Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Abstract

 

Ena, está escrito em inglês...surpreende-se a Luísa,e o título é: Abstract! Não me digam que o Jorge escreveu um texto sobre arte!

 

Não, não, isso não é um título; «abstract» é «sumário» em inglês, os artigos científicos começam sempre por um «abstract»; isso deve ser a minuta de algum artigo que ele estará a preparar.O Mário pegou no caderno para confirmar. “É isso mesmo, isto é o rascunho de um artigosentenciou e devolveu o caderno à Luísa. “Lê tu que eu percebo mal a letra dele.

 

Bem, cá vai: The concept of «rigid body» is a pillar of today’s physics models; however, the fact that one can not detect by local experiments a variation in atomic length unit is not an evidence of its invariance, somehow as the fact that one can not detect by local experiments Earth motion is not a proof that Earth “does not move”.Luísa pára de ler. “Não percebi nada; o que é isto do «rigid body»?”

 

Quando estás a medir um comprimento, presumes que o teu metro não varia de tamanho ao longo da medida, não é?

 

Claro! Se variasse, a medida não fazia sentido!

 

Isso mesmo; portanto, presumes que o teu metro é invariante, é um «corpo rígido»; em ciência também se presume que a unidade de comprimento é invariante, isto é, que o seu tamanho hoje é igual ao de ontem, não depende do tempo, como não depende da direcção, da velocidade, do campo, ou do ponto do espaço onde nos situamos.”

 

Presume-se? Não se sabe?questiona a Ana.

 

Nada nos indica que não seja invariante, embora, num continuum material, isso não se possa detectar. Pode fazer-vos um pouco de confusão, mas se todos os corpos forem igualmente esticados numa direcção, nós não damos por nada porque tudo varia da mesma maneira, o metro e os objectos a medir. Por isso, mesmo que os corpos não sejam rígidos, isso nada altera. Não vejo qual seja o interesse em discutir esse conceito. Mas continua, Luísa.

 

In both cases, it is exactly the impossibility of measuring the change that reveals fundamental properties of the Universe. In this paper, it is presented an unknown geometrical property that allows the metric of space to hold in a «non-rigid body» universe; this is a first step in building a model of the Universe free from «rigid-body» concept. Surpassing the idea of «rigid body» corresponds somehow to surpassing the idea of geocentrism. Ena, esta parece-me forte… estavas a dizer que discutir o «rigid body» não interessa e ele vem dizer que é um conceito como o geocentrismo...

 

Mário fica pensativo. “Bem, num continuum material, que é a situação que temos na Terra, não interessa; agora, se for num sistema de corpos isolados no espaço, já pode não ser bem assim, porque as distâncias entre corpos não mudam, portanto qualquer alteração dos corpos, do «metro», origina alteração nas medidas das distâncias. Lembro-me agora de ter lido há algum tempo, já não sei onde, que o Riemann se preparava para acabar com o conceito de «corpo rígido» quando morreu de tuberculose. A senhora das limpezas encarregou-se de deitar fora os seus papéis, por isso não se sabe nada dos seus estudos não concluídos. O Riemann foi quem desenvolveu a geometria que permitiu ao Einstein fazer a Relatividade Generalizada.”

 

Então achas que o Jorge fez o que o Riemann queria fazer?

 

Bem, acho que isso seria muita areia para a carroça do Jorge... ele pareceu-me mais empenhado na Física do que na geometria... além disso, se o metro variasse, com a direcção por exemplo, isso notar-se-ia nas medidas espaciais, a geometria ficaria alterada... não, o Riemann já deveria estar doente quando disse isso, o facto é que nunca ouvi falar dessa possibilidade, se isso tivesse alguma razoabilidade certamente que seria objecto de debate, constaria dos problemas para resolver, etc.

 

E o que é isto da “métrica do espaço” de que o texto fala?

 

A métrica é simplesmente a fórmula que permite calcular a distância entre dois pontos a partir da diferença das suas coordenadas; por exemplo, num plano é o teorema de Pitágoras; se for sobre uma superfície curva já a coisa se complica; e ainda se complica mais quando generalizamos a espaços com mais dimensões do que as duas do plano ou das superfícies a que estamos habituados.”

 

Mas o Jorge diz que apresenta uma propriedade desconhecida que permite que a métrica do espaço se mantenha num universo onde o metro varia...”, a Ana, com ar desconfiado.

 

Propriedade desconhecida? Mas há lá agora propriedades desconhecidas na geometria!! Que disparate! Se o metro variasse com a direcção acontecia logo uma coisa: os triângulos rectângulos deixariam de satisfazer o Teorema de Pitágoras, como é óbvio, pois as medidas dos lados viriam alteradas.O Mário agora irritado. A Luísa achou por bem continuar a leitura:

 

Our second step is the analysis of the simplest «non-rigid body» case, the relativistic scalar change of length unit, obtaining Scale Relativity, i.e., a model where physical laws are independent of scale. The application of Scale Relativity to cosmological data leads to the Theory of Evanescence, which seems able to fit relevant cosmic data using only one parameter, the Hubble constant. Cá está, a Teoria da Evanescência de que ele esteve a falar... o que é isto da Relatividade de Escala?

