23 comentários:
De Curioso a 11 de Novembro de 2009 às 21:55
Ok...

O ponto 1 já o conhecia há muito tempo... quando li um pequeno livro de relatividade para participantes...
Ainda me lembro de uma perqunta que lá estava:

Será que uma pessoa a deslocar-se à velocidade da luz consegue ver a sua imagem num espelho?
Percebi na altura que a velocidade da luz que saia do rosto da pessoa tinha o mesmo valor para um observador externo e para a pessoa... penso que a resposta a este problema tinha a ver com o tempo.

Em relação ao ponto dois confesso que ainda não o tinha entendido dessa forma mas penso que percebi a idéia... Senão vejamos... se medirmos a velocidade da luz emitindo um feixe no sentido de movimento da Terra, seria de esperar um valor para a velocidade média da luz... se o fizermos noutra direcção qualquer o valor esperado em teoria seria diferente devido às diferentes velocidades relativas. Na realidade a velocidade é igual independentemente da direcção. A forma de explicar este fenómeno foi "arranjar" a contração dos corpos...

Abraço
Curioso.
De alf a 12 de Novembro de 2009 às 13:10
pois, esse fenómeno tem de ser explicado, e a contracção dos corpos é a única explicação.

O Einstein falou apenas de «referenciais» e, com isso, como que remeteu essa contracção para uma caracteristica do "espaço" e não da unidade de medida.

O Lorentz pôs-se a falar da interacção entre corpos e éter e complicou, as pessoas não estão preparadas para aceitar coisas que não correspondem aos seus sentidos e não lhes foram ensinadas de pequenino na escola.

O que é que determina o tamanho de um corpo?

Os campos de forças entre os átomos, não é verdade?

Considere dois átomos de um corpo, designados por A e B. Os campos entre os átomos não têm propagação instantânea, propagam-se à velocidade da luz. Se tivessem, a interacção entre os átomos seria sempre a mesma, qualquer que fosse o movimento do corpo.

Mas os campos nem têm propagação instantanea nem são «balísticos», isto é, a sua velocidade é independente da velocidade do corpo.

Imagine que o corpo tem um movimento tal que a velocidade dos campos é exactamente c em ambos os sentidos em relação ao corpo; isso determina uma certa distância entre átomos. Imagine agora que esse corpo é acelerado na direcção de B; se a distância ente A e B fosse invariante, o campo que a coloca agora em B seria menor que no caso anterior, porque qd o campo emitido por A chega ao ponto do espaço onde estava B qd foi emitido, B já se deslocou.

Inversamente, A recebe de B um campo mais forte do que no estado inicial porque a se deslocou em direcção à posição que B ocupava.

Portanto, as forças que actuam sobre A e B ficam diferentes quando o corpo muda de velocidade e vão determinar uma distância diferente entre os átomos.

Que distância é esta? É a distância que determina a mesma variação de campo em A e em B, de sinais contrários; é a distância que minimiza a variação média quadrática; que corresponde exactamente à distância que mantém constante a velocidade média da luz no percurso A-B-A.

Quando eu falar da relatividade do movimento, que não é para já, agora vou falar da relatividade de escala, é assim que terei de apresentar o assunto; falando de «partículas» e «campo», que é a linguagem que as pessoas conhecem; não falarei de «meio» porque, embora seja o mesmo que «campo», as pessoas não entenderiam. Embora a realidade seja a do meio e das perturbações do meio.

De Curioso a 13 de Novembro de 2009 às 11:59

Mais uma subtileza...

Só me restou uma dúvida: é necessário o corpo ser acelerado ou basta que se mova com velocidade constante para que este efeito se verifique?
Depois de pensar no assunto a mim parece-me que não é necessário ser acelerado ... basta que se mova com determinada com velocidade.. e quanto maior for a velocidade maior é a variação no campo (menos para o que está à frente e mais para o que está atrás)...
mas não tenho a certeza...

Curioso
De alf a 13 de Novembro de 2009 às 16:04
É isso mesmo. O que interessa, para este efeito, é a velocidade, a aceleração é só para variar a velocidade.

Comentar post