55 comentários:
De antonio - o implume a 17 de Novembro de 2009 às 10:33
Não devemos assustar. Nada como começar com uma questão simples. Uma análise relativista do problema da escala é passível de ser aceite para discussão , já a teoria da evanescência gera anticorpos que comprometem uma discussão aberta.

Quanto aos parâmetros, faz-me lembrar aquelas pessoas que pedem dinheiro emprestado para pagar empréstimos anteriores...
De alf a 17 de Novembro de 2009 às 14:07
Isso mesmo; e ainda bem que o refere, porque é preciso a máxima atenção aos anti-corpos e o «Jorge» é um bocado desatento em relação a isso. Colocar bem o problema antes de falar da solução é indispensável.

A analogia com as pessoas que pedem dinheiro é fantástica!!! É perfeita!

É preciso chegarmos a uma situação em que Religião e Ciência ocupem domínios separados. Onde a Religião é estritamente pessoal, isto é, não pretende determinar o funcionamento da sociedade e dos não-crentes nela. Só então a Ciência poderá admitir as suas ignorâncias, única forma de «deixar de pedir dinheiro emprestado». Agora não pode porque se o fizer surge logo a Religião a afirmar que ela sabe o que a Ciência não sabe. E isto porque os próprios crentes na Ciência entrariam em pânico, incapazes que são de viver num mundo onde não existe um «algo» que tem todas as respostas, uma fonte infalível de orientação.

A infalibilidade da Ciência, como a do Papa, é uma exigência dos respectivos crentes.

Mas ainda estamos algo longe disso... duas ou três gerações, no mínimo.... admitindo que Ciência e Religião são capazes de promover activamente a separação dos respectivos campos e de promoverem a capacidade das pessoas de pensarem pela sua cabeça.
De antonio - o implume a 17 de Novembro de 2009 às 14:52
Não sei se me sentiria seguro num mundo onde as pessoas pensassem pela sua cabeça... prefiro um mundo mais previsível como o em que vivemos...
De alf a 17 de Novembro de 2009 às 15:18
Exactamente!

O que me traz de volta à questão da Infalibilidade.

Afinal, ela não é uma exigência dos crentes, como eu disse, ela é necessária para que o «chefe» possa gerir.

As pessoas numa hierarquia são motivadas para contestarem quem está acima, para o desalojarem e ocuparem o seu lugar; quem está no topo tem de ter um estatuto tal que o proteja dos ataques dos que se lhe seguem ou não conseguirá gerir.

E isto mostra porque é que as democracias presidencialistas parecem resultar melhor que as parlamentares: se houver vários candidatos, há uma segunda volta entre os dois mais votados para decidir quem vai governar. E quem ganhar é quem governa.

Um governo «minoritário» não pode governar; pode talvez aguentar-se no poder, à custa de muitas cedências e desgoverno; mas dificilmente governará com eficácia. a não ser que a situação seja tão má, tão má, que os outros partidos de modo algum queiram responsabilidades de governação...

As regras do sistema parlamentar talvez tenham de ser alteradas, sob pena de que estes regimes deixem de contar; porque os regimes que mandam no mundo acabam por ser aqueles em que quem é eleito tem mesmo poder para governar; os regimes parlamentares vão-se limitar a fazer a transcrição local das leis decididas pelos outros...
De antonio - o implume a 17 de Novembro de 2009 às 15:54
O chefe é muito incompreendido... precisa de toda a fé para se salvar

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