 

Nunca ouvi falar, é uma invenção dele... embora eu esteja a entender... a expansão do espaço tem as propriedades de uma variação de escala, e já houve várias tentativas de construir modelos alternativos ao Big Bang baseados numa variação de escala... todos falharam porque presumiam sempre a variação de uma qualquer constante física e isso não se observa... ora ele diz que fez uma teoria relativista da escala, onde não há variação de leis físicas, logo de constantes... isso já é interessante...Os olhos do Mário adquiriram o brilho especial que os iluminava sempre que uma nova ideia surgia no horizonte.Continua.

 

Besides letting off dark matter and dark energy, it applies at all distances and to all matter distributions, and has relevant consequences concerning the past and future of Earth and Life. There is no conflict between what is presented in this paper and established theories, namely Relativity theory. E acabou!

 

Pois, ele já disse aqui que não precisava dessas coisas «negras»... o Big Bang só se aplica a uma escala em que a distribuição de matéria possa ser considerada uniforme, não se aplica dentro das galáxias, por exemplo, é por isso que ele diz que a teoria dele se aplica em todos os casos... consequências sobre a Terra e a Vida? Deve ser o lado melodramático dele... é melhor ele cortar isso ou nenhuma revista o publica... depois afirma que não conflitua com a Relatividade mas também não vai ter sorte, o conflito começa logo quando ele ataca o conceito de corpo rígido, qualquer referee percebe isso e não é pelo facto de ele fazer essa afirmação que alguém vai deixar passar isso.”

 

Então, e se ele estiver certo?A Luísa provocante.

 

Não tem hipóteses, pedir a um referee que deixe passar uma coisa dessas seria como pedir a um bispo que deixasse uma mulher dizer missa; há coisas que simplesmente são intocáveis. Mas vira a página para vermos o resto.”

 

publicado por alf às 18:26
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47 comentários:
De Alfredo Castro a 22 de Outubro de 2009 às 22:00
Luas não caem nem fogem de seus planetas, bem como planetas em suas estrelas, por se atraírem até o ponto de se repelirem como ímãs de pólos iguais: seus centros estão cheios de antimatéria natural "pesada", envolta por um vazio, pois que a tudo repele e muito mais a ela própria quando desgarrada.

Tal efeito repulsivo se agiganta com a proximidade, como em ímãs, mas em enormes proporções, causando a forma elipsóide das órbitas de planetas e luas. A nossa lua tem uma face sempre oculta por armazenar antimatéria retida no período de sua formação, e as "bolhas" de antimatéria que conseguiram sair pela superfície lunar então ainda mole, deram origem às crateras, conforme experiência da bolinha puxada de uma sopa grossa, quando forma-se na sopa uma figura idêntica a uma cratera lunar, inclusive com um ponto central elevado (fluxo inercial). - Aos entendidos, para debate: não há satélites artificiais em órbitas elipsóides! Os dados dos que estão ativos comprovam! Mas há dados conflitantes, a meu ver equivocados!
Autor: Alfredo M. C.. E-mail: alfredomc1@hotmail.com
Publicado em http://www.webartigos.com/articles/12564/1/estabilidade-orbital-astronomica/pagina1.html
De antónio -o implume a 22 de Outubro de 2009 às 22:10
Voltámos ao teorema de Pitágoras!

A abordagem do Abstract segue a mesma teoria de Saramago, embora de forma mais suave. Nada como começar por dizer que tal paper só pode ser escrito porque as fogueiras da inquisição já se apagaram...

Gostei da ideia de que a teoria do corpo rígido está para os dias de hoje, como o geocentrismo esteve para o passado. Já me parece pouco subtil a referência ao facto de não se conseguir sentir que a terra se move. Isso é verdade no nosso dia a dia, mas é medível e verificável com a nossa métrica de corpo rígido e a parir da terra...
De alf a 23 de Outubro de 2009 às 13:14
amtónio

as fogueiras da inquisição já se apagaram mas acenderam-se outras. O que alimentava as fogueiras da inquisição era o horror ao pensamento diferente e a defesa dos interesses instalados. Isso é de todos os tempos.

Eu estou mais como o Copérnico: publicar quando estiver a salvo... no leito de morte.

em relação ao movimento da Terra só podemos medir o movimento de rotação a partir de experiências locais; o movimento de translação não é mensurável, se o fosse a teoria da relatividade estava errada. stá certa a minha frase, embora possa escrevê-la com mais cuidado para evitar raciocínios precipitados
De antonio - o implume a 23 de Outubro de 2009 às 14:06
Obrigado por ter classificado o meu raciocínio de precipitado ...
De alf a 23 de Outubro de 2009 às 14:44
Nada disso! O seu raciocínio é uma indicação importante. quando escrevi o abstract tive mesmo essa hesitação. Porque quem for ler vai presumir que eu sou ignorante, as pessoas presumem sempre isso em relação a quem não tem um estatuto de «credível». Ora eu tenho de escrever para não ser mal-entendido por pessoas que me vão ler à procura de tudo o que possa ser sinal de ignorância.

