De anonimodenome a 5 de Novembro de 2008 às 23:38
e o CMB é ?...
De alf a 6 de Novembro de 2008 às 01:27
o CMB, cosmic microwave background, ou radiação cósmica de fundo (é assim que é chamada na wikipedia) ou ainda ruído de fundo cósmico (como lhe chamavam os engenheiros) é uma radiação electromagnética que preenche o universo, vinda de todos os lados, e que corresponde à radiação electromagnética emitida por um corpo radiador perfeito à temperatura de 2,725 ºK.

Qual a origem de tão misteriosa radiação?

A explicação do Big Bang é que quando o Universo estava no inicio da expansão, a matéria era muito densa, encontrando-se eletrões e protões separados; quando o universo expandiu o suficiente para electrões e protões poderem formar átomos, altura em que a temperatura desse gás ionizado que preenchia então todo o espaço seria de uns 3000 ºK, a radiação electromagnética que existia aprisionada ente electrões e protões ficou subitamente livre, em todo o universo, no mesmo exacto instante, porque a matéria ficou toda neutra.

Desde então o universo expandiu cerca de mil vezes, aumentando o comprimento de onda dessa radiação; como este é proporcional à temperatura da fonte de uma radiação deste tipo, hoje, ela corresponde a uma temperatura 1088 vezes menor - os tais 2,725 ºK


Esta explicação transportada para o Desvanecimento fica exactamente igual para um observador Atómico: para um observador invariante, a descrição é de que os electrões e protões eram muitíssimo maiores e quando diminuiram o suficiente para formarem átomos, a radiação térmica ficou livre; como as partículas eram 1088 vezes maiores, o comprimento de onda era 1088 vezes maior, correspondendo à radiação emitida hoje por um corpo à temperatura de 2,725 ºK.

Mas isto é admitindo esta explicação. Mas não haverá outra?

De anonimodenome a 6 de Novembro de 2008 às 09:28
eu suspeito de que possa ser outra explicação.
como sabemos o universo é globalmente neutro, i.e. por cada protão positivo existe um electrão de carga negativa.
a teoria 'mainstream' atribui origens diferentes às duas partículas e assim, só por um acaso do tamanho do universo é que as quantidades são iguais. Repugna a minha sensibilidade aceitar acaso tão monstruoso, digamos que os acasos são para as pequenas coisas, acontecimentos isolados. Parece notório que os físicos têm uma sensibilidade diferente da minha.

Também se sabe que o neutrão quando fica fora do núcleo atómico decai prontamente num par protão+electrão.
No quadro do Desvanecimento o neutrão seria maior no passado e o tempo de estabilidade (antes do decaimeno) também maior.
Quando a densidade de energia no neutrão ultrapassou um certo limiar de estabilidade, este separou-se em protão+electrão+radiação de fundo (CMB).
em termos de Desvanecimento parece que a densidade (massa/volume) vai variando ao longo do tempo
M~alfa.m0 e V~alfa^3.v0. portanto 1/alfa(t)^2.
no passado as partículas tinham menos densidade ?
e levando ao extremo este raciocínio ?
Isto fará sentido ?
De alf a 6 de Novembro de 2008 às 11:50
Essa possibilidade é muito interessante.

Parece-me que pensar que electrão e protão se formaram ao mesmo tempo, têm uma origem comum, é de longe o mais razoável, o que explica que sejam em quantidades iguais - como dizes, qq outra ideia exige uma coincidência do tamanho do Universo.

No entanto, o meu pensamento tem sido o de que o processo que leva à criação da perturbação que identificamos como partícula é tal que gera logo o par de partículas - haveria uma alteração da estrutura do meio, um componente do meio que muda de sítio, gerando um «buraco» e um «grão», ou seja, um par protão/electrão. O neutrão seria a associação mais íntima possível do dois, uma espécie de mini átomo de hidrogénio.

A tua hipótese é uma inversão deste raciocínio. A chave para avaliar a validade duma qualquer hipótese estará em encontrar um processo capaz de gerar uma radiação que respeite exactamente a Lei de radiação de Planck, que é o que acontece com o CMB.

Essa lei define o espectro teórico, ideal, de uma radiação térmica, mas não conheço nenhuma situação real em que ela seja produzida com a exacta perfeição da lei - a única que lhe corresponde exactamente é o CMB. Sem ser um fenómeno «térmico» , que outros fenómenos podem produzir uma radiação que siga Lei de Planck?

Por último, falta uma radiação que deveria ser produzida no processo de formação de átomos: o espectro de emissão do hidrogénio. Estará perdida numa faixa do espectro que não foi analisada? Será ela o CMB? Adianto já o próximo post, dizendo-te que a minha ideia é a de que o CMB é o espectro de formação do hidrogénio inicial desviado cerca de 20000 vezes.

A tua hipótese abre outra possibilidade. Teria de analisar a radiação do decaimento do neutrão e ver como ela pode corresponder a uma Lei de Planck - que pode ser só o resultado de uma estatística de movimento.



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