê o campo resultante aparece apesar de intuitivamente pensar que se o campo era nulo com a distribuição isotropica ao se quebrar a uniformidade da distribuição deve aparecer um campo. Só não enxergo o motivo.

Quanto ao comentário do Peter já penso isso há tempos. Acredito que a velocidade absoluta não é uma caracteristicas das radiações eletromagneticas ou da luz como preferir. Acredito que seja, se houver mesmo esse absolutismo, uma propriedade da propagação das "ondas de força". Explicando melhor seria a velocidade com que a força se propaga e não a luz o que acontece é que Maxwell ao estudar o eletromagnetismo e montar suas equações achou uma velocidade de propagação muito próxima a da luz e então achou que eram a mesma coisa. Talvez seja só uma coincidência que a velocidade da luz seja muito proxima a da velocidade "da força".

Agora voltando ao tópico queria fazer uma revisão ALF. Atualmente dizem que essa distribuição de matéria foi originada de um universo não isotropico com um indice de flutuação da ordem de 1:100.000 era isso mesmo? E a radiação cosmica de fundo informa que o universo era isotropico ou havia uma pequena flutuação de densidade?
E outra o campo resultante ser nulo até onde há um horizonte até entendo, mas e fora do horizonte não haveria um campo resultante?
De alf a 8 de Fevereiro de 2009 às 19:49
gArY

Veja se a minha reposta ao Peter esclarece a sua dúvida

Quanto às anisotropias da radiação de fundo cósmico, o resultado da análise dos dados é que a anisotropia, a existir, seria no máximo 1: 100 000. Repare, as observações não dizem que existia qq anisotropia, pelo contrário, estabelecem um limite máximo que é ridiculamente insignificante.

Já viu o que é uma anisotropia de 1:100000? Em vez de 1 molécula em 10m3 é ter 1 molécula em 10,0001 m3?

A verdade é que os cientistas continuam agarrados à ideia primária de que as aglomerações de matéria resultam da «condensação» em torno de «sementes » iniciais; por isso transformam na afirmação da sua existência a prova da sua inexistência, usando a margem de erro das medidas.

Não são todos os cientistas; mas acontece que a ciência é dominada pelos que defendem as ideias que estão de acordo com as nossas presunções - sempre foi assim, por isso é que o Galileu teve aqueles problemas todos...

( o mesmo se passa qd dizem que a matéria ordinária é 4% do universo - a verdade é que 4% é apenas a margem de erro das medidas, que são incompatíveis com a existência de matéria no quadro do Big Bang; à medida que a precisão das medidas vai aumentando, este número vai diminuindo)

Fora da distribuição da matéria haveria um campo resultante; já referi isso num post anterior. Mas o que vamos analisar agora é o que se passa dentro do nosso horizonte.

De Curioso a 9 de Fevereiro de 2009 às 19:45

Boas...

Tenho pensado numa forma simples de explicar a formação dos quasares seguindo o conselho dado no post anterior.

A única explicação mais ou menos lógica que me surge para a formação desses corpos é a seguinte:

À medida que as bolhas vão crescendo a matéria vai ficando cada vez mais "apertada" entre várias bolhas próximas e nessa zona, onde a matéria estará mais densa poderá eventualmente formar-se uma acumulação anormal de matéria... talvez um quasar...
mas é difícil (só com a imaginação e alguma lógica) saber que tipo de corpo se formará entre as bolhas... Pela lógica (normal) à medida que as bolhas vão crescendo a matéria entre elas irá ficar cada vez mais densa... a temperatura tenderá a aumentar (os choques entre as partículas irão ocorrer cada vez com mais frequência) e eventualmente atingir valores para a ocorrência de reacções nucleares... teremos algo semelhante a uma estrela (quasar?)...

Abraço
Curioso.

Ps. Estive a reler alguns posts antigos no "outramargem" sobre o Sol e houve uma coisa que me chamou a atenção, o facto do Sol ser uma Rainha.

Pelo que entendi... (que coisa louca) os planetas são formados no interior do próprio Sol... a mamã Sol é que é responsável pela formação dos planetas que tem à volta... Diga-me que é mentira....
De alf a 9 de Fevereiro de 2009 às 23:50
Amigo Curioso

O seu raciocínio é brilhante... está quase a perceber o que são os quasares...

Quanto ao Sol, acertou quando diz que o Sol é que é responsável pela formação dos planetas. A matéria dos planetas é «fabricada» no interior do próprio Sol. Depois há um processo de produção dos planetas que é comandado pelo Sol mas tem uma fase interior ao sol e outra exterior.

O processo é altamente deterministico e o sistema solar resultante é perfeitamente definido. Estrelas como o Sol terão sistemas planetários muito semelhantes ao nosso.

o detalhe importante: a mamã Sol ainda não entrou na menopausa...
De Curioso a 10 de Fevereiro de 2009 às 11:19

Depois dos quasares virão as galáxias... Será que as galáxias não serão formadas num processo semelhante aos planetas, só que numa escala muito maior...

PS.

Parece que acabei de descobrir o que será o famoso "EVENTO".

Parece que vem aí o nono irmão.
Espero que a rainha ainda não esteja na fase final da gestação.

Curioso.
De Curioso a 10 de Fevereiro de 2009 às 11:25
Só uma pequena alteração ao comentário anterior...
Devem de ser mais de 9 irmãos... Afinal a Terra tem uma lua enorme....

Curioso.
De alf a 10 de Fevereiro de 2009 às 11:58
hehe... mas não, o processo de formação das galáxias é completamente diferente. Temos de ir dando passinho a passinho, a partir da bolha inicial, ir fazendo o filme dos acontecimentos...

E não, não há mais «irmãos» hehe... os que existem não deixam que se forme mais algum... uns egoístas! ... Mas o Sol vai fazer a parte dele no processo, isso vai...

De anonimodenome a 10 de Fevereiro de 2009 às 01:23
Curioso como chegas-te lá.
Muito recentemente um investigador reconheceu que o modelo de formação dos planetas tinha problemas. A similação 3D nunca daria planetas (*). Mais ainda, que já desde os anos 80 que suspeitavam que o modelo tinha problemas.
Mas infelizmente na Wikipédia o modelo de formação planetária aparece ainda sem mácula. Este esconder da situação é muito imperdoável.
Fico com problemas de dizer à miúda: Estão-te a ensinar assim e assado mas toma nota que um dia destes vou ter de te explicar de modo diferente.
Na escola não vão aceitar que ela fale de modo diferente sobre o Universo. Iria chumbar.
São ensinados para repetir o professor, que já foi ensinado a repetir.

Parabéns curioso.

(*) No meu simulador nunca se passou da fase de disco para a de planetésimais.
De Anónimo a 17 de Fevereiro de 2009 às 16:08
Alf fizeste um comentário que me intriga há tempos. Estes dois pilares da física de hoje, me refiro a relatividade e a quântica, fogem completamente da lógica e nenhuma faculdade desse nosso mundo parece perceber isso, pois nenhuma se propõe a mudar, a ensinar de maneira diferente. Mesmo que ensine a visão aceita pela comunidade cientifica, mas alerta-se para a possibilidade "olha hoje agente pensa assim, mas amanha pode se desocobrir isso, isso e isso dai tudo pode mudar"

Isso não acontece parece mesmo haver uma "ceita" de cientistas que controlam o que é aceito ou não. Evidente que essa ideia parece ridícula e demasiadamente conspirativa, todavia se me perguntar hoje o que eu acho da física moderna te respondo: "A matemática deles funciona, porém tenho certeza que suas premissas estão erradas"

Afirmo sem medo estam erradas mesmo! Pra mim é claro como um dia ensolarado e como as águas de uma cachueira

Tive que fazer esse desabafo e em relação as dúvidas que apresentei no post anterior foram devidamente explicadas.

Que venha o próximo post. Até mais.
De __gArY__ a 17 de Fevereiro de 2009 às 16:12
esse comentário anonimo foi meu!
De alf a 27 de Fevereiro de 2009 às 14:10
gArY

Os cientistas não são filósofos, são matemáticos. Em consequência, não buscam explicações lógicas mas modelos matemáticos. Ora um modelo matemático é algo muito mais complicado do que um modelo lógico.

Dizer que os planetas orbitam o sol e dizer as leis que regem o seu movimento é muito mais simples do que fazer um modelo que permita determinar a posição exacta de um determinado planeta no céu de um observador terrestre no dia tal às tantas horas.

A mecanica quantica é um formalismo muito mais simples do que a ondulatória; por isso os cientistas preferem a quântica.

O problema está em que depois confundem a realidade com o modelo e pensam que a realidade é quântica. Não é. Embora possa ser representada por um modelo quantico.

O Einstein, depois de se esgotar a tentar explicar que não é a velocidade da luz que é constante, é a Medida que fazemos que é, acabou por ceder e dizer qq coisa no género: não vale a pena eu estar a insistir nisto pois afinal o que é a velocidade da luz senão a medida que fazemos dela? Portanto, podemos tomar a medida da velocidade pela velocidade.

Para um matemático, só existem os números, a Medida! Isso é que é real. O resto é filosofia.... e filosofia é coisa que a cabeça de um matemático não entende.
De W. a 26 de Fevereiro de 2009 às 22:52
Wow, que blog fascinante mas vou ter de comecar a ler pelo principio e vai demorar :))
De alf a 27 de Fevereiro de 2009 às 14:13
W., obrigado pelo seu entusiasmo rsrsrs

Tem muito tempo: a minha «nave» tem de ir explorar um recanto desconhecido do Universo e vou ter de postar devagarinho durante algum tempo. Um abraço
De gary a 27 de Fevereiro de 2009 às 19:44
alf depois queria que talvez se possível pudesse explicar em que consiste a relatividade de escala, pois as outras duas eu creio ter uma noção do que se trata.
De alf a 27 de Fevereiro de 2009 às 21:00
gary, ehehe, às vezes esqueço-me que o meu modelo do Universo não é ainda conhecido...

A questão é: se tudo fosse doutro tamanho, as leis físicas poderiam ser as mesmas?

O anonimodenome já tem referido a história do Guliver; será possível um mundo de gigantes ou de anões em que tudo se passa como à nossa escala?

Será possível uma história como a do " Querida encolhi os miúdos"?

A Relatividade de Escala é a teoria que resulta da análise da possibilidade de a escala do Universo variar sem alteração das leis físicas. É uma teoria minha, aparentemente ninguém se lembrou de analisar a questão assim - já houve quem analisasse a questão da variação de escala, mas sem considerar a invariância das leis físicas.

Ora a Relatividade de Escala conduz directamente à teoria do Desvanecimento. Conduz directamente às observações cósmicas que conhecemos. Por isso é que eu sei que o que se passa não é uma expansão do espaço mas uma variação de escala, e sei quais as caracteristicas dessa variação de escala.

Ando a preparar um texto para apresentar a Relatividade de Escala. Vamos a ver se sou bem sucedido...
De Curioso a 27 de Fevereiro de 2009 às 21:35
Avé...

Há gente viva por aqui..

O parto (da bolha ) está difícil. Já la vai quase um mês..:-)
Está na hora de nascer outra coisa...

Bem Haja .. para todos

Curioso.
De alf a 28 de Fevereiro de 2009 às 01:42
Bem... já que insiste... vou tratar disso... eheheh ... peço desculpa mas descobri umas coisas interessantes e tenho dificuldade em desdobrar-me entre as personalidades de descobridor e de narrador. Vou começar já a escrever o próximo post!

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