Por isso é que eu estou a pôr esta minuta de artigo, ou pelo menos partes dele, no blogue: para colher este tipo de feedback, saber se se consegue perceber o que digo e até que ponto pode ter interpretações que não me convenham.

Obrigado pois pela sua preciosa colaboração. É de críticas que eu preciso, muito ou pouco fundadas, não de elogios!
De antónio -o implume a 23 de Outubro de 2009 às 23:00
Só quem se sente ignorante busca. Quem já sabe dá-se por satisfeito e não parte na aventura da descoberta.

Eu gosto de elogios.
De Diogo a 22 de Outubro de 2009 às 22:22
António - o implume: «Já me parece pouco subtil a referência ao facto de não se conseguir sentir que a terra se move»

Mas move-se para onde? Se ela gira em volta do sol, se o sol gira em volta da galáxia, se a galáxia se move em direcção a...
De alf a 23 de Outubro de 2009 às 13:19
Diogo

O importante é: não está imóvel num centro do Universo. Os corpos não são «rígidos» e a Terra não está imóvel num centro do Universo; embora, em ambos os casos, pelas nossas experiências locais, seja essa a conclusão «lógica».

Desde a descoberta do ruído de fundo cósmico passamos a ter um referencial absoluto. Podemos referir o movimento da Terra em relação ao Sol, à Galáxia, etc, mas há de facto um referencial absoluto. E quando soubermos fazer o modelo do Universo livres do «corpo rígido» veremos que esse referencial é mesmo absoluto. Mas isso não será para já, será noutro artigo.
De antonio - o implume a 23 de Outubro de 2009 às 14:07
Se ela se move, eu não tive nada a ver com isso...
De Alfredo Castro a 23 de Outubro de 2009 às 14:39
Parece que há alguma dificuldade de entendimento: não devo ter sido muito claro. Pois vamos ver:
1) Ao contrário do que diz a teoria da relatividade, digo que o tempo não é um ente físico (logo, não pode ser dilatado, encolhido, etc.). O tempo é simplesmente o resultado do MOVIMENTO relativo entre os corpos.
2) O espaço não é nada, a não ser O ESPAÇO. É um puríssimo vazio. Não faz curvas, não oferece resistência, não conduz nada: é a mais pura ausência de tudo, menos de espaço (infinito mesmo). A luz e o calor são partículas, oriundas de explosões subatômicas (ver "A LUZ", outro artigo meu, neste site). As características oscilatórias dos "fótons", detectadas em algumas experiências, devem-se ao fato de tais partículas, além de incandescentes, serem giratórias.
3) Quando digo "infinitos espaços", refiro-me a cada espaço onde ocorrem as interações físicas entre os corpos de tal espaço interativo particular, cuja diferença BÁSICA é a velocidade superior à da luz, entre tais corpos, o que "posiciona" os corpos em diferentes espaços interativos (infinitos em tamanho e quantidade).
4) Isso não é difícil de entender ou de comparar com a relatividade restrita/geral e sua adequação quântica de campos, e ver qual é a mais coerente.
5) A pergunta é: o que os tais "cientistas" vão fazer dos inúmeros livros comprovadamente errados, como provo nesta simplória teoria?
Complicadas e contraditórias fórmulas, das quais não se chega a um consenso, para daqui a duzentos anos, se durarmos tanto, "descobrirem" que o "leigo" que vos escreve, estava certo!!!
Daqui a duzentos anos, pois eles sabem que ninguém poderá voltar no tempo presente! Se pudessem, estaríamos com os "viajantes do tempo" aqui, agora, para esclarecer todas estas "dúvidas". Mentem e sabem disso! Alfredo Castro, autor.
(Texto publicado no site webartigops.com,
http://www.webartigos.com/articles/25954/1/uma-outra-fisica/pagina1.html .)
De alf a 23 de Outubro de 2009 às 20:19
António e Diogo

Em face dos vossos comentários, o primeiro parágrafo está agora assim:

"The concept of «rigid body» is a pillar of today’s physics models and geometry; however, the fact that one can not detect by local experiments a variation in atomic length unit is not an evidence of its invariance, somehow as the fact that one can not detect by local experiments Earth motion (besides rotation) is not a proof that Earth “does not move”. "

De anonimodenome a 25 de Outubro de 2009 às 22:39
Viva.
Aguardo a revelação da chave de leitura, o segredo guardado no Teorema de Pitágoras.
No 1º parágrafo a frase 'Somehow..., não me parece fundamental. Acrescenta algo, ajuda a situar para quem não está dentro, ao modo de um educador, mas começamos logo a pensar em coisas,... se sim, se não.., e podemos desviar do cerne.
Como dizes, e bem, o CMB é um referencial absoluto em termos de unidade de energia/massa, tempo e comprimento. Mesmo assim ele localmente pode não ser invariante, e creio que não o será mesmo no âmbito da Teoria da Evanescência.
Com os telescópios VLBI estabelecemos um referêncial da unidade de tempo, que pensamos absoluto e invariante. A pulsação de alguns pulsares é mais regular do que a dos modernos relógios atómicos.
Quanto ao comprimento, tempo e massa é comummente presumida a invariância.

Mas com a existência de um referencial absoluto ficará sem efeito a noção da impossibilidade de determinar movimentos absolutos.
de Poincaré "Il semble que cette impossibilité de démontrer le mouvement absolu soit une loi générale de la nature."
http://fr.wikisource.org/wiki/Sur_la_dynamique_de_l%27%C3%A9lectron_(juin)

O alf parece seguir na lógica, melhor intuição, de Poincaré que não abandonou a noção de éter onde ele situava os relógios absolutos i.e. o Referencial R desta história.

Quanto à dificuldade de medida do 'segundo' encontrei um documento da 'metrologia' sobre o Leap Second
The leap second: its history and possible future em
www.cl.cam.ac.uk/~mgk25/time/metrologia-leapsecond.pdf
onde se aprende muito.
Fiquei a saber que a Lua estava a chegar 'adiantada' aos programados eclipses logo a velocidade da rotação da Terra estaria a diminuir. Logo os eclipses reportados na Antiguidade mostravam este atraso. Mas agora que se sabe que a Lua está a afastar-se da Terra implicaria também que a Lua estaria a orbitar agora mais lentamente que no passado. E agora em que é que ficamos... a Lua a adiantar-se a atrasar-se e a Terra está a rodar mais depressa ...ou mais devagar, em suma medir é uma complicação.

Para abandonar o 'corpo rígido' também as partículas constituintes da matéria devem perder a noção de partículas pontuais. Têm de ter extensão e deixa de haver singularidades e campos infinitos. Será ? o livro 'Our Resonant Universe' de Michael Pinnow creio que vai nesse sentido.

Quando dizes " In this paper, it is presented an unknown geometrical property that allows the metric of space to hold in a «non-rigid body» universe"
acho que deves reforçar que a estás a desvendá-la, eu sei que está implicito,talvez com 'for the first time' ou hidden ou not noticed before,
A título de exemplo quando se começou a dizer 'existe matéria negra' é diferente de afirmar 'a matéria negra é'
porque numa afirmação revela-se a existência de algo e na segunda afirmação revela-se a sua natureza. O que também já sabemos que nunca irá ser desvendado (Um papper recente de um autor muito credenciado veio colocar em causa a possibilidade da sua existência porque ...).

No teu caso fazes duas em uma. Revelas a existência de uma propriedade desconhecida e também a vais descodificar.

Um 'for the first time' fica bem.

Aguardo com ansiedade um virar de página
p.f.
De anonimodenome a 25 de Outubro de 2009 às 23:14
acho que me expressei mal quando disse que as partículas têm de ter extensão.
extensão é uma palavra perigosa e talvez mesmo o oposto do que queria dizer.
mas falta-me uma expressão mais adequada.
De alf a 26 de Outubro de 2009 às 19:33
eu entendi o que queres dizer e estou de acordo; só referi que nada podemos afirmar sobre esse assunto a partir do conceito de corpo rígido; ou podemos, mas é preciso uma base conceptual mais subtil do que a que temos agora...
De alf a 25 de Outubro de 2009 às 23:32
obrigado pela análise. Se não ponho o «somehow» haverá logo quem venha apontar diferenças entre uma coisa e outra, é por isso que me parece prudente manter a palavrinha.

Mas gostei muito da sugestão do «not noticed before»; embora tenha tb as reservas da prudência, talvez dizer «not refered before».

o referencial de tempo dos pulsares, nalguns casos, é muito regular comparado com os relógios atómicos; mas nenhum tem um carácter absoluto, apenas podemos concluir que variam à mesma taxa.

Pois, a análise dos movimentos orbitais da Lua e da rotação da Terra é uma confusão porque nunca foi previsto que acontecesse aquilo que se está a conseguir medir agora: a Lua afasta-se e a rotação da Terra acelera.

a noção de corpo rígido não implica nada em relação à natureza das partículas. O que define a forma dum corpo é a distância entre átomos e tanto faz que as partículas sejam pontuais como não. Mas é claro que a visão do autor que citas é muito melhor do que a ideia corpuscular.

Um abraço

De Peter15 a 26 de Outubro de 2009 às 17:27
Bem, não sendo um "referee" e muito menos um pretensioso, fiz uma 2ª leitura mais cuidada ao texto. Julgo ter compreendido a noção de "rigid body" e todas as considerações feitas sobre esse conceito.
Evidentemente que aceito a ideia, já por mim expressa por diversas vezes, de que o tempo não é um elemento físico, pura e simplesmente não existe.

