Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Saltar para fora do Universo

 

 

Para seguirmos o caminho dos génios, temos de começar por pisarmos onde eles pisaram. E nada mais adequado para começarmos a abrir as mentes do que algo que o Poincaré escreveu sobre Espaço e Geometria no seu livro Ciência e Hipótese. Nós temos do mundo exterior uma percepção enquadrada num espaço euclidiano; porém, essa percepção é uma construção do nosso cérebro. Reparem no que se passa com a visão: as imagens formam-se em células no fundo do olho; portanto, a informação recolhida compõe-se de dois conjuntos de «pixels», amostras discretas de imagens a 2 dimensões. A partir daí o nosso cérebro constrói uma percepção de um espaço contínuo e a 3 dimensões.”


Sim, a partir das informações recebidas dos sentidos obtém uma representação da realidade exterior.”


É mais do que isso Mário, o cérebro coloca a informação relativa à localização dos corpos num referencial cartesiano que já está na cabeça. Quem usa óculos sabe que as lentes deformam as imagens; que quando muda para umas lentes mais fortes, durante umas horas, às vezes uns dias, pode ter dificuldade em saber onde está o chão e tem de ter muito cuidado a subir ou descer escadas. Mas ao fim de algum tempo o cérebro corrigiu a informação visual, distorcida pelas lentes, e a pessoa volta a ter a percepção normal.”


O cérebro tem de ajustar a informação visual à muscular; integrando a informação que recebe de todas as direcções, ele obtém a natureza euclidiana do espaço exterior.”


Exactamente. Mas repara que a informação muscular também é uma representação distorcida do espaço porque estamos num campo gravítico, a força que é necessária para levantar um braço é muito diferente da que faz baixar o braço; no entanto, movemos o braço em qualquer direcção com a mesma facilidade porque mentalmente estamos a operar numa representação uniforme, isotrópica, tridimensional do espaço exterior.”


Realmente, é curioso”, a Luísa entretida a mexer a mão entre a orelha, a mesa, o nariz, volteando agora no ar “dá a sensação de que a mão não tem peso.. quanto pesará uma mão?”


Mas onde queres tu chegar com isso?


A uma coisa muito importante: temos de distinguir entre a geometria da realidade física e a geometria da representação matemática.”


Explica-te melhor.”


As medidas de distância são feitas usando corpos, réguas de medidas, que presumimos invariantes, isto é, independentes da velocidade, do campo, do tempo, da posição no espaço; e medimos a coordenada «tempo» usando relógios baseados nas propriedades dos corpos ou dos átomos que também presumimos gozar de vasta invariância; depois procuramos a geometria onde as medidas que fazemos são consistentes, presumindo sempre a invariância das unidades de medida.”


Sim, claro, o conceito de corpo rígido é a base das nossas representações do Universo.


Ainda é, mas talvez apenas porque o Riemann tivesse morrido cedo demais, pois o Riemann já tinha percebido que essa era uma grave insuficiência teórica. Porque os corpos não são rígidos.”


Claro que não são! Isso sabemos nós! Variam com a temperatura, humidade, mas isso é tudo acautelado quando se fazem medidas.”


Não é a esse tipo de variação que me refiro. Não há nada de «rígido» num corpo; há apenas campos de forças, radiando de pontos singulares a que chamamos partículas, não é? A interacção entre esses campos é que determina o tamanho dos corpos. Mas essa interacção dependerá da propagação dos campos, logo pode depender da velocidade do corpo, como pode depender do campo gravítico ou eléctrico exterior, que é uma perturbação do espaço da mesma natureza da que determina a distância entre partículas; se o campo gravítico encurva a trajectória da luz, necessariamente que também actuará sobre os corpos, não é? Como pode ainda depender da posição do corpo no espaço ou da idade da matéria; ou doutras coisas que nem imaginamos.”


