Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

A Relativistic Theory of Scale: Introduction (1)

 

Introduction”, informou Luísa sobre a segunda página.

 

É o esquema clássico dos artigos científicos”, esclareceu o Mário. “As revistas de topo já não seguem esse esquema, torna o artigo mais longo.

 

One can describe physical systems, whatever the inertial motion, field and position in time and space of the observer, using the same physical laws on measures relative to the observer and considering that one-way light speed is constant in relation to him; this fundamental property, first spotted by Galileo, the Relativity Property, has the peculiar and unexpected characteristic of inducing the observer in the wrong perception of being privileged, of being at some sort of centre of the universe.

 

Essa do observador ser induzido a pensar que está no centro do Universo... bem, nunca tinha pensado assim...Mário quedou-se meditativo. “O Einstein intrigava-se com o facto de as leis físicas terem a forma mais simples possível... de facto, as coisas passam-se como se o observador estivesse num centro do Universo... Continua.

 

Applying Relativity property imply the use of the concept of «rigid body», i.e., the length unit is defined from the size of some measuring rod and the description so obtained is understood as if length unit were independent of direction, motion, field or position in space and time. This is fully in accordance with experience: the Universe can be described using «rigid-body» geometries and no local experience contradicts it.

 

“Exacto! E se assim é, então os corpos são mesmo invariantes, essa é a conclusão da experiência, que se pode entender num cenário de espaço-tempo variável.”

 

One can note that from the physics of bodies there is no ground to presume that bodies are «rigid», because their size depends on propagating fields and, therefore, can be influenced by external fields and motion. About a decade before Special Relativity, Lorentz and Fitzgerald considered, independently, as an explanation for the result of Michelson experiment (1881), a contraction of bodies with motion; however, Lorentz analysis of electrodynamics considering the contraction of bodies, published in 1904, was supersede in the following year by the more straightforward Einstein work using Relativity Principle on the «rigid-body» concept.

 

Exacto!”, exultou o Mário,o Lorentz desenvolveu um raciocínio muito lógico de acordo com as ideias da época sobre o Universo e, embora tenha conseguido obter praticamente os mesmos resultados do Einstein, a sua análise não tem a elegância nem a simplicidade nem a abrangência da de Einstein.”

 

Então o Einstein salvou o nosso amor-próprio! exclamou a inesperada Ana

 

Salvou o quê? Que afirmação é essa?

 

publicado por alf às 12:08
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23 comentários:
De gary a 8 de Novembro de 2009 às 16:37
Opa perdão por adiantar o tema.

Mas ainda me resta umas dúvidas Eistein defendia o que afinal?

Os corpos serem rígidos ou não-rígidos?

Li em algum lugar que você quer ouvir críticas e não elogios.

Pois bem estou esperando ler alguma coisa que eu discordo para poder críticar porque até agora quando eu comparo a física moderna com suas idéias opto por acreditar na simplicidade e ambos sabemos qual das duas é infinitamente mais simples hehehe
De alf a 8 de Novembro de 2009 às 18:39
O Einstein desenvolveu um modelo matemático em que a unidade de comprimento é o comprimento de uma «measuring rod», uma vara. Ele não presume que a vara seja invariante, antes pelo contrário, ele tem textos onde explica o espaço como sendo uma noção que resulta da justaposição dos corpos e explica a curvatura do espaço como o que acontece quando temos um chão de mosaicos de um material que dilata com o calor e sofre aquecimentos aqui e ali.

O modelo matemático do Einstein prescinde de um «meio» como prescinde de saber se os corpos são rígidos ou não. Porque essa é exactamente a caracteristica da Relatividade: se fizermos as contas como se fossemos um observador invariante no centro do universo, nomeadamente presumindo que a velocidade da luz é constante em relação a nós, as contas dão certo.

Só que isso não significa nem que os corpos sejam rigidos nem que o meio não exista nem que a velocidade da luz seja constante em relação a nós. Essa é apenas a ilusão que esta propriedade sustenta.

O Einstein defendeu que existia um meio, que associou ao conceito de campo.

Em resumo, uma coisa é um modelo matemático que nos permite fazer umas contas e dar certo; outra coisa é um modelo físico, que tem de ser consistente com a totalidade do conhecimento. O Einstein nunca confundiu as duas coisas e daí os seus conflitos posteriores com a comunidade científica que achava que se um modelo matemático correspondia às observações, esse modelo era a «realidade».

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