Julgo que está fora de questão a geometria de Einstein em que o espaço em torno de qualquer corpo celeste se deforma e, por isso, um raio de luz é desviado na sua trajectória, porque tem de seguir as "paredes dessa concavidade esférica".
De Alfredo Castro a 26 de Outubro de 2009 às 19:26
Tal desvio pode ser causado por diversos fatores ainda não explicados. Como exemplo, a própria atração gravitacional dos astros por onde passa próxima a luz das tais estrelas, ou até algum fator como a refração em alguma atmosfera, ou algo inerente, mesmo que bem escasso. O mais estranho nisso tudo é que a astrofísica atual se baseia demais em teorias do século XIX!
De alf a 26 de Outubro de 2009 às 20:11
Alfredo Castro

Einstein explica a atracção gravitacional pela tal «curvatura do espaço». Como funciona a Gravidade?

A ideia corpuscular é que todos os corpos emitem continuamente umas partículas chamadas «gravitões» que interagem com os corpos e radiação, produzindo as alterações de trajectória.

Isto é um disparate evidente mas a alternativa é considerar que existe um meio que se deforma com a presença dos corpos e condiciona o movimento deles. Este «meio» é o espaço onde existem corpos e radiação. É o campo. É algo que não sabemos o que é e ainda andamos a ver como havemos de nomear.
De alf a 26 de Outubro de 2009 às 20:03
Peter, obrigado pela sua atenção e comentário.

Estamos de acordo em relação ao Tempo; mais adiante será definido o conceito.

O curioso desta propriedade geométrica é exactamente conservar as propriedades da geometria apesar da unidade de comprimento variar. A Teoria de Einstein mantêm-se. Mas nasce outra que vai para além dela.

A «curvatura do espaço» de Einstein põe o problema da natureza do espaço. Claramente, ele configura-se como um meio. Essa "curvatura" corresponde a uma alteração das propriedades desse meio, uma variação do índice de refracção. O que é esse «meio? Einstein ultrapassou a questão considerando que o meio é o campo. Temos portanto um espaço preenchido por «campo». Na verdade, isto é apenas uma mudança de nome, em vez de dizer «meio» diz-se «campo». São a mesma coisa.

Não é o espaço que tem propriedades geométricas, é o «campo». O «campo» que preenche todo o espaço. O «campo» que é outro nome para «meio». Não há «espaço vazio».

Esta evidência conflitua com a natureza corpuscular das partículas. Implica o conceito de partícula como alteração do meio. Daí as referências do anonimodenome.
De Peter15 a 26 de Outubro de 2009 às 21:03
Julgo já aqui ter sido debatido e aceite que "não há espaço vazio". Porque é que "esta evidência" conflitua com a natureza corpuscular (e também ondulatória?) das partículas? É óbvio que as partículas alteram o "meio", ou "campo" (é uma questão de nome).
De alf a 26 de Outubro de 2009 às 23:08
Peter

o conceito corpuscular das partículas significa que elas «ocupam» uma porção de espaço; do «meio» idem; logo, ao deslocar-se, uma partícula deveria produzir um rasto no meio, como um navio na água. É a ideia do «vento do éter». Como esse rasto náo parece existir, não podemos ter partículas e meio simultaneamente.

A conclusão «simplória» (último post do outramargem») é que então não existe «meio», o espaço é vazio.

A conclusão «subtil» é a de que as partículas são perturbações do meio; o movimento de uma partícula é a propagação dessa perturbação no meio.

O livro do Universo Ressonante citado pelo anonimodenome é sobre isso..

Pode parecer que uma teoria corpuscular seria mais simples, mas é um engano. De que é feita uma partícula? Questão tão dificil de responder como a questão: de que é feito o meio?

Mas o conceito de meio permite explicar uma infinidade de coisas que o conceito de corpúsculo não permite; como os campos.
De Peter a 27 de Outubro de 2009 às 00:04
alf

Evidentemente que não me estou a imiscuir no teu debate com Alfredo Castro. Estou a aprender.
Para mim, «o conceito corpuscular das partículas significa que elas «ocupam» uma porção de espaço; do «meio» idem».
Mas qual a diferença entre "espaço" e "meio"? Pensei que se tratava da mesma "coisa", por isso pensei que a partícula passava e tudo se recompunha após a sua passagem.
Isto não implicava necessitar saber de que é feita uma partícula, ou de que é feito o "meio".
Claro que isto é um raciocínio simplório de um mero curioso, mas não me sinto diminuido por isso.
De alf a 27 de Outubro de 2009 às 01:05
Peter

o raciocínio não é simplório, faltam é dados. O «meio», a existir, é muito «rígido», de acordo com as teorias sobre os meios e a propagação das ondas. Isso resulta da velocidade elevada da luz, uma onda a propagar-se nesse meio.

Ota num meio rígido a «partícula» não pode passar e o meio recompor-se a seguir. Se fosse assim, uma vibração - a luz - não se poderia propagar como se propaga.

Bem, pelo menos isto é o que os cientistas dizem; por isso é que, para manterem a natureza corpuscular das partículas, têm de assumir que o espaço é vazio.

Já se as partículas foram uma perturbação do espaço, podem propagar-se. A propagação de uma perturbação não deixa rasto.

O saber do que é feito o meio ou a partícula é uma outra questão. Serviu para contestar a ideia do éter, porque não se sabe responder a esta questão. Mas é uma contestação tonta porque o problema põe-se igualmente em relação à partícula.
De Alfredo Castro a 26 de Outubro de 2009 às 21:40
Caro Alf:
Se perguntas: por que matéria atrai matéria? Digo-te: NINGUÉM SABE AINDA (ou quem o sabe, ainda não o divulgou). Dizer que um corpo encurva o espaço ao seu redor, é uma incoerência: por exemplo, então ímãs de pólos iguais voltados um para o outro "encurvariam" o espaço para fora (ao contrário, pois se repelem)? E como a matéria causaria esse suposto encurvamento do espaço?
NINGUÉM SABE TAMBÉM!!
Porém, procuro teorias realmente melhores que as aceitas atualmente pela mídia, em matéria de estabilidade orbital e física quântica. Como não as encontro, embora vasculhando várias bibliotecas e sites, onde encontro trabalhos de renomados cientistas que mostram parte da realidade enquanto outros, também renomados, passeiam na ficção, tive que formular as minhas próprias. Ver "ESTABILIDADE ORBITAL ASTRONÔMICA"
http://www.webartigos.com/articles/12564/1/estabilidade-orbital-astronomica/pagina1.html
"RELATIVIDADE TRANSVERSA"
http://www.webartigos.com/articles/15627/1/relatividade-transversa/pagina1.html
"UMA PROVA CABAL?"
http://www.webartigos.com/articles/23960/1/uma-prova-cabal-da-estabilidade-orbital/pagina1.html
"UMA ORIGEM PARA O NOSSO UNIVERSO"
http://www.webartigos.com/articles/24189/1/uma-origem-para-o-nosso-universo/pagina1.html
"A LUZ"
http://www.webartigos.com/articles/22572/1/a--luz/pagina1.html
e "UMA OUTRA FÍSICA"
http://www.webartigos.com/articles/25954/1/uma-outra-fisica/pagina1.html
(todos no webartigos.com , autor Alfredo Castro)
Veja também os comentários nestes trabalhos, e se quizer comente-os também. Um grande abraço,
Alfredo Castro (alfredomc1@hotmail.com).
De alf a 26 de Outubro de 2009 às 23:22
alfredo castro

obrigado pelo seu interesse. Já informou sobre os seus artigos, não há interesse em continuar a repetir essa informação.

As suas ideias precisam de muito amadurecimento ainda. As nossas ideias começam sempre por serem «verdes» e levam muito tempo a amadurecerem. Não há mal nisso, faz parte do processo. Mas não se precipite nas suas conclusões; a «verdade» é uma miragem longínqua.

E cuidado com os raciocínios enviezados e os simplórios; já leu o meu último post no «outramargem»?

Mas tem razão qd diz que ninguém sabe o que são os «campos»; como podem coexistir campos electrico e gravítico. Há muito para descobrir. A nossa ignorância é tão grande como a nossa inconsciência dela.. Mas é preciso pensar com muito cuidado e muito longamente, porque a nossa inteligência é muito curta para o desafio.
De Alfredo Castro a 27 de Outubro de 2009 às 00:09
Caro Alf:
Nossa inteligência é "do tamanho da nossa percepção".
Há outros fatores influentes, como comparação e rítmo. Mas pela minha "ótica", tem muita coisa errada na física atual. Agora, vejo a tela do meu computador através das lentes dos meus óculos. Isso é real! Ora, como corpúsculos ou ondas passam através de tais lentes? Me disse a tal física que nada pode ocupar o espaço de outro! E como pode a matéria ser corpo e onda? Ou é uma coisa, ou outra! A mais ver, como satélites artificiais da década de 50, sem correção orbital, se manteriam em órbita da Terra, se nem os recentes são capazes disso?
Entenda, Alf, não gosto de ser enganado. Se há mentiras, ditas por autoridades, em livros, etc. , está aqui um que as aponta, sem medo nenhum. Amém.
De alf a 27 de Outubro de 2009 às 01:11
você está a ver mentiras onde existe apenas o seu desconhecimento das coisas.

Por exemplo: como corpúsculos ou ondas passam através de tais lentes? pergunta você. Ora, porque as tais lentes são impenetráveis aos seus dedos mas não passam de uma rede de malha larga em relação aos corpúsculos ou ondas que as atravessam.

O comportamento das partículas e das radiações tem características que correspondem às que objectos tipo balas têm e às que as ondas do mar têm; isso é um facto. Elas não são uma coisa ou outra, mas algo que se comporta duma maneira mista.
De Alfredo Castro a 27 de Outubro de 2009 às 13:37
Caríssimo Alf:
Parabéns! Você me entendeu! Vejo que agora estás mais propenso a aceitar a teoria corpuscular em substituição à ondulatória. A tal "malha grossa" a que fizeste referência é a mais pura aplicação da teoria micro-cósmica, pois pela comparação lógica das duas teorias, ondas não teriam "consistência" suficiente para manter a matéria estável, no caso o vidro, principalmente considerando o intenso "bombardeio" dos ditos "fótons", que em termos micro-cósmicos, estaria se passando em eras,
para seres de tais micro-mundos. Nisso incluo toda a matéria ( bem como a luz, o calor e todo tipo de radiações conhecidas, decaimentos, etc.). Como digo em "UMA OUTRA FÍSICA": "basta ver o que há no cosmo, para saber o que há no micro-cosmo". Parecendo mudar de assunto, cito outro exemplo absurdo: dizer que a causa das crateras lunares seria o choque de "meteoros explosivos":
1) Pararam de explodir?
2) Por que a maioria das crateras lunares têm uma elevação central? Olha, já vi muita coisa explodir e nunca vi resultado semelhante!
3) Dizem-me os astrofísicos que os astronautas teriam colhido micro-partículas meteoróides na Lua, e que tal fato provaria tais explosões. Mas lá, se há atmosfera, é rarefeitíssima, e não teria como desmanchar um meteoro impactante, e sabe-se que meteoróides vagueiam pelo espaço, menores que a cabeça de um alfinete!
4) E ainda tem a face sempre oculta da Lua, cuja explicação de "desbalanceamento" de um astro solto no espaço é tão insipiente quanto a explicação da maré cheia do lado oposto da Terra à Lua nova e ao Sol, a qual fere os princípios da hidrostática, pois nem a força centrífuga da translação terrestre seria suficiente para acumular tamanha quantidade de água, bem como não há NADA lá a atraí-la.
5) Se a Lua se afasta da Terra (dizem cerca de 3 cm/ano), em alguma época tal processo pode se inverter por ganho de massa meteoróide, e o que dizer das quatro maiores luas de Júpiter, que comprovadamente a séculos, não caem, não se perdem nem colidem-se, estando no mesmo plano orbital predominantemente?
Meu caro Alf: reconheço que tudo isso abrange um campo vastíssimo de pesquisas, e conto com a descrença de muitos sobre minhas teorias. Afinal, também não acredito em muitas das vigentes.
MAS, existe uma VERDADE ABSOLUTA. Com certeza, uns estão mais próximos.
Os que dizem estarem erradas minhas teorias, na minha opinião não o provam.
As provas que apresentei em tais teorias, na opinião deles, são inconsistentes, mas eles também não dão explicações lógicas sobre tais inconsistências.
Ou seja: 1) Não sou apadrinhado pela mídia;
2) Minhas teorias são contrárias aos interesses internacionais; LOGO:
3) Vamos morrer e lá, o Criador nos dirá!
4) Nossos bisnetos descobrirão parte desta verdade!
5) Espero que a humanidade dure até lá. Tento fazer a minha parte. Um abraço infinito, Alfredo Castro.


De alf a 27 de Outubro de 2009 às 19:55
Não me compreendeu bem; para explicar a transparência das lentes tanto faz a teoria corpuscular como a ondulatória. A teoria corpuscular é a que parece lógica a princípio, mas quando se começa a analisar com cuidado, conclui-se o contrário.

Quanto às crateras da Lua está muito enganado; os meteoros não são «explosivos», estoiram, rebentam, desfazem-se com o impacto. Eles chocam com a superfície da Lua a uma velocidade muito superior à de uma bala, centenas de vezes a velocidade do som na Terra.

Quanto ao «pico» central, é exactamente o que acontece e pode ser visto em imagens de alta velocidade quando uma gota de água cai sobre a superfície líquida; ela cai, salta, e quando salta forma-se na superfície algo semelhante às crateras lunares, e volta a cair. Este assunto tem sido muito investigado, com muitas experiências.

Quanto às marés: não é a água que é atraída do lado oposto ao da Lua, é a Terra! Ou seja, a atracção da Lua faz deslocar na direcção desta mais acentuadamente a água do lado da Lua, depois o próprio planeta Terra, e depois fica a água do lado oposto.

Isto não é fácil de compreender. Mas se gastar aí umas 100 horas a pensar no assunto e a fazer umas contas ao campo gravítico vai compreender. Compreender o Universo não é fácil, a nossa inteligência é muito curtinha.

Um abraço
De Alfredo Castro a 27 de Outubro de 2009 às 21:21
Alf, caro irmão:
Você é um dos raros que têm condições de entender novas idéias. Mas acontece que nas diversas faculdades espalhadas pela Terra, adotou-se, na maioria delas, o tal aprofundamento dos estudos de certas, e eu diria "incertas", teorias, que na minha opinião, até voluntariamente, têm conseguido fazer uma verdadeira "lavagem cerebral" na grande maioria dos seus estudantes, como uma hipnose, "cegando-os", dogmatizando-os. Esse era o método utilizado na idade média pela famosa inquisição, e aprimorado até hoje pelas sociedades dominadoras. Eles querem nos convencer que não temos inteligência suficiente para desvendar tais "mistérios", porque na verdade TEMEM
o conhecimento, pois lucram com a mentira!
No primeiro tópico, acredito que fiseste referência a Heisemberg e o princípio da incerteza, além do desgastado e ambíguo experimento da dupla fenda:
QUANTA INCERTEZA!
Quanto ao segundo, então por que ninguém explica o FATO das crateras lunares (até semelhantes às de Mercúrio) serem quase todas bem redondas? Tais impactos meteoróides de altíssima velocidade pegaram a Lua quase todos sem resvalar? Os cálculos das probabilidades, considerando os ângulos de entrada e campos gravitacionais envolvidos (do Sol, da Terra e da própria Lua) me dizem ser isso impossível!
MAS o seu terceiro tópico É SENSACIONAL!!!
Você mesmo afirma: a imagem de uma gota caindo sobre a água, em câmera lenta, quando se levanta por reação uma outra gota, É EXATAMENTE IGUAL!!
Porém, aí vem o mais impressionante: até aí a experiência que fiz, descrita em "Estabilidade Orbital Astronômica", também é igual.
A grande diferença entre os dois casos é que a gota d'água que subiu, VOLTOU A CAIR NA MESMA SUPERFÍCIE! Isso desmanchou a figura formada com o pico central. Ora, na Lua, tal pico central continua lá, na grande maioria das suas crateras, o que PROVA que o que quer que tenha saído da Lua, não voltou a tocá-la, ou seja, partiu espaço a fora!
Você fala de experiências sobre o assunto: as que pesquisei são, a meu ver, muito inconsistentes (teorias de causas vulcanistas ou meteoróides), tanto que nem vou citá-las.
Ora, você quer me dizer que a Lua tem massa suficiente para puxar toda a Terra, a ponto de causar tamanha inércia na maré oposta? Não é o que dizem os meus cálculos! Até mesmo porque a translação lunar se dá em vinte e oito dias aproximadamente, o que não causaria inércia com tamanha proporção na maré oposta em referência. E se considerares que tal força estaria somada à atração solar, pela lei da gravitação universal, a discrepância a considerar sobre os pontos referenciais da Terra, neste caso diametral, é insignificante a uma unidade astronômica!
Nossa inteligência não é tão "curtinha": isso é o que os dominadores querem que pensemos, para melhor dominar-nos!
Você está provando que muito dela tem!
Então? Vamos usá-la? Um grande abraço, Alfredo Castro.
De alf a 28 de Outubro de 2009 às 01:44
Alfredo de Castro, vejamos:

Um meteoro qd acerta na lua vaporiza-se no impacto. Estilhaços e poeiras é o que resulta. que se depositam numa vasta área; é por isso que não volta a cair sobre a cratera. Os que cairam na Terra deixaram um rasto nos estratos geológicos perfeitamente identificável.

a probabilidade de um impacto rasante é muitíssimo menor do que um com ângulo elevado; mas existem, eu tenho uma ideia de já ter visto, embora não me lembre onde.

As marés é mesmo como eu lhe disse.

Agora eu gostaria que aplicasse o mesmo sentido crítico que revela com as explicação da ciência às suas próprias explicações. Todas as explicações da ciência foram sujeitas a muitos testes, experiências, debates. Não implica que estejam certas, mas há um suporte por detrás, podemos discutir esse suporte, podemos repetir as experiências, verificar as contas. As suas, não podemos. Podem estar certas ou erradas, mas como o saber? Onde está o teste, o cálculo que possamos verificar?

Para si, as suas ideias parecer-lhe-ão óbvias, lógicas, mas para as outras pessoas não é assim; a não ser que elas sejam «crentes», dispostas a acreditar no que afirma, elas não vão trocar as explicações da Ciência, que são verificaveis, pelas suas, que não são. Tem de encontrar testes, cálculos, observações que as suportem.

Sabe há quantos anos eu ando a testar e a fazer cálculos sobre as minhas ideias? 30! Ando há 30 anos a trabalhar praticamente todos os dias, fins de semana e férias incluídas, várias horas por dia, depois do emprego, nas provas das minhas ideias. Nas provas, porque as ideias têm quase todas 30 anos.
As explicações da Ciência tb são fruto de imenso trabalho. Isto não significa que esteja tudo certo, mas significa que não é uma coisa leviana, em cima do joelho, uma coