55 comentários:
De Flos a 5 de Dezembro de 2009 às 19:46
Pergunta:

Isto, em suma, quer dizer que teorizamos de acordo com o que nós vemos e com o que nós sabemos mas se estas duas variáveis (Ver e o saber) mudarem poderemos chegar a uma teoria totalmente diferente?
De alf a 6 de Dezembro de 2009 às 03:31
Flos

É isso mesmo.

O que nós vemos é sempre uma parte do que há para ver, e vemos sempre à luz do que sabemos; se mudarmos o que sabemos podemos chegar a teorias diferentes; e até sem mudarmos nada - A teoria de Copérnico é diferente da de Ptolomeu mas assenta no mesmo «ver» e no mesmo «saber». Ou talvez não - Copérnico não «sabia» que a Terra estava imóvel no centro do Universo, coisa que o Ptolomeu «sabia». Nese sentido, há um «saber», ou seja, o conjunto das coisas que se presume verdadeiras, que é diferente, e daí a teoria ser diferente.

Também no caso da teoria que ando a apresentar aqui, toda a gente «sabe» que nós somos invariantes, logo a aparente expansão do espaço corresponde a uma efectiva expansão, mas eu não «sei» isso, ou melhor, «sei» que não somos invariantes, logo faço uma teoria diferente em que o espaço não expande.

A teoria do aquecimento global assenta numa aparente correlação entre a temperatura do passado terreste e os níveis de CO2; no entanto, quando se «vê» com maior detalhe, percebe-se que as variações de CO2 são posteriores às da temperatura, logo o CO2 não é a causa dela - «ver» um pouco melhor implica uma teoria diferente.

No dia a dia, as multiplas interpretações que as pessoas fazem dos mesmos factos reflectem os diferentes «saberes» e «interesses»

Agora, a existência de uma realidade objectiva não depende do que nós vemos ou sabemos, o nosso percurso de descoberta é que depende.

Será que entendi o que queria dizer?
De Alfredo Castro a 6 de Dezembro de 2009 às 14:48
Estranho! Constam 31 comentários, mas contei 29! Será que não consigo ver, cá no Brasil, os outros dois restantes?
De Alfredo Castro a 6 de Dezembro de 2009 às 14:58
Perdão: já achei os comentários! E perdão por mais uma opinião: a verdade existe, e a despeito de todas as teorias, umas mais próximas e outras não! Por exemplo, Paracelso tinha fórmulas elaboradas para fazer drosófilas, ratos, etc. A nossa física, acreditem, ainda está neste nível de comparação, principalmente influenciada por fatores políticos! E não se enganem com nossos avanços tecnológicos: em suma, são apenas empíricos. Alfredo Castro.
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 00:14
Boa noite,

peço-lhe que deixe de enganar quem por aqui passa: você não sabe nada de física. O pior disto tudo é que os leigos começam realmente a achar que o que você diz é verdade.

Por exemplo, 3 coisas neste post que são mentiras chocantes:

1. "por exemplo, no modelo do Big Bang introduziu-se o parâmetro «matéria negra» e agora busca-se a sua confirmação por observação directa. "

A matéria escura apareceu para explicar as curvas de rotação das galáxias. Observa-se em alguns clusters que as galáxias apresentam um perfil de velocidades radias que não diminui com a distância ao centro do cluster, apresentando sim uma distribuição que está de acordo com a presença de matéria "invisível" em torno do cluster. E assim é cunhada a matéria escura. Há também outras soluções propostas como as Modified Newtonian Dynamics (MOND) que essencialmente consideram que a teoria da gravitação tem um comportamento diferente a larga escala permitindo também reproduzir o mesmo perfil de velocidades radiais. A matéria escura costuma ser a resposta mais apelativa uma vez que (i) ninguém gosta de mudar teorias fundamentais que se provaram bastante boas como a GR (general relativity) e (ii) partículas que satisfazem as características da matéria escura estão facilmente presentes em modelos para além do modelo standard (das partículas), modelos esses que estão extraordinariamente bem motivados do ponto de vista teórico e irão ser testados nos próximos 5 anos. Também há imensas experiências à procura de matéria escura, uma vez que a matéria escura também está entre nós, mas como interage muito pouco - praticamente não interage com o fotão - é muito difícil vê-la pelos métodos convencionais.

Portanto, a "matéria escura" não tem nada a ver com enjeitar o Big-Bang.


2. "O Big Bang é ainda a melhor teoria cosmológica disponível, apesar de ter sido necessário acrescentar novos parâmetros (energia negra, matéria negra, inflatão) para a acertar com as novas observações. O mesmo com a teoria Atómica. "

Como disse antes, a matéria escura não foi introduzida para o Big-Bang. A energia escura é, isto sim, um parâmetro que surge de forma um bocadinho ad hoc para que o Big Bang se adeque às observações. Contudo, esse parâmetro está bem motivado de um ponto de vista fundamental em especial quando se pensa em termos de uma teoria quântica: a energia escura é a energia do vácuo de todas as partículas. Embora actualmente não haja uma resposta satisfatória, isto é, o modelo standard das partículas não reproduz nem pouco mais ou menos a energia escura, há quem esteja a trabalhar nisto. É um problema em aberto.