Ena! Mas isso é uma enorme confusão! Temos de ser simples nas nossas análises, não havendo nenhuma razão para presumir tais dependências, não vamos perder-nos em complexas e inúteis análises.


Ah, mas aí é que estás enganado! Há muitas razões. A Teoria da Relatividade é uma delas. Outra é a que já te disse: será que a aparente expansão do espaço resulta de os átomos estarem a diminuir de tamanho com a idade? Para analisarmos isto temos de fazer uma revolução do mesmo tipo da que Copérnico fez.”


Ena!” Mário ri-se, divertido, e faz-me sorrir também “Não fazes nada por menos! E que revolução é essa?”


Antes de Copérnico, os fenómenos inscreviam-se no referencial do observador. O modelo de Ptolomeu descrevia o Universo como nós o vemos. Copérnico deslocou o referencial para o Sol e Newton libertou-o para qualquer posição. Mas, como Newton acentuou, não fazemos medidas «absolutas» nem de espaço nem de tempo; ou seja, o nosso referencial é um referencial «atómico», dependente das propriedades da matéria. Com Einstein voltamos ao referencial do observador. Um retrocesso a Ptolomeu? Um pouco, para enfrentar um novo problema: as nossas observações tornaram-se dependentes de algo que não é matéria: a Luz, o campo eléctrico, o campo gravítico; o referencial «atómico» já não é adequado, deixámos de ter referencial válido, então voltámos ao referencial do observador, como Ptolomeu.”


Livra, essa é nova para mim! Olha que ainda te internam se continuas com essas coisas!


A Luísa lança uma gargalhada. Sinto que esta frase do Mário encerra um estímulo. Continuo:


Agora temos de saltar para além da matéria, encontrar um novo referencial donde possamos observar a matéria a variar.”


Estou a perceber-te.... assim como o Copérnico teve de saltar para um referencial onde pudesse observar o movimento da Terra...


Exacto. E, na verdade, é muito simples. Temos apenas de trabalhar com dois referenciais, um baseado nas nossas medidas, a que podemos chamar «atómico», e outro conceptual, se possível o referencial euclidiano invariante, que é o mais simples que podemos conceber e que é aquele que o nosso cérebro é capaz de representar.”


Estou a perceber-te, no referencial conceptual podemos «ver» a matéria a variar, analisar os fenómenos resultantes dessa variação e determinar como tudo se passa do referencial do observador...Bem, creio que o Dirac propos algo nesse género...”


Ou seja”, surpresa, a Ana decidiu dizer qualquer coisa, “ o Copérnico fez o referencial saltar para fora da Terra e tu agora queres fazer o referencial saltar para fora... do Universo!”


Nem mais, Ana! E daí tu verás a verdadeira face do Universo e todas as confusões que resultam de estarmos a usar referenciais atómicos desaparecerão. À semelhança do que aconteceu quando Copérnico nos levou para fora da Terra.”


publicado por alf às 11:20
link do post | comentar | favorito
|
19 comentários:
De Curioso a 20 de Junho de 2008 às 17:43
Nada melhor que colocar-se no lugar de "Deus" para compreender a sua obra...

Parece-me lógico. É mais fácil compreender os mecanismos de uma máquina se pudermos vê-la como um todo. Dentro da máquina a sua compreensão é mais difícil.
Curioso
De alf a 20 de Junho de 2008 às 21:52
Exactamente!!!!

Resumiu o post em 5 linhas e disse tudo!
De ROMUALDO RODRIGUES a 19 de Janeiro de 2010 às 22:06
Concordo:só o avanço da física quântica dirá; com o tempo,humildemente ,chegaremos;talvez a epifânia progressiva,vinda do oriente chamada de conciência ´cosmica junto com a física quântica seja um começo;Enstein,era um verdadeiro eurista;a eurística já é um bom início;o gênio será intelectus,corpus,e anima;anima no sentido de uma eurística profunda
De Osvaldo Lucas a 20 de Junho de 2008 às 20:51
Será que está na calha a redefinição dos parâmetros, tipo:
massa
tempo
comprimento
temperatura(?)
carga eléctrica(?), etc
ou substituição por novos ou combinações (lineares ou não) destes?
Talvez para se conseguir invariância tempo-espacial e acabar com singularidades matemáticas?


Por outro lado, o Universo pode ser mais complexo do que pensamos, ou seja não ser uma formulação matemática elegante e sim um amontoado de acasos que funciona (pelo menos o suficiente para haver alguém que faz perguntas sobre ele). Algo tipo evolução darwiniana...
De alf a 20 de Junho de 2008 às 22:04
Por agora será tudo desesperantemente... simples!!!

Mais tarde, se houver oportunidade, poderemos abalançarmo-nos a uma nova definição de partícula, em novos parâmetros, com um campo único.. mas isso não será para agora, não podemos dispersarmo-nos por muitas frentes, não será prudente.

Um Universo Inteligente»? Já viu os meus posts sobre «Inteligência»?

Se definir «Inteligência» como o simétrico da derivada da Entropia, que é como eu a defino, terá de concluir que o Universo é Inteligente.

Einstein disse-o de outra maneira: Deus é subtil. Se tivermos isso presente evitamos muitos disparates, como tentar explicar os fenómenos de uma forma básica, sempre errada porque o Universo está noutro nivel de inteligência.

(como o actual modelo climático que suporta a teoria do aquecimento global, ou o modelo estelar, ou as teorias da estrutura do universo em larga escala, ou da formação do sistema solar, ou a explicação das manchas solares... tudo burrices ridiculas, um insulto à «inteligência» do Universo...)
De anonimodenome@gmail.com a 20 de Junho de 2008 às 22:49
nunca me tinham colocado em evidência este pingue-pongue na posição dos referenciais .
especialmente que, com Einstein, "voltámos ao referencial do observador, como Ptolomeu"
faz muito sentido o 'distanciamento' em relação aos fenómenos a observar.
o mesmo se passa noutros campos, p.ex . em História convém que o historiador não tenha vivido por dentro os acontecimentos, para não ficar com uma visão parcelar, tendenciosa.
De alf a 21 de Junho de 2008 às 01:41
boa imagem essa; quem viveu por dentro os acontecimentos não tem um julgamento imparcial, o seu juizo não serve de medida, da mesma forma que um referencial estabelecido sobre um meio que se deforma (campos) não serve para descrever o Universo.

O Modelo de Ptolomeu permite descrever o céu visto da Terra; mas podemos pegar nesse modelo e coloca-lo em Marte e com ele descrever o céu tal como se observa de Marte, naturalmente com outros valores para os parâmetros (velocidades, coordenadas de posição); e podemos estabelecer a relação matemática entre os dois modelos.

Com Einstein, um observador estabelece um referencial em obediência a determinadas regras e verifica que as leis físicas do nosso modelo de universo se verificam nesse referencial e nele define a localização espacio-temporal de todos os acontecimentos que observa; outro observador que se desloca em relação a esse usando um referencial estabelecido segundo as mesmas regras verifica que os mesmo modelo de universo é aí válido, para valores da localização espacio-temporal dos acontecimentos diferentes das do primeiro observador.

Ou seja, o mesmo modelo de universo (mesmo conjunto de leis físicas) é válido para ambos os observadores, mas os parâmetros (velocidades, coordenadas) são diferentes; e podemos relacioná-los através das transformações de Lorentz.

O nosso "modelo do Universo", contido nas nossas leis físicas, é ainda apenas um modelo antropomórfico do Universo.
De antonio a 22 de Junho de 2008 às 22:08
Como resultado de uma queda, fiquei uma vez sem acção num braço, por ter afectado um dos tendões que passam pelo ombro. Quando me levantava o braço não acompanhava o corpo, senti então quanto pesava um braço.

Quanto à retina, esta vê a duas dimensões e a cores, portanto a três dimensões... ;)
De alf a 23 de Junho de 2008 às 00:51
boa experiência essa! Com a idade irá tendo progessivamente mais oportunidades de saber o que pesa o que corpo eheh. Mas no dia a dia nem imaginamos o que pesa um braço, não é?

As imagens são a duas dimensões; o cérebro é que constroi a sensação de profundidade; mesmo que seja daltónico e não veja cores...;)

Note que a nossa percepção tridimensional não é uma «imagem», mas é uma pura construção mental, não podemos realiza-la por nenhum dispositivo físico, é a forma de o cérebro exprimir um conhecimento que computou do espaço exterior - de exprimir e comunicar a nós, ou seja, aquilo que chamamos de «consciente». O cérebro que funciona independentemente de nós, ou seja, do nosso consciente. Como se tivessemos um poderoso computador na cabeça que é orgão tão distinto de «nós», ou seja, da nossa «consciencia», como o são os braços.

Mas como não temos uma consciencia muito clara desse «computador», não o usamos com a eficiencia com que usamos os braços. Na realidade, nem podemos, ele está fechado à nossa vontade porque nós não somos suficientemente sábios. Olha se o bater do coração dependesse da nossa vontade?!!

(e há outras capacidades do cérebro que estão fechadas à nossa vontade, porque nós não somos «de confiança»... ver post sobre os 5 sentidos...)
De leprechaun a 27 de Junho de 2008 às 00:59
o simétrico da derivada da Entropia... mas que é isso?!?!?!?!?!

Uáu! É uma definição tão chique e incompreensível que bem faço figura de inteligente, ou seja, entropicamente derivado do simétrico, se a começar a aplicar assim em qualquer lugar! Pois, o problema é se a tenho de explicar... ;)

Mas afinal, essa é até uma definição muito matemática, ora. E isto já não está tão simples assim... até o Mário se queixa, ai de mim!

Bem, pelo menos percebi bem essa analogia do observador fora do tal referencial, como no conto do peixinho que queria saber o que era o mar e só o conseguiu quanto saltou fora da sua superfície.

Ora isto já leva a especulações muitíssimo mais interessantes e a meu gosto, pois essas outras capacidades do cérebro que estão fechadas à nossa vontade talvez até já tenham sido desenvolvidas outrora em condições especiais!

Cá por mim, eu berro e insisto que esses antigos sábios sabiam talvez bem mais sobre o Universo e o Ser Humano do que toda a ciência de agora. Ou ainda, continuamos sem compreender plenamente essa poderosa mensagem no oráculo de Delfos:

Homem, conhece-te a ti próprio e conhecerás o Universo e os Deuses!
De alf a 27 de Junho de 2008 às 03:17
leprechaun

Parece complicado mas é muito simples - entropia é uma medida da desorganização de um sistema; a existência de um processo «inteligente» manifesta-se por aumentar a organização de um sistema; portanto, podemos medir a «inteligência» pelo crescimento da organização de um sistema.

Quanto mais organizado um sistema menor a sua entropia; portanto, a diminuição da entropia é sinal da existência de um processo inteligente; a variação da entropia é dada matematicamente pela sua derivada; como a inteligencia será proporcional à diminuição da entropia, é proporcional ao simétrico da derivada da entropia.

No outramargem há um post que fala da entropia, «a seta da vida».

Quanto à «poderosa mensagem»: foi exactemente isso que eu fiz; e fiquei a perceber como o cérebro nos pode enganar e como lhe podemos «dar a volta»
De indomavel a 28 de Junho de 2008 às 22:56
Meu querido Alf,

ao ler este teu post, só me lembrava das miticas imagens gigantes do Peru, que podem ser vistas apenas do céu e terão sido desenhadas na rocha para agradar aos deuses e para os seus olhos apenas.
No chão parecem apenas riscos brancos, arabescos sem nexo que se prolongam por kilometros. Um dia, alguém passou de avioneta e apanhou um choque ao perceber que tinham de facto um nexo!
A distância é de facto o melhor conselheiro.
Ou como me dizia o meu cérebro aqui há dias, quando caminhava para a sala de exame de historia da lingua - tem calma Patricia, qual é o mal de não teres passado a noite a estudar? deste tempo para que a matéria assentasse, como a areia num balde cheio de água. Quanto mais mexes, menos és capaz de ver, só quando ela assenta a água fica limpida...
É, talvez tenhas razão e seja preciso ir para lá do Universo que conhecemos...
De leprechaun a 10 de Julho de 2008 às 03:10
Não há nada de «rígido» num corpo; há apenas campos de forças, radiando de pontos singulares a que chamamos partículas, não é?


A propósito da "rigidez" do espaço e NÃO da matéria, acabo de encontrar agora mesmo estes parágrafos de um "enfant terrible" da Física, o italo-americano Ruggero Santilli.

New Problematic Aspects of Current String Theories and Their Invariant Resolution (http://www.santilli-galilei.com/StringTheory.pdf)

The first paper written by this author in 1956, (‘‘Why space is rigid’’) when a high school student, submitted the hypothesis that the entire matter can be reduced to elementary oscillations-vibrations of the ether today called strings, as a necessary condition to eliminate the ethereal wind used at the time to dismiss the existence of a universal substratum.
The main argument is that we would not be able to hear each-other voices without Earth’s atmosphere. Similarly, we would be unable to see each-other faces without a universal medium (ether) propagating light.
Since light is a transversal wave, the ether must necessarily be rigid, thus the title of paper ‘‘Perché lo spazio è rigido’’ (‘‘Why space is rigid’’). Then, the only possibility for matter to freely move in space
without the ‘‘ethereal wind,’’ is that all electrons, protons and neutrons constituting matter are oscillations-vibrations of the ether.
According to this view, when matter is moved from one position to another, there is no actual motion of any ‘‘solid,’’ but merely the transfer of the basic oscillations forming matter from one position in space to another. Stated in plain terms, a main view expressed in that paper is that matter is totally empty and space is totally full.

Ruggero Santilli, in ‘‘Foundations of Physics’’, Vol. 32, No. 7, July 2002
De alf a 10 de Julho de 2008 às 11:30
Excelente contribuição amigo Leprechaun!

E devo dizer-lhe que não conhecia nenhum texto sobre a teoria das cordas que pusesse as coisas tão claramente - provavelmente porque falar de um «ether» continua a ser perigoso e dizer que a matéria ... não existe, isso é perigosíssimo!

Só há um aspecto em que o meu pensamento difere, em que é completamente original, e isso tem consequencias enormes: eu não penso que as «partículas» sejam «vibrações» mas sim «deformações». A diferença nas consequências é abissal.
De alf a 10 de Julho de 2008 às 11:41
o seu link vai para um artigo do Santilli mas não para o texto que reproduz; onde encontrou este, que tem a coragem de fazer tais afirmações de forma tão clara?
De leprechaun a 10 de Julho de 2008 às 21:13
Ena! Já melhorei a nota, ainda vou ter 12, querem lá ver?! :)

Atenção que Santilli é completamente proscrito de toda a ciência dita séria e respeitável e nenhuma referência aos seus trabalhos ou à novel teoria da Mecânica Hadrónica (http://www.santilli-galilei.com/hadronic.html) pode ser encontrada nas revistas científicas mais prestigiadas e sujeitas ao peer-review. Só não está num manicómio porque já não há caça às bruxas nem URSS!!!

Mas a citação acima é retirada da pg. 25 desse artigo, secção 9 - Epistemological comments. O resto é só matemática e coisas equisitas, dessa parte eu fico fora! Mas leio tudinho, mesmo sem perceber patavina, como se estivesse simplesmente a rever o texto. Enfim, é a força do hábito, faço de boi a olhar para o palácio... mas bem o miro! ;)

De notar que o físico italiano declara ter descoberto uma nova formulação matemática que permite unificar a mecânica quântica com a relatividade e a gravitação. Espaço Hilbert, mais as métricas do Minkowski e do Riemann parecem ser centrais nesse concepção isotópica que para mim é mais do que chinês, mas linguagem de ET!

Estou agora a ler um bruto calhamaço com mais de 400 páginas, "Il Grande Griddo", onde Santilli ataca violentamente aquilo que considera a decadência ética da Física nos EUA e expõe as suas teorias que o "mainstream" não só ignora mas cujo reconhecimento impede activamente.

Vamos lá ver se encontro mais algo de interessante... no pouquíssimo que consigo perceber, como é óbvio! :)
De alf a 10 de Julho de 2008 às 22:53
Não gaste os seus miolos em vão, isso é como ler tratados sobre o modelo de Ptolomeu. Todos os cientistas da actualidade fazem o mesmo erro: não questionam as bases do seu conhecimento. E como estas estão erradas, tudo o que constroem em cima é um absurdo, como todas as teorias construidas sobre presunção de que a Terra era o centro do Universo teriam necessariamente de ser absurdas. Teorias absurdas apoiadas em matemáticas absurdas.

Temos de esperar que o Jorge explique a Relatividade e que a verdadeira geometria do Universo, a tal que está implícita no Teorema de Pitágoras, seja revelada.

Ou melhor, temos de fazer o caminho que o Jorge vai abrindo, porque só assim podemos chegar a esse conhecimento, ele é a peça final de um puzzle que se vai desmontando.
De vbm a 31 de Janeiro de 2009 às 23:27
Estou lendo muito devagar, só conheço livros de divulgação,
vou só apontando ideias ou expectativas preliminares.

Com a descrição da mudança das nossas medidas, do referencial
da Terra, para o do Sol; e, com Newton, do Sol para uma posição
qualquer do Universo; a par da explicitação newtoniana de que
as nossas medidas não são «absolutas», — porque dependem
das propriedades da própria matéria cujos corpos se comparam
no acto de medição; "estava à espera", — com Einstein,
a "libertação" da matéria, a "ancoragem" na Luz
e sua velocidade absoluta, —, "estava à espera",
da "celebração" de um novo referencial absoluto,
independente do próprio Universo,
enquanto composto por matéria...

Mas vi antes, a abertura para um novo — e conceptual — referencial crítico
do de Newton: o decorrente de uma representação imaterial do Universo.

(Alf, eu estou fazendo estes apontamentos, assim do género da tua escrita "a cinzento", uma conversa "com os meus botões", um registo de impressões — neste caso, «expectativa» :) —, não precisas de te preocupar a comentar.
De vbm a 31 de Janeiro de 2009 às 23:42
Galo!

Agora é que reparei
que saltei a lição anterior,
a da Substância do Universo!

Não posso apanhar "falta";
volto atrás.

Já agora, sumario as lições dadas:

1) 13.5.08 — Apresentação
2) 18.5.08 — A chave da geometria do universo
3) 21.5.08 — Um universo que pode ser explicado às crianças
4) 26.5.08 — Evanescente é a matéria
5) 3.6.08 — Universo evolutivo
6) 6.6.08 — A relatividade das medidas
7) 11.6.08 — A substância do universo
8) 17.6.08 — Saltar para fora do universo

Comentar post

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

.ATENÇÃO: Este blogue é um olhar para além das fronteiras do Conhecimento actual. Não usar estas ideias em exames de Física do Liceu ou da Universidade.

.pesquisar

 

.posts recentes

. paciência, muita paciênci...

. Listem

. A Self-similar model of t...

. Generalizando o Princípio...

. Generalizando o Princípio...

. O Voo do Pombo Correio

. A Relativistic Theory of ...

. Como modelar uma nova teo...

. A Relativistic Theory of ...

. Abstract

.arquivos

. Março 2012

. Julho 2011

. Março 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds