Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

A Substância do Universo

 

A minha dificuldade, nesta altura, está em definir o ponto de partida da minha análise. Poderia começar nas Leis Físicas mas parece-me importante começar um pouco antes, começar por estabelecer qualquer coisa acerca da natureza do Universo. Como pensam vocês que é constituído o Universo?”


Bem, tenho lido que o Universo é constituído por Matéria, Matéria Negra, Energia, Energia Negra, Radiação...


Bem, isso são muitas coisas, não te parece Ana? Mas ninguém ainda viu a matéria negra ou a energia negra, são apenas parâmetros introduzidos nas equações do BB para as acertar com as observações... algo que o Galileu certamente repudiaria. Esquece o que leste Ana, diz-me apenas como é constituído o Universo que tens na tua cabeça, aquele que a tua percepção construiu.”


Matéria e Espaço vazio?!?


Exactamente Ana. Esse é o modelo de Universo sobre o qual as actuais teorias são construídas. Um Universo feito de partículas num espaço vazio. Mas há imensas dificuldades num tal modelo. Para explicar os campos de forças é necessário inventar partículas que serão as mediadoras dos campos. Por exemplo, a atracção gravítica seria devida a umas partículas que se baptizaram de «gravitões» mas que ninguém sabe definir. As radiações têm de ser suportadas em partículas; mas como a sua natureza ondulatória é incontestável, surge a dualidade onda-partícula. Por outro lado, do espaço vazio podem emergir pares de partículas, como nele podem igualmente «desaparecer», transformando-se em radiação.”


Lá vens tu com a ideia de um aether, estou mesmo a ver. Mas sabes que já foi provado que ele não existe. Se existisse, a matéria teria de interagir de alguma forma com ele ao deslocar-se, teria de existir um «vento de aether» que nós detectaríamos. Ora está provado que não existe tal «vento de aether»; logo, o espaço é mesmo vazio.”


Parece lógica e irrefutável, a tua conclusão, não é Mário?”


Parece e é!

 

"A conclusão lógica não é essa, é a de que o Universo não é feito de matéria e aether, uma das duas coisas, tal como as concebemos, não pode existir."

 

"Claro! Mas como a matéria existe concerteza, logo o aether não existe!"

 

"A contaminação dos sentidos é dificil de superar meu caro Mário. Vou mostrar como ela nos pode enganar. Imaginemos o seguinte: uma barra de ferro, com uns furos que a atravessam aqui e além. Estão a imaginar?


Estamos!”, o riso da Luísa é um sopro de vida; onde vai ela buscar tanta energia?


Agora vamos dar uma marteladinha num topo da barra. Uma vibração é assim criada na barra. Essa vibração vai propagar-se dentro da barra, não é verdade?”


Claro!


A vibração propaga-se no interior da barra sem dificuldade até que chega a uma parede da barra. Esse é um obstáculo intransponível, a vibração só existe dentro do ferro, o espaço exterior não a suporta. Então, a vibração choca com a parede da barra e é reflectida para o interior desta. Certo?”


Certo.”


Agora, mais um esforço de imaginação: vocês são a vibração! É uma experiência imaginária, do tipo das «gedanken experiments» a que o Einstein recorria frequentemente. Vocês são a vibração, estão dentro da barra de ferro. Como é que descreveriam a vossa experiência no interior da barra?”


Tens cada ideia... mas isso é divertido!” Os olhos da Luísa brilham de excitação, “Estou a imaginar-me dentro da barra, a voar no seu interior... ahh, mas eis que chego à parede, pimba! Choco com a parede e volto para dentro da barra como uma bola que ressalta numa parede!”


Exactamente Luísa! Para ti, que és uma vibração, o ferro é o teu meio de suporte, para ti o ferro é transparente, invisível; já o espaço exterior, vazio, surge-te como uma parede, é impenetrável. Repara como o que era maciço, o Ferro, te passou a surgir como o «vazio», enquanto que o vazio exterior passou a ser «maciço», impenetrável! E como «vês» tu os furos que atravessam a barra de ferro?”


Os furos? Olha, lá vem um, bem no meu caminho, pumba! Choquei com ele, sou de novo atirada para o interior da barra!”O Mário e a Ana fazem como eu, é claro, a pantomina da Luísa obriga-nos ao riso.


Isso mesmo Luísa, um furo na barra surge-te como se fosse um objecto impenetrável, um «corpo» plantado no teu caminho.”


E onde queres tu chegar com isso?


Estou a mostrar a natureza do Universo. O Universo é como a barra de ferro, um meio que suporta vibrações. Aquilo a que chamamos partículas são como os furos na barra de ferro. Com uma diferença: esses «furos» são uma perturbação do meio susceptível de se propagar nele. Não se propaga como uma onda, mas o seu movimento no meio é ainda uma propagação. É por isso que não faz «vento», é uma perturbação do meio que nele se propaga, não é um corpo que o atravessa.”


Estás a dizer, afinal, que a Matéria... não existe! Que é apenas uma perturbação do meio. Humm... não deixa de ser uma ideia interessante... embora não completamente original... no fundo, já a mecânica ondulatória assenta nessa ideia... embora isso coloque imediatamente uma questão: de que é feito esse aether?


Mário, isso é exactamente o mesmo que perguntar «de que são feitas as partículas?» não é verdade? Porque isso é perguntar «como é a substância do Universo?». E os cientistas vão a correr para os aceleradores de partículas tentar descobrir o interior das partículas para perceber a substância do Universo. E estão certos, porque é assim que ela pode ser encontrada, embora ela não se limite às partículas, pois enche todo o espaço. Mas não vou entrar por aí agora. Importa que percebam que o espaço nos parece vazio porque é o meio onde nos suportamos, tal como a barra de ferro surge invisível a uma vibração que nele se propague.”


O modelo do aether caiu no ridículo na altura, mas a verdade é que se foi descobrindo que não há forma nenhuma consistente de modelar o universo presumindo que o espaço é vazio. A teoria do BB afirma que o espaço expande. Se fosse «vazio», como poderia expandir? As teorias modernas tratam o espaço como um meio, embora evitem declará-lo para evitar confusões com a antiga teoria do aether. Isso não é novidade para mim, mas confesso que nunca tinha pensado nas partículas como meras perturbações locais desse meio. Embora a verdade seja que o que chamamos de «partícula» é apenas o centro geométrico de um complexo sistema de campos de forças, o que detectamos é apenas campos de forças, que podem ser concebidos como deformações do espaço.” Estou surpreendido com esta afirmação do Mário, ainda agora contestava as minhas referências a um aether... talvez estivesse a pensar que eu estaria a defender o modelo aether / partícula do princípio do século passado... talvez não deva usar o nome de «aether» para evitar essas conotações...


Estou em choque? Então a matéria não existe?


Existe sim, mas é feita da substância do «meio», é uma alteração local do meio, uma deformação do meio, com propriedades bem definidas e estáveis. Podes imaginar o Universo como um meio onde se propagam uns «buraquinhos» e uns «concentrados», que identificamos como as partículas elementares. Vamos então ver que particular propriedade está escondida nas leis físicas?”

 

publicado por alf às 00:54
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36 comentários:
De alf a 11 de Junho de 2008 às 01:39
António
Eu tinha de meter aqui a sua fantástica frase da "contaminação dos sentidos". E esta é só a primeira de muitas vezes em que a irei usar... com a sua permissão!
De alf a 11 de Junho de 2008 às 01:45
Um apontamento que acho interessante: ouvi o professor Carvalho Rodrigues referir numa divagação sobre o que as coisas são e como nós as percebemos, que um aluno (da mulher do professor?) tinha definido «ilha» como «um buraco no oceano».

Não é fantástica estas definição? E aplica-se a este post: a um buraco no meio que enche todo o espçao chamamos «partícula elementar».
De curioso a 11 de Junho de 2008 às 11:52
Caro Alf ...

O que acontece quando duas destes perturbações colidem (se é que colidem; os sentidos dizem-nos que as partículas colidem) uma com a outra?
Reorganizam-se originando perturbações mais pequenas?
Todas as perturbações são possíveis ou só algumas, as correspondentes às partículas que conhecemos?
O que vai acontecer na primeira experiência do novo acelerador de partículas do cerne?
Vão descobrir as partículas (perturbações) que pretendem?novas partículas? ou nada?
As perturbações podem ser criadas ou foram todas originadas num momento inicial?
Se podem ser criadas e partindo do princípio que vão "desvanecendo" com o tempo as novas perturbações não serão "maiores" que as formadas no passado (para a mesma partícula)?

...

Com amizade e muita curiosidade..

Curioso
De alf a 11 de Junho de 2008 às 13:23
Amigo Curioso

O segredo da Sabedoria está em não darmos passos maiores que a perna. Ou seja, temos de ir avançando passinho a passinho. Claro que podemos fazer as perguntas todas, mas temos de ter presente que não podemos dar respostas mais distantes que o tamanho das pernas.

O que é uma partícula? é uma pergunta que não fazemos porque temos uma resposta empírica: é uma «bolinha dura». Mas de que é feita a «bolinha dura»?

Posto isto, vamos a ver o que eu posso responder às suas questões sem entrar neste assunto - isso será para mais tarde, agora o objectivo é perceber como pode a matéria variar sem que o detectemos localmente e quais as consequências.

Os sentidos dizem-nos que as partículas colidem mas não é assim. A«colisão» entre partículas é apenas uma colisão entre «campos de forças». O que designamos por «partícula» não é a tal «bolinha dura», é apenas o centro dum campo de forças.


As partículas são «deformações» estáveis do meio. O meu modelo só comporta dois tipos de deformações estáveis, que corresponderão ao protão e ao electrão. O neutrão é a associação mais próxima possível destas duas deformações estáveis. Mas note que isto é o resultado de um modelo primitivo, que fiz há mais de vinte anos, só para saber se é possível concebermos um meio capaz de suportar deformações estáveis e que se propagam nele.

Mas há uma miríade de deformações instáveis possíveis. Quando num acelerador se forçam as partículas umas contra as outras, está-se a gerar estas deformações instáveis. É como atirar uma pedra a uma superfície de água: os inúmeros salpicos de água correspondem a essas deformações instáveis. Que desaparecem logo, têm tempos de vida curtíssimos.

Note que as deformações estáveis são as que se desvanecem - são estáveis mas vão diminuindo, conservando sempre a sua geometria.

As experiências no novo acelerador não vão certamente descobrir o bosão de Higgs, não sei se algum cientista sério põe sequer essa possibilidade. O «bosão de Higgs» é apenas mais um nome para a nossa zona de ignorância. O objectivo é explorar essa zona.

O que é que podem descobrir? Quando falarmos de como pode ser concebido o meio, veremos.

As «perturbações» que existem foram criadas num processo inicial, que não tem necessariamente de ser «um momento». Pelo menos, não necessitamos de presumir outra coisa para que os resultados das observações sejam exactamente os previstos pela teoria.

Em laboratório, podem-se criar partículas a partir do «vazio». O que leva a pensar que se existisse agora um processo de criação de partículas, elas teriam o mesmo «tamanho» das partículas actuais. O que leva a pensar que o tamanho das partículas não resulta de um mero processo tipo «relaxação» inerente às deformações mas da evolução de alguma carateristica do meio que determina o «tamanho» da perturbação.

Mas, está a ver, sobre o meio apenas podemos começar a conjecturar. Nenhum conhecimento empírico nos suporta nesse caminho, a nossa imaginação não tem onde se apoiar. O que não signifca que não possamos dar uns passinhos, mas não podemos ser muito ambiciosos nas questões para já.

Hesitei muito antes de fazer este post,porque este é um terreno dificil. Atrevi-me porque penso que poderá ajudar a entender o que vem a seguir.
De Diogo a 11 de Junho de 2008 às 21:58
«o que chamamos de «partícula» é apenas o centro geométrico de um complexo sistema de campos de forças, o que detectamos é apenas campos de forças, que podem ser concebidos como deformações do espaço»

De acordo. Tal como os planetas ou as galáxias. Não há «matéria», só energia.

Então que particular propriedade é essa que está escondida nas leis físicas?
De alf a 12 de Junho de 2008 às 00:59
Diogo

Energia? E o que é energia?

no próximo post veremos essa propriedade que nos indica como é que a matéria pode «encolher» sem que o possamos detectar com medidas locais
De Metódica a 11 de Junho de 2008 às 23:43
Post interessante

Ainda ontem estive a ler sobre a teoria da relatividade e como segundo esta não poderia existir ether e venho aqui hoje e vejo que afinal não devemos por a teoria do ether totalmente de parte...
De alf a 12 de Junho de 2008 às 01:44
Metódica

O Einstein defendeu a existência de um aether em vários documentos. mas não o aether mecânico dos primeiros tempos, mas sim um éter derivado do conceito de «campo»

As ideias de Einstein e a sua teoria da Relatividade Restricta foram completamente adulteradas pela corrente matemática que se apossou da Física a partir de Minkowski. A tal ponto que Einstein disse que «desde que os matemáticos tomaram conta da Relatividade já nem eu a entendo".

A Teoria da Relatividade Restricta permite, como Eisntein escreve na introdução do seu artigo de 1905 «... chegar uma electrodinâmica de corpos em movimento, simples e livre de contradições, baseada na teoria de maxwell para corpos em repouso. A introdução de um «éter luminífero» revelar-se-à supérflua...»

Ou seja, a teoria da relatividade não acaba com o «eter», a teoria da relatividade permite-nos calcular o movimento dos corpos sem precisarmos de saber o movimento em relação ao éter.

E isto é possível por causa da propriedade da Relatividade, que é a de que em relação a um observador, tudo se passa como se ele estivesse em repouso absoluto, quer esteja ou não. É por isso que podemos passar sem saber a velocidade em relação ao éter.

Toda a Relatividade geral é um monumento ao conceito de meio. O que é um «espaço curvo»? Capaz de curvar as trajectórias de corpos e radiações da mesma maneira? Não é um vazio, certamente. É um «meio», um «éter», que se deforma com a presença da matéria. Ou um «campo».

Agora, é preciso perceber que este «meio», este «campo», não é uma estrutura «mecânica», ou seja, não se compõe de partículas. Esse foi o grave erro feito pelos que primeiro analisaram a ideia do «éter» - pensaram que existiam as partículas de matéria e um meio também feito doutras partículas.

Nesse sentido, não parecendo, este post trás um grande avanço ao nosso entendimento do Universo - não há partículas de matéria, só há um meio, cujas perturbações identificamos como partículas ou como radiação; e esse meio naturalmente que não é feito de «partículas» pois estas não passam de uma perturbação dele. É outra a sua natureza!

Tudo o que pode ter lido sobre a relatividade e que não seja assinado por um tal Einstein é para esquecer (há duas ou três honrosas excepções, mas só os conhecedores chegam a elas).

Por ultimo: os defensores do conceito corpuscular da matéria consideram que um campo de forças, por exemplo, o campo gravítico, é um algo produzido por umas partículas chamadas «gravitões». Repare então no paradoxo: os que dizem que não existe um «eter» dizem que o Universo está pleno de «gravitões». Ou seja, inventaram um «eter» de gravitões!!!

hummm..parece-me que vou por um post no « outra margem» a desenvolver isto... ainda bem que pôs a questão!
De anonimodenome a 12 de Junho de 2008 às 05:25
pensamentos desalinhados :

o surpreendente alf vira tudo do avesso, e 'tudo' faz mais sentido.
o Espaço já não é vazio e passa a ser 'Tudo'.

como vai ser nomeada esta teoria ?
vai fazer parte da Teoria do Desvanecimento?
talvez venha a ser chamada de "Teoria do Espaço".
este nome é curto ? é enganador ? já está alocado? servirá ?
talvez pareça demasiado final e absoluto, porque
no futuro, depois do alf , irão nascer várias teorias do espaço.
"Teoria do Espaço, de alf " ,
"Teoria do Espaço do verdadeiro nome de alf "
Teoria Alfiana do Espaço ?
os nomes vão sendo importantes.

nunca gostei de partículas mediadoras de força, especialmente dos gravitões , muito porque não havia uma imagem boneco na minha cabeça, onde eles encaixassem.

parece-me que os gravitões , embora referidos volta e meia, nunca gozaram de muita credulidade, mesmo no meio científico.
eu nunca ouvi falar de experiências para os encontrar.

o mundo vai ficar mais simples e inteligível sem o gravitão ...

e a razia que se adivinha para as outras partículas ? das 'verdadeiras' com massa, ou com massinha, ou não se sabe, e que ascendem a uma pequena multidão?
se ninguém lhes tolhe o nascimento tendem para a grande multidão.
muitos nomes vão ficar disponíveis para futuro reuso , no mercado de 2ª mão.

os professores de física das partículas, finalmente poderão aspirar a compreender aquilo que ensinam.

mas reparo que gravitão soa bem. e quase tenho pena da sua morte, às mãos do alf .

antónio :
o espaço fica muito mais pobre sem os teus comentários inspirados e inspiradores.
eles são indispensáveis, contrariamente às partículas.

o alf acaba com a matéria, tudo bem.

por mim, nos dias que correm, o difícil é viver com pouca massa.
De alf a 12 de Junho de 2008 às 14:44
anonimodenome

Inspirado o amigo! Divertido o teu comentário!

O zoológico das partículas irá fazer companhia aos epiciclos de Ptolomeu. E, como dizes, ficamos com uma data de nomes giros disponíveis!!

Mas nota que não sou só eu que percebo que este modelo de universo não tem pés nem cabeça. Só que a ciência não pode deitá-lo fora sem ter outro. E enquanto for conseguindo acertar as equações com este... será preciso um Copérnico para construir um outro modelo de raiz.

Douglas Pinnow tem um interessante modelo onde as partículas são modeladas como um processo ressonante e que pode ser descarregado na net (Our Ressonant Universe)

De anonimodenome a 13 de Junho de 2008 às 12:09
desculpem-me, mas vou fazer publicidade.
o livro que referes é surpreendente, mas infelizmente já não se descarrega na net o respectivo pdf . isso foi sorte de há uma década.
Eu diria que, no futuro, virá a ser um livro muito comentado.
O título é : Our Resonant Universe , A New Look At The Unification Of Physics
pode-se comprar barato online.
o ‘modelo standard da matéria’ é uma colagem de várias teorias que se foram 'colando' e ajustando às propriedades das partículas instáveis que se iam fazendo emergir do 'triturador' (colisões de alta e muito alta energia). Precisa de uma vasta colecção de parâmetros (creio que mais de vinte) cujos valores são afinados pelas observações, sem outra causa.
já com os neurónios gastos de volta do modelo standard da matéria (partículas) e sem nunca encontrar um 'porquê' para imensas coisas, nomeadamente a 'massa' e tempo de vida, fui tropeçar no pdf Our Resonant Universe ’. Fiquei encantado.
ele apresenta uma hipótese de trabalho :
'as partículas são formadas por campo electromagnético'
e segue derivando as propriedades das 'partículas', com valores perto dos observados.
Eu achei uma delícia porque finalmente tinha respostas aos ‘porquê’ .
O alf vai na mesma onda.
aqui encontram uma súmula do livro e do autor:
http:/ www.authorhouse.co.uk BookStore /ItemDetail~bookid~14898.aspx
que traduzo, ad-hoc.
«O Nosso Universo Ressonante apresenta o modelo ressonante, uma visão inovadora sobre a natureza do universo. Aplica uma abordagem simples baseada no campo electromagnético para explicar as partículas elementares e as reacções nucleares. Pinnow e Miller conseguem unir massa, spin , e carga com as quatro forças fundamentais do universo, sem invocar as ‘constantes’ arbitrárias do modelo standard ou o modelo multi-dimensional da teoria das strings ’. Os resultados são notáveis em precisão e em poder descritivo. O modelo contempla também uma série de previsões que em breve poderão colocar em teste esta concepção do universo.»
Nota :A referida teoria das Strings não é uma, mas sim várias, e apenas alguns iluminados dizem que entendem. Também Pinnow fala do BigBang . É perdoável porque ele não tinha a sorte de conhecer o Desvanecimento do alf .
o co-autor Kirk Miller deve ter sido totalmente secundário porque na versão pdf (que antecedeu a publicação do livro) não era referido.
o currículo do Pinnow é muito bom e ligado ao meio científico. MAS, MAS, MAS...
Na última década o meio científico não parece ter dado conta do livro do Pinnow . Ele põe as coisas simples de mais e é um aborrecimento se alguém regressa ao electromagnetismo (desprezado porque deixa pouco para os especuladores, tem fundações sólidas, muito testado e qualquer engenheiro de electrónica trata por tu).
Estes assuntos profundos da matéria e do universo devem ser tratados por mentes muito mais transcendentes e muito poucos conseguem entender as suas falas.

De alf a 13 de Junho de 2008 às 22:38
Olha, então terá sido através de ti que fui ter a esse livro. Já não me lembrava, já foi há muito tempo.

Note-se que o que esse autor pretnde é o mesmo que o Eisntein tinha em mente: uma descrição do Universo exclusivamente baseada no conceito de campo: a mistura de «campos» com «partículas» só poderia ser um recurso temporário, porque são visões distintas da realidade física - só uma pode ser verdadeira.

Quanto ao resto,já dizes tudo!
De Metódica a 12 de Junho de 2008 às 08:56
Relatividade por Stephen Hawking.
Estou a ler um livro em que ele dá uma intrudução à relatividade, a versão dele é uma das de confiança ou nem por isso?

As versões do tal Einstein são possiveis de encontar numa biblioteca ou livraria certo
De alf a 12 de Junho de 2008 às 15:11
Metódica

Nenhuma versão de um cientista incensado pelo "sistema" é de confiança. Os textos do Eisntein foram proscritos pelo "sistema científico". Estão no Index. Descubra-me uma universidade no mundo inteiro onde se estude o artigo de Einstein de 1905, onde ele apresenta a Relatividade Restrita ("Sobre a Electrodinamica dos Corpos em Movimento") Não conheço nenhuma.

Mas não se preocupe. Se continuar por aqui, acabará por assistir ao sonho de Einstein e ver a relatividade duma forma que "até as crianças podem entender". Eu estou em vantagem em relação ao Einstein: comecei onde ele parou. Estou aos ombros dele.

Há diversos textos com as ideias de Einstein, os textos das suas conferências; mas há dois livros interessantes:

1 - A Evolução da Física, dele e do Leopold Infeld, (eu tenho uma edição da LBL (Livros do Brasil Lisboa) mas deve haver edições mais modernas). Adorei qd o li em miudo!

2 - Relativity, The Special and the General Theory, three Rivers Press (devo ter comprado na Amazon)

E já pus na «outra margem» o post que o seu comentário me inspirou! veja lá se gosta!
De Metódica a 12 de Junho de 2008 às 20:31
Obrigada pelas dicas
Estou a pensar ler um livro dele "Como Vejo a Ciência, a Religião e o Mundo"

Gosto sim senhora ;)
De alf a 13 de Junho de 2008 às 03:15
Esse é uma colectânea de textos de 3 livros dele, mas não é uma colectânea feita por ele. Há o perigo das suas ideias menos «convenientes» não terem sido «seleccionadas». Mas é certamente algo a consultar.

Lêr esse tipo de livros pode ser mais chato do que ler os meus posts. Eu limito-me a folhear, ler aqui e ali, sublinhar o que me chama a atenção, ler detalhamente qd me interessa particularmente um assunto, e voltar várias vezes a mexer no livro. Já folheei 3 livros dele enquanto escrevo este comentário.

Obrigado pela amabilidade de ter gostado ;)
De antonio a 17 de Junho de 2008 às 14:12
Um anti-materealista que não acredita em Deus? Que mais aberrações nos esperam.

Quanto ao vento to eather , acontece sempre que uma mulher entra com El Corte Inglés , a certos homens também, mas mais raramente.
De alf a 17 de Junho de 2008 às 15:31
antónio

Genial, como sempre!!!

Eu não acredito no acaso como forma de explicar o que acontece e também não recorro a Deus para o fazer; o acaso sei que o que é, Deus não. Mas não me preocupo nem com um nem com outro, são dois parâmetros que não entram nas minhas equações.

De leprechaun a 27 de Junho de 2008 às 00:27
Hummm... mas então este modelo parece ser, já por si, uma autêntica teoria da unificação... ou não?!

Ou seja, nele não existe pois a dualidade onda-partícula, certo? O que significa então que a tal "double-slit experience" tem outra explicação?!

Já agora, falando de Deus e o acaso, presumo que esse filme pouco do agrado da comunidade científica, "What the bleep do we know?", não terá também desvanecido por aí além o nosso autor.

E físicos como Goswami ou Allan Wolf, adeptos da mente na matéria, por assim dizer, também são muito místicos e complexos para um pensamento tão simples.

Por outro lado, este monismo da substância única do universo é fantasticamente oriental, afinal! Ou ainda, se a matéria percebida pelos nosso sentidos não passa de uma deformação ou vibração do meio, então isso parece estar inteiramente de acordo com a tal visão de Maya ou a irrealidade do universo fenomenal, pois ele não pode ser apreendido pelos sentidos tal como verdadeiramente é!!! Ou ainda, sempre o Deus subtil nas suas facetas mil...

Bem, confesso que ando a examinar isto também desse ponto de vista das velhinhas filosofias do Oriente, mas afinal é preciso olhar o elefante de vários ângulos para o aperceber melhor!

Vamos lá rumo à conquista...

Rui leprechaun

(...que a Alf-vitória está à vista! :))
De rodrigor a 3 de Junho de 2009 às 20:22
O QUE VOCÊME DIZ DA COSMOPHYSICS, ASTRONOMIA,E UNIFICAÇÃO GRACELIANA.
De alf a 4 de Junho de 2009 às 01:04
rodrigor

Um modelo da realidade é uma estrutura com um determinado tipo de lógica que estabelece uma interligação entre o que observamos.

Há diferentes tipos de modelos. O Big Bang é um modelo matemático, porque assenta em entes matemáticos, parâmetros, os quais podem não ter qualquer existência fora desse modelo; no caso, depende de parâmetros como a matéria negra e a energia negra, que só existem no âmbito deste modelo.

O modelo de Ptolomeu também era um modelo matemático, assentava em entes matemáticos, como os epiciclos, específicos do modelo.

O modelo da Evanescência, que eu estou a apresentar, é um modelo Físico, porque assenta exclusivamente em entes físicos, ou seja, entes comuns a todos os modelos de realidade porque observados por nós

O modelo que cita é um modelo religioso, porque assenta numa lógica religiosa.

Devo dizer que muitas das coisas que diz até parecem inspiradas nos meus primeiros posts no «outramargem-alf»

A mim só me interessam modelos Físicos. Entendo que unicamente estes podem conduzir à uma crescente compreensão do Unverso. Os modelos matemáticos ou religiosos podem ser úteis a algumas pessoas ou actividades, mas são efémeros e acabam sempre substituídos por modelos físicos.

a unificação graceliana não explica nada que a minh ateoria não explica já d eforma muito mais claro, na minha opinião.

Um abraço
De Alfredo Castro a 18 de Outubro de 2009 às 16:53
http://www.webartigos.com/articles/25954/1/uma-outra-fisica/pagina1.html
Veja as respostas de "UMA OUTRA FÍSICA". Um abraço, Alfredo Castro, autor.

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