47 comentários:
De anonimodenome a 25 de Outubro de 2009 às 22:39
Viva.
Aguardo a revelação da chave de leitura, o segredo guardado no Teorema de Pitágoras.
No 1º parágrafo a frase 'Somehow..., não me parece fundamental. Acrescenta algo, ajuda a situar para quem não está dentro, ao modo de um educador, mas começamos logo a pensar em coisas,... se sim, se não.., e podemos desviar do cerne.
Como dizes, e bem, o CMB é um referencial absoluto em termos de unidade de energia/massa, tempo e comprimento. Mesmo assim ele localmente pode não ser invariante, e creio que não o será mesmo no âmbito da Teoria da Evanescência.
Com os telescópios VLBI estabelecemos um referêncial da unidade de tempo, que pensamos absoluto e invariante. A pulsação de alguns pulsares é mais regular do que a dos modernos relógios atómicos.
Quanto ao comprimento, tempo e massa é comummente presumida a invariância.

Mas com a existência de um referencial absoluto ficará sem efeito a noção da impossibilidade de determinar movimentos absolutos.
de Poincaré "Il semble que cette impossibilité de démontrer le mouvement absolu soit une loi générale de la nature."
http://fr.wikisource.org/wiki/Sur_la_dynamique_de_l%27%C3%A9lectron_(juin)

O alf parece seguir na lógica, melhor intuição, de Poincaré que não abandonou a noção de éter onde ele situava os relógios absolutos i.e. o Referencial R desta história.

Quanto à dificuldade de medida do 'segundo' encontrei um documento da 'metrologia' sobre o Leap Second
The leap second: its history and possible future em
www.cl.cam.ac.uk/~mgk25/time/metrologia-leapsecond.pdf
onde se aprende muito.
Fiquei a saber que a Lua estava a chegar 'adiantada' aos programados eclipses logo a velocidade da rotação da Terra estaria a diminuir. Logo os eclipses reportados na Antiguidade mostravam este atraso. Mas agora que se sabe que a Lua está a afastar-se da Terra implicaria também que a Lua estaria a orbitar agora mais lentamente que no passado. E agora em que é que ficamos... a Lua a adiantar-se a atrasar-se e a Terra está a rodar mais depressa ...ou mais devagar, em suma medir é uma complicação.

Para abandonar o 'corpo rígido' também as partículas constituintes da matéria devem perder a noção de partículas pontuais. Têm de ter extensão e deixa de haver singularidades e campos infinitos. Será ? o livro 'Our Resonant Universe' de Michael Pinnow creio que vai nesse sentido.

Quando dizes " In this paper, it is presented an unknown geometrical property that allows the metric of space to hold in a «non-rigid body» universe"
acho que deves reforçar que a estás a desvendá-la, eu sei que está implicito,talvez com 'for the first time' ou hidden ou not noticed before,
A título de exemplo quando se começou a dizer 'existe matéria negra' é diferente de afirmar 'a matéria negra é'
porque numa afirmação revela-se a existência de algo e na segunda afirmação revela-se a sua natureza. O que também já sabemos que nunca irá ser desvendado (Um papper recente de um autor muito credenciado veio colocar em causa a possibilidade da sua existência porque ...).

No teu caso fazes duas em uma. Revelas a existência de uma propriedade desconhecida e também a vais descodificar.

Um 'for the first time' fica bem.

Aguardo com ansiedade um virar de página
p.f.
De anonimodenome a 25 de Outubro de 2009 às 23:14
acho que me expressei mal quando disse que as partículas têm de ter extensão.
extensão é uma palavra perigosa e talvez mesmo o oposto do que queria dizer.
mas falta-me uma expressão mais adequada.
De alf a 26 de Outubro de 2009 às 19:33
eu entendi o que queres dizer e estou de acordo; só referi que nada podemos afirmar sobre esse assunto a partir do conceito de corpo rígido; ou podemos, mas é preciso uma base conceptual mais subtil do que a que temos agora...
De alf a 25 de Outubro de 2009 às 23:32
obrigado pela análise. Se não ponho o «somehow» haverá logo quem venha apontar diferenças entre uma coisa e outra, é por isso que me parece prudente manter a palavrinha.

Mas gostei muito da sugestão do «not noticed before»; embora tenha tb as reservas da prudência, talvez dizer «not refered before».

o referencial de tempo dos pulsares, nalguns casos, é muito regular comparado com os relógios atómicos; mas nenhum tem um carácter absoluto, apenas podemos concluir que variam à mesma taxa.

Pois, a análise dos movimentos orbitais da Lua e da rotação da Terra é uma confusão porque nunca foi previsto que acontecesse aquilo que se está a conseguir medir agora: a Lua afasta-se e a rotação da Terra acelera.

a noção de corpo rígido não implica nada em relação à natureza das partículas. O que define a forma dum corpo é a distância entre átomos e tanto faz que as partículas sejam pontuais como não. Mas é claro que a visão do autor que citas é muito melhor do que a ideia corpuscular.

Um abraço

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