3. "Também a teoria da expansão do espaço não assenta numa interpretação de factos. Contrariamente ao que muitas pessoas pensarão, ela não se deduz do desvio espectral para o vermelho nem duma hipótese de expansão do espaço baseada numa interpretação do desvio para o vermelho. Ela deduz-se das equações da Relatividade Generalizada de Einstein aplicadas a um certo cenário."


Vamos pelo básico. As equações de Einstein dão-lhe muitas coisas consoante a métrica que lhe metemos. Contudo, a métrica que é utilizada para descrever o universo a larga escala satisfaz aquilo que se vê quando se olha para o universo: espacialmente homogéneo e isotrópico. A métrica que descreve o universo é a métrica mais geral à qual impomos isso.

Depois, se você olha para uma galáxia e observa um desvio para o vermelho, tendo já subtraindo o shift devido às velocidades peculiares, então algo está mal. Contudo, a métrica mais geral que descreve aquilo que se observa a larga escala pode ter um factor de escala dependente do tempo cuja consequência é exactamente permitir o desvio que se observa! Não esquecer que o factor de escala podia não depender do tempo e portanto estaríamos num universo estático. Mas o desvio para o vermelho diz-nos exactamente o contrário, que esse factor de escala é dependente do tempo.


numa teoria de partículas e
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 00:17
Continuando

4. "Porém, o que acontece é que este processo é repetível ad eternum, isto é, faz-se uma experiência para detecção do novo parâmetro, não dá certo, então acrescenta-se mais um parâmetro, transferindo-se para a detecção deste a validação da teoria. É o que se passa com a teoria Atómica desde o parâmetro «neutrino». "

O neutrino é uma partícula elementar cuja existência foi requerida e cuja observação foi confirmada, e há variadíssimas confirmações independentes. Veja por exemplo o Super-Kamiokande.

Hoje em dia a existência do neutrino é tão irrefutável como a existência dos positrões.


E veja lá se pára de enganar as pessoas!
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 00:37
Um breve preciosismo: embora me tenha referido à "existência do neutrino" (singular), é bom esclarecer que são 3 os neutrinos, leves experimentalmente confirmados.

Mais, se acha que o modelo standard das partículas tem parâmetros a mais, sugiro-lhe que conte o número de fenómenos que estão correctamente modelados pelo modelo e compare com o número de parâmetros. Vai chegar à conclusão óbvia que aquilo que o modelo reproduz é infinitamente maior que o número de parâmetros. Mas claro, toda a gente quer um modelo com um só parâmetro e uma teoria, um formalismo, donde se possa extrair tudo. É isso que se está a tentar, até porque já se chegou à conclusão que o número de partículas está novamente a crescer (diminui drásticamente com a descoberta dos quarks) e ninguém gosta de ter muita coisa "fundamental".
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 01:31
Caro anónimo, .

Suponho que seja ainda novo, não terá assistido, como eu, ao aparecimento da matéria negra. Se tivesse, saberia que não foi por causa da rotação das galáxias que ela apareceu, isso foi a forma de a credibilizar. Uma forma quase infantil, diga-se, porque presume que o campo na galáxia devido a fontes exteriores é nulo. Ora isto é um grande erro, como devo ter referido nos posts sobre a formação das galáxias.

Além disso, é uma hipótese inaceitável dentro da metodologia científica. É só um nome, não é um ente físico. Uma fonte de campo gravítico que não tem massa, não interage, cujas caracteristicas não são definiveis. Se aceitamos hipóteses destas, isso é o fim da ciencia como metodologia de conhecimento racional. Caímos na Religião, porque isso é o que as religiões fazem.

Qual é a diferença, dum ponto de vista formal, entre a matéria negra e os epiciclos de Ptolomeu? ou o Espírito Santo?

O mesmo em relação à energia negra. Dentro da teoria do Big Bang, a velocidade de expansão tem necessariamente de diminuir. Não diminui. Inventa-se a energia negra para acertar as equações. Isto é um facto.

Primeiro, disse-se que a energia negra era a constante cosmológica de Einstein. A constante cosmológica de Einstein só existe num modelo de universo fechado, não é mais que uma tentativa de representar o campo gravítico que dá a volta ao universo e surge vindo dos antípodas. Parece que finalmente terá aparecido alguém que percebeu isso e deixou-se de falar da constante de Einstein.

matéria negra e energia negra são remendos numa teoria que falhou. Lamento, mas essa é a verdade.

Compreendo que a Ciência não possa dizer: estamos num beco sem saída com a cosmologia. O que tem a fazer é ir aguentando a situação, coleccionando mais observações e dados e ver se aparece uma nova teoria que seja melhor. O problema nasce porque as teorias se tornam mitos ao fim de uma geração - a geração que as aprendeu como verdadeiras na escola. E agora é um mito. E, para ultrapassar um mito é preciso destruí-lo primeiro, é por isso que não é suficiente eu expor a minha teoria, é preciso apontar os pontos fracos do mito, doutra forma a cabeça das pessoas não estará receptiva a ideias alternativas.

Quanto ao neutrino, não está a ser muito exacto. Os detectores de neutrinos detectaram muitíssimo menos neutrino do que deveriam; então para explicar tal desajuste, inventou-se a «flutuação« dos neutrinos. E agora diz-se que se provou isso. Provou-se como? Eu não acredito. É como a energia negra: inventou-se para explicar que a velocidade de expansão não diminua e depois diz que se prova porque a velocidade de expansão não diminui.

Eu não digo que os cientistas andam a enganar as pessoas. Fazem aquilo que conseguem fazer nesta altura: modelos matemáticos dos resultados observacionais. Só que é preciso ter consciencia de que são apenas isso. É por isso que eu refiro muitas vezes o modelo de Ptolomeu, que era um extraordinário, fascinante, modelo matemático das observações. O erro está em pensar que ele era um «modelo físico».

A diferença entre os dois é a diferença entre o modelo de Ptolomeu e o de Newton.

A teoria do Big Bang é como o modelo de Ptolomeu. E eu posso afirmá-lo com toda a tranquilidade porque já fiz o modelo que corresponde ao de Newton. E estou tão certo disso como o Newton estava, porque, uma vez percebido, é tão óbvio que não deixa nenhuma margem de dúvida. Mas, claro, isto é o que afirmam todos os loucos que inventam teorias a toda a hora. A afirmação de nada vale. Mas valem as ideias que tenho vindo a apresentar. Portanto, esse é o desafio: rebater as ideias que eu exponho. Lamento se pelo meio tenho de enfiar alguma contestação ao Big Bang, mas sem isso não faria sentido estar a apresentar ideias diferentes.
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 03:06
"Os detectores de neutrinos detectaram muitíssimo menos neutrino do que deveriam; então para explicar tal desajuste, inventou-se a «flutuação« dos neutrinos."

Duas coisas sobre isso que refere (que da forma como fala, vê-se que nada sabe):

(i) os detectores de neutrinos não detectaram o fluxo de neutrinos solares (provenientes do sol) que fosse compatível com o previsto pelo modelo solar. Até aqui o problema podia ser do modelo solar, e foi o que se chegou a pensar!

(ii) os neutrinos gerados na alta atmosfera provenientes do decaimento do pião em muão com subsquente decaimento em electrão deveria apresentar uma razão de muão-neutrino para electrão-neutrino de 2, admitindo que o sabor leptónico se conserva ( pi -> mu + nu_mu ; mu -> e + nu_mu + nu_e ). Observou-se (Super-Kamiokande) que não era assim.

Agora o ponto fulcral: você se percebesse alguma coisa de teoria quântica dos campos perceberia que a oscilação de neutrinos é a coisa mais natural do mundo, uma vez que tanto os leptões como os quarks terão as suas massas geradas pelo mesmo mecanismo e os quarks sempre violaram o sabor. Oscilação de neutrinos não é nada mais nada menos que dizer que há violação de sabor leptónico. A partir do momento que os neutrinos têm massa, seria muito pouco natural que houvesse um alinhamento tal entre a base da interacção fraca (que é o que permite identificar o sabor do neutrino) e a base da massa (ou a base física, a base da propagação) tal que as duas coincidissem.

"É só um nome, não é um ente físico. Uma fonte de campo gravítico que não tem massa, não interage, cujas caracteristicas não são definiveis."

Não é um ente física?! não é definível como assim?! Fico espantado com o que diz!

Qualquer partícula electricamente neutra com massa ~ 100 GeV e que seja estável, ou tenha um tempo de vida maior que a idade do universo (embora ser estável seja bastante mais interessante), é um candidato a matéria escura. No modelo standard não temos nenhum candidato a matéria escura.

Em modelos de extensão ao modelo standard temos:

1) No campo dos modelos supersimétricos temos o gravitino (gauge mediation) ou, o mais popular neutralino (supergravity);

2) Little Higgs theories também têm forma de garantir um candidato a matéria escura impondo um tipo de simetria especial.

3) Em dimensões extra também há muita festa, mas não sei muito disso;

Conclusão: tirando o nome "matéria escura", a verdade é que o conceito não é nada de transcendente, é mesmo trivial.


Mais, as oscilações de neutrinos para além de estarem mais do que demonstradas experimentalmente, e serem algo banal nos dias de hojoe e na forma como olhamos para uma teoria quântica dos campos moderna, também dão quase de borla um mecanismo que, para justificar porque razão a massa dos neutrinos é tão pequena quando comparada com as restantes partículas elementares, explica porque razão há a assimetria matéria anti-matéria que vemos.


Portanto, antes de maldizer sobre o que a comunidade científica anda a fazer, e a fazer um serviço vergonhoso perante a opinião pública com essas bocas, estude um bocadinho!


Não sei ao que se refere quando fala em "modelo matemático" versus "modelo das observações", mas se o problema é falta de matemática para perceber a física, recomendo-lhe que vá estudar matemática.
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 04:12
Creio que este documento que submeteu no arXiv,

http://arxiv.org/abs/astro-ph/0208365

é o que entende por:

"E eu posso afirmá-lo com toda a tranquilidade porque já fiz o modelo que corresponde ao de Newton."

Só lhe posso dizer uma coisa: inacreditável você achar que aquele artigo é sequer minimamente bom para sequer ser publicável (nenhuma revista o aceitou publicar, mas se tentar no fim do mundo talvez publiquem), quanto mais para se apresentar como uma alternativa ao Big-Bang!

A megalomania é uma doença, sugiro-lhe um pouco mais de humildade, a consulta a um psiquiatra e entretanto aproveite para aprender matemática, acho que tem um mau convívio com ela.

Veja as minhas palavras como uma ajuda, não quero que olhe para trás e veja apenas um vazio. Se ninguém sequer se demora a tentar refutar o que diz é porque não há pachorra, é como tentar falar com uma criança que vive num mundo animista. Era passar a vida de volta de megalómanos que só querem atenção e nenhum suor. Faça um esforço e vai ver que descobre por si mesmo porque o que propõe é fraquinho.

Contudo, se ainda assim achar que tem uma ideia qualquer revolucionária, siga os caminhos normais: escreva um artigo decente (aquele artigo não vale nenhum) e bastante detalhado (ideias inovadoras convêm estar bem detalhadas e sugerir experiências conceptuais ou, mesmo reais, claras). Ajudaria que estivesse integrado numa comunidade científica porque assim dar-se-ia mais atenção ao que diz. Mas como você mostra não dominar sequer o básico, como pode querer atenção? ainda por cima com tanta megalómania. Homem, cure-se!
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 12:24
Anónimo

Vejo que se deu ao trabalho de ir espreitar um dos dois textos que tenho no ArXiv. Não é um artigo, é um texto de pesquisa. Não se destinava a publicação. E não o deve ter percebido, não é fácil, está muito longe do que aprendeu e foi escrito mais com a preocupação de deixar registado um conjunto de ideias para suporte de trabalhos subsquentes.

Mas registo o seu esforço, não se limitou a mandar bocas agressivas, informou-se um pouco. Sinto-me até honrado por ter merecido esse esforço, mesmo que ache que o trabalho não tem qualidade, do que discordo, é claro.

Não sei se é o seu caso, mas fala como muitas pessoas que tudo o que sabem foi-lhes ensinado, o seu cérebro está formatado como um «motor de pesquisa», logo o raciocínio autónomo é algo que lhes é desconfortável. Essa pessoas nunca descobrem nada, nunca têm uma ideia original, são sempre alguém que apenas aprende o que os outros lhe ensinam.

E todas as pessoas que apenas são capazes de aprender, defendem fervorosamente e violentamente aquilo que lhe ensinaram. Porque se isso é posto em causa, ficam perdidos. Além disso, reconhecendo essa sua incapacidade de produzir ideias originais, podem desenvolver uma obsessão perigosa e agressiva em relação aos que o fazem.


Este é o mecanismo de todas as intolerancias. Toda a gente sai da faculdade com o cérebro formatado dessa maneira. Tenho um post antigo no «outramargem» em que descrevo o momento em que descobri que eu estava assim. Uma descoberta que mudou a minha vida pois a partir daí tratei de me corrigir.


Note que nem toda a gente tem de ser criativa. Felizmente que não. É preciso quem ponha ordem e amadureça o trabalho dos criativos. As pessoas complementam-se nas suas diferentes capacidades. O trabalho dos não-criativos é essencial, sem eles não haveria progresso. Ambos são indispensáveis. E ambos têm de compreender as caracteristicas específicas de cada um para poderem colaborar construtivamente.


Você perdeu completamente o sentido crítico em relação à teoria atómica, até acha que as pseudo partículas que se apontam para a matéria negra fazem algum sentido. Olhe, é a primeira pessoa que encontro que pensa isso - pergunte a opinião dos seus colegas / professores e veja se é igual à sua. Se também eles acham que o conceito de matéria escura é trivial.

Para si, tudo faz sentido. Repete uma série de afirmações que aprendeu como certas sem nunca se ter verdadeiramente questionado sobre elas. Que raio é uma «flutuação quântica»? que raio é um «gravitino»? Que raio é um «neutralino»? Assim é fácil explicar seja o que for, avançando hipóteses atrás de hipóteses. Nomes atrás de nomes. Do meu ponto de vista, este tipo de procedimento é igual ao de qualquer crente ou de qualquer bruxo. Você pode não concordar, mas tem de admitir que eu posso não estar de acordo com isso. Que eu defenda uma metodologia que não aceite a formulação de hipóteses ad hoc, de inventar nomes para o que se ignora.

a minha teoria, tal como a de newton, não tem hipóteses. Deduz-se dos factos observacionais, tal como são obtidos pela experiência. Sou coerente com as minhas ideias. Desenvolvo a minha teoria de acordo com a metodologia que defendo.

Quanto a publicar numa revista, estou a tratar disso, mas sei que terei dificuldades porque as revistas são geridas por pessoas que pensam como você. Se você fosse referee, alguma vez aceitaria um artigo que contrariasse aquilo que aprendeu? Iria sempre encontrar uma insuficiência qualquer, não importa o quê, para rejeitar.

Em tempos tentei publicar um par de letters sobre o Sol. Uma foi rejeitada porque " os leitores da revista não iriam acreditar" e a outra porque « o sunspot record não é fiável" . Não é para mim, mas é para as dezenas de artigos que se publicam todos os meses baseados nele. Artigos que, contrariamente aos meus, não dizem nada de novo. Como os referees não encontraram falhas técnicas ou formais, inventaram um pretexto qq para rejeitar.

Mas, nada de estranhar, a humanidade é mesmo assim - quem desenvolve ideias originais não pode esperar apoio de quem sustenta o «mainstream».

Porque é que você não analisa as minhas afirmações e ideias em vez de fazer acusações genéricas? Eu não ando a maldizer seja o que for, apresento e analizo ideias.


De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 13:25
Presumo então que toda a mecânica quântica para si não vale. A aversão que tem é apenas por insuficência matemática da sua parte?

Se vivesse no século XVII qual seria a probabilidade de desenvolver o mesmo tipo de aversão a coisas hoje tomadas como conceptualmente banais, tais como "campo de forças"?

Está a perceber o que quero dizer?

A teoria hoje estabelecida no seio da comunidade científica não só contém a teoria que estava acolhida no seio das comunidades científicas do passado, como é capaz de explicar um infindável número de fenómenos.

Quanto à matéria escura, ainda não percebi o seu problema com a hipótese. Faz-lhe confusão que existam partículas elementares que sejam electricamente neutras? Porquê? Vai impõr uma simetria até agora desconhecida que explique porque razão as partículas electricamente neutras não deviam existir? Os neutrinos são electricamente neutros. Chegou-se a pensar que os neutrinos poderiam explicar a matéria escura, contudo como são quasi-ultra-relativistas (massa muito pequena) dificilmente explicam as oscilações acústicas que se pensa estão na origem da formação de estruturas de larga escala. Contudo, no modelo cosmológico mais usado hoje em dia (LambdaCDM), os neutrinos assim como o número de famílias de neutrinos é um parâmetro a fazer fit com os dados. Apontando os dados não só para 3 famílias com uma inacredtiável precisão como também para upper bounds experimentais à escala de massa dos neutrinos que estão compatíveis com o upper bound conhecido por experiências directas (controladas em laboratório) como por exemplo o decaimento beta do trítio.


Se calhar o seu problema é achar que a matéria escura é uma coisa que só tem massa! Errado! O neutrino é electricamente neutro mas tem carga fraca. Tal como todas as partículas candidatas a matéria escura têm cargas não-nulas num qualquer grupo de gauge local. Toda a gente sabe que uma partícula que é singleto de tudo e só tem massa não é falsificável! Por isso mesmo é que há variadíssimas experiências na terra de detecção de matéria escura, umas mais vocacionadas para tentar ver matéria escura como prevista por modelos supersimétricos, outras mesmo fazendo uma busca model-independent.

Espero ter ajudado a matar alguns fantasmas que possui.

Embora possa pensar que sou apenas um receptáculo de conhecimento, estará muito enganado. Eu, ao contrário de si, começo por ter duvidas quanto ao que sei e não quanto ao corpo de conhecimento que foi amadurecido por imensa gente ao longo de anos e é extraordinariamente eficaz a explicar o que se observa. Como é óbvio eu não fui reproduzir e escrutinar cada parâmetro dos modelos cosmológicos que são usados (não é a minha área). Trata-se de confiança, tal como você decide confiar em certos dados observacionais. Hoje em dia é quase impossível dominar as duas das áreas mais apetecíveis em termos de física fundamental, HEP e ASTRO, só pessoas como o Weinberg após uma certa idade e muito trabalho e uma boa formação de base é que se podem dar ao luxo disso sem cairem no ridículo.
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 16:50
fazer teorias que explicam as observações é facílimo. Pelo menos para mim, que sou pessoa de alguma imaginação. Teorias à posteriori é facílimo, desde que se possa introduzir os parâmetros que forem necessários.

Nem o Big Bang nem o modelo cosmológico acertam nenhuma previsão há muito tempo - cada nova observação, cada novo parâmetro que é preciso introduzir. Isso significa que essas teorias já não contêm informação. Que é preciso procurar outras.

Procurar outras teorias significa esquecer as teorias existentes, todas, coleccionar todos os factos tal como observados, e recomeçar do princípio, a pensar tudo de novo.

É árduo? Pois é. Ir acrescentando parâmetros é muito mais fácil. E funciona - é só arranjar uns nomes giros.

Confiar em quê? Que mais evidências você precisa para perceber que as teorias estão erradas?

Se há uns anos alguém tivesse feito a pergunta: quais são os resultados observacionais que podem contrariar o Big Bang, a resposta seria, à cabeça, a velocidade de expansão ser constante.

Pois este resultado terrivel para a teoria é o que se observa. É tão terrivel que se tenta dizer que não é exactamente constante, haverá uma ligeira aceleração, qd, na verdade, essa aceleração é algo que apenas a margem de erro das observações permite considerar.

Você pode fechar os olhos, ignorar estes factos, e continuar a «ter confiança». Mas isso é uma estupidez.

Os Weinberg e outros não têm culpa de a teoria estar errada. Todas as teorias estão erradas a prazo, andamos a apalpar o Universo. Ele fez brilhantemente o que podia fazer com a informação de que dispunha. Hoje temos mais informação. Informação que nos diz que a teoria está errada e precisamos de recomeçar do princípio. Defender as teorias dos antecessores depois dos factos mostarem que estão erradas não é prestar-lhes homenagem, é insultá-los.

Neste momento, creio que não há ninguém mais arrogante que os Físicos atómicos. Não sei porquê. Espero que o bosão de Higgs lhes resolva o problema da arrogância.

«pensa-se» que as oscilações acústicas estão na base da formação de estruturas de larga escala? Pensa quem? Por exemplo, o Fairall não pensa. Na verdade, só mesmo um louco pode pensar uma coisa dessas.

Já agora, tenho aí uns posts sobre a formação da estrutura em larga escala. O que lá digo também se pode aplicar no modelo do Big Bang. Já leu?

Como vê eu não tenho problema nenhum. Nem tenho dificuldade nenhuma com novos conceitos, pelo contrário. Muito pelo contrário. Quem tem o problema é quem continua agarrado a teorias que os factos já mostraram, à exaustão, pois não há nenhum resultado concebível que seja mais contrário às teorias do que os observados, de que estão erradas. Isto é um facto indesmentível. Tudo o resto é ilusão, cortina de fumo.

No entanto, percebo perfeitamente que seja humanamente impossível a alguém que estudou profundamente estas teorias aceitar que elas possam estar erradas. Seria como um bispo aceitar que Deus não existe.


De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 17:30
"No entanto, percebo perfeitamente que seja humanamente impossível a alguém que estudou profundamente estas teorias aceitar que elas possam estar erradas. Seria como um bispo aceitar que Deus não existe."

1. Se você não estudou profundamente as teorias como é que as pode contradizer? Tenha dó, já chega de auto-contradições tão elementares;

2. Comparar a crença religiosa com teorias científicas é ridículo e não ganha nada com isso, apenas reforça o epíteto de megalómano;

3. No meio desta salsichada toda parece que está a tentar meter a física de partículas e a cosmologia no mesmo saco. Sou um bocado suspeito, mas a física de partículas é conceptualmente superior porque tem repetidamente feito previsões que se confirmam mais tarde. Só para enumerar quatro que me lembro assim à primeira: (a) a existência do positrão e da anti-matéria em geral; (b) a existência do mediador neutro da interacção fraca, o modelo unificado electrofraco e o ângulo de mistura electrofraca; (c) um momento magnético anómalo para o electrão corroborado experimentalmente com uma precisão inimaginável; (d) os quarks e a descoberta de uma série de hadrões novos previstos pelo modelo dos quarks.

Há uma diferença paradigmática entre cosmologia e física de partículas, enquanto em física de partículas as experiências são repetidas por várias equipas e temos milhões de milhões de eventos, em cosmologia só se tem um universo para poder brincar. Tanto assim é que o modelo cosmológico utiliza física de partículas, aliás, é na minha modesta opinião uma parte que credibiliza imenso o modelo cosmológico, uma vez que pega em coisas extraordinaramente bem testadas (as partículas) e consegue explicar a nucleosíntese.

"fazer teorias que explicam as observações é facílimo. Pelo menos para mim, que sou pessoa de alguma imaginação. Teorias à posteriori é facílimo, desde que se possa introduzir os parâmetros que forem necessários."

Você tem a ideia serôdia que se mete um parâmetro por cada fenómeno que se observa. Está erradíssimo, tanto mais errado quando tenta atacar a física de partículas.

Se acha que a cosmologia não é tão experimental nem tão falsificável como gostaria, olhe, também acho, mas é compreensível tendo em conta o que se prepõe descrever.
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 18:36
Meu caro, eu nem sei donde vem todas esta conversa sobre a física das partículas, que não é tema deste blogue. Em que post é que eu falo disso? É por causa da matéria escura?

Bem, eu apresento uns posts sobre a estrutura em larga escala que não carecem de nada escuro; você só tem que mostrar que eu estou errado. Doutra forma, faz o mesmo que as pessoas que vão aos blogues de ciência afirmar que o que lá se diz está tudo errado - meras afirmações de crenças sem nenhum interesse.

Nos meus posts não há hipóteses, ideias malucas, invenções ad hoc. Limito-me a fazer raciocínios sobre factos tais como são observados. Portanto, é muito fácil uma pessoa apontar onde é que estou errado, ou eventuais insuficencias dos meus raciocínios. Que as há, ainda não tenho as respostas todas.

Não faça confusões com as teorias malucas que circulam para aí; essas são sempre baseadas em hipóteses inventadas pelo autor.

Este é um blogue que se alimenta de raciocínios. Eu apresento os meus, espero que a contestação se baseie em raciocínios sobre os factos em análise. Tudo o resto é irrelevante para aqui.
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 18:42
"Porém, o que acontece é que este processo é repetível ad eternum, isto é, faz-se uma experiência para detecção do novo parâmetro, não dá certo, então acrescenta-se mais um parâmetro, transferindo-se para a detecção deste a validação da teoria. É o que se passa com a teoria Atómica desde o parâmetro «neutrino». "

- isto é pura ignorância.

E assim encerro os meus comentários, esperando que alguém que se entusiasme demasiado com as imprecisões e estupidezes que para aqui são escritas possa fazer uma análise mais crítica ao ler os meus comentários.
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 19:17
O que eu quiz dizer com isso é que os problemas da teoria atómica nascem com o neutrino. Não nascem com o electrão, nem com o protão, nem com outras coisas. O primeiro ponto «negro» na teoria é o neutrino. Em minha opinião, a hipótese «neutrino» precisava de ser reanalisada. Isto é só uma opinão porque eu não tenho outra solução para o problema. Ainda.



Análises críticas é exactamente o que eu desejo. Quanto mais críticas, melhor. É com a crítica que se aprende.

agradeço-lhe as suas criticas e faço meus os seus votos.
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 12:44
uma outra coisa: diz que eu ando a maldizer o trabalho dos cientistas. Mas onde é que eu faço isso? andei a passar os olhos pelos posts e não encontro.

Ou você entende que exprimir opiniões diferentes é «maldizer»?
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 13:45
O "maldizer" está na forma como se refere a alguns conceitos hoje amplamente aceites na comunidade científica. Não só porque retrata esses conceitos erradamente, como lembrou-se de inventar um paralelismo entre a relação que você acha que as suas ideias têm com a comunidade científica e a relação que as ideias de Galileu tinham com as de Ptolomeu. Isto não só é uma injúria de todo o tamanho como revela uma megalomina da sua parte que precisa de psiquiatra.
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 17:02
Eu falo de Galileu para tentar mostrar pelo exemplo do passado os erros do presente.

Os físicos actuais são herdeiros do Ptolomeu, não do Galileu. Sempre foram, em todos os tempos. Nunca perceberam verdadeiramente o Galileu, não aprenderam a pensar com ele.

Vou dar-lhe mais um exempo: segundo a física actual, a erra teria de estar congelada no passado - a radiação do Sol era menos no passado. Então fizeram a teoria da Snowball Earth - a Terra teria estado congelada até há uns 500 milhões de anos.

Tentaram encontrar evidencias observacionais. mas são esmagadoras as provas do contrário, o passado da Terra é quente, quentíssimo, totalmente inexplicavel pela física actual. Aliás, a teoria do aquecimento global nasce de um esforço dos geólogos para encontrar uma explicação para esse estranho aquecimento do passado.

Bom, mas apesar das esmagadoras evidências em contrário, a teoria continua aí, os Discovery e Odisseias continuam a passar documentários «científicos» sobre esse disparate.

Os astrónomos do tempo do Galileu recusaram-se a espreitar pela luneta - não precisavam da observação porque tinham a teoria. Os físicos de hoje (alguns) recusam-se igualmente a aceitar as evidências observaionais - têm a sua teoria e ela não pode ser posta em causa. Sobretudo a sua sabedoria não pode ser posta em causa.

Há uma frase de não sei quem que disse: O Conhecimento orgulha-se do que sabe, a Sabedoria humilha-se perante o que ignora.
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 13:55
Uma parte substancial da minha irritação vem dos leitores poderem levar a sério o que você diz. Já não é o primeiro energúmeno leigo que tenta relativizar o conhecimento científico como estando em pé de igualdade com as "ciências" (pseudo) sociais. É um horror! É uma vergonha! É não olhar, por exemplo, para a tecnologia que embebe toda a vida quotidiana.

Acham, estes leitores, que tal como nas "ciências" sociais, basta inventar uma palavreado colado a cuspo e que afaga candidatamente um qualquer enviosamento conceptual / racional de que se padece, para se ter um modelo científico! É não saber nada de ciência! É o fim do mundo da ignorância!
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2010 às 14:00
Correcção 1: enviesamento;
Correcção 2: "fim do mundo da ignorância" é a ignorância no seu ponto máximo.
De alf a 4 de Fevereiro de 2010 às 17:39
Pois, eu entendo; é mesmo essa a causa de alguma queixa minha em relação a certa ciência actual: é que ela passou a ser igual a qualquer uma dessas coisas, apenas embrulhada em muita matemática. Mas, conceptualmente, ao mesmo nível. Ignorância embrulhada em matemática é ignorância na mesma. Só que eu não me assusto nem com a matemática nem com as palavras altissonantes, nem com os conceitos mais abstrusos. Se leu algum dos meus textos no arXiv, deve pelo menos ter percebido isso.

Eu não critico a Ciência. Eu amo a Ciência. A ciência humilde que pesquisa e que , erro após erro, vai desbravando o nevoeiro da nossa ignorância. A Ciência Religão do Estado (foi um prémio Nobel de Física que assim a designou) é outra coisa e que, francamente, não está nas minhas preocupações, nem quero nada com ela. Nem ela comigo.
De Metódica a 19 de Fevereiro de 2010 às 21:37
Portanto, o 'Jorge' não quer mostrar a sua teoria, mas sim demonstra-la :D
A demonstração tem uma força inquestionável.

Pode ainda não ser chamada de teoria, mas pode ser por enquanto "Conjectura da Evanescência", quando devidamente demonstrada altera para "Teoria da Evanescência".
De alf a 20 de Fevereiro de 2010 às 00:42
Olha, nesta altura nem é teoria nem conjectura, é apenas uma análise.

Mas é como dizes - a dedução a partir de factos tal como observados tem uma força inquestionável. Mas, como digo no post anterior, ter força só não chega, para ser aceite tem de ser encaixável no conhecimento anterior.

No meu caso, tenho de conseguir que seja aceite - isto é só o ponto de partido para coisas mais sérias...
De Alfredo Castro a 28 de Maio de 2011 às 01:42
ESTABILIDADE ORBITAL, por Alfredo Manoel de Castro.
A teoria da relatividade ESTÁ QUASE TODA ERRADA!!! PROVO !!! O espaço não oferece resistência NENHUMA (a luz das estrelas longínquas nos chegam aqui, não?) e não "faz curvas"; É UM PURÍSSIMO VAZIO: quanto à repulsão magnética: o espaço "específico" seria "encurvado ao contrário"???? ??? E o tempo??? ONDE ESTÃO OS "VIAJANTES DO FUTURO"???? PENSEM!!! O tempo é simplesmente o resultado do movimento relativo entre os corpos!!! ESTABILIDADE ORBITAL - Resumo: no centro das estrelas, planetas e luas, existe um tipo de antimatéria que a tudo repele, como ímãs de pólos iguais, porém em enormes proporções, repelindo muito mais a ela mesma quando separada. A atração material é mais abrangente e menos intensa com a proximidade do que a repulsão entre as antimatérias centro-astrais, e por isso a forma elipsóide das órbitas de luas e planetas. A antimatéria centro-astral também repele o magma até uma certa distância, onde forma-se uma barreira repulsiva comprimida pelo magma ao redor.
Demonstração matemática de Estabilidade Orbital; resumo do cálculo: fórmulas necessárias: F = G. (m1.m2) / r^2 (gravitação universal); G = 6,67.10^-11 Nm^2/Kg^2; Fr = R. (am1.am2) / r^3 (a primeira reformulação da teoria / Estabilidade Orbital); Fr : força de repulsão de antimatéria centro-astral; r: raio orbital; R : constante de repulsão de antimatéria à outra, a ser medida; am1 e am2 : “massas” (resistência à aceleração) das antimatérias centro-astrais dos astros envolvidos (não sabemos). Logo, R.(am1.am2) = “Y” !!! Massa Terra: 6.10^24 Kg ; massa da Lua: 7.10^22 Kg. No sistema Terra/Lua: F = Fr, em r = 370.10^6 m (mais próximo do perigeu): F = 280.10^35 / 137.10^15 = 2,04.10^20 Nm^2/Kg^2. Fr = Y / 50.10^24 = 2,04.10^20 Nm^2/Kg^2. Logo, Y = 102.10^44 !!!! No apogeu, então temos: r = 405.10^6 m ; F = 280.10^35 / 164.10^15 = 1,7.10^20 Nm^2/Kg^2 . Fr = 102.10^44 / 66.10^24 = 1,5.10^20 Nm^2/Kg^2 !!! No apogeu, Fr é menor que F !!! E no perigeu??? Vamos ver: r = 363.10^6 m ; F = 280.10^35 / 132.10^15 = 2,121.10^20 Nm^2/Kg^2; Fr = 102.10^44 / 48.10^24 = 2,125.10^20 Nm^2/Kg^2 !!!! Logo, no perigeu, Fr é maior que F ! Alfredo Manoel de Castro, autor (alfredomc1@hotmail.com) (alfredomc2@yahoo.com.br) .
http://megacontador.com.br/estabilidade-orbital-2.html
http://www.webartigos.com/articles/42425/1/CIENCIA-DO-FUTURO/pagina1.html
http://www.webartigos.com/articles/12564/1/Estabilidade-Orbital-Astronomica/pagina1.h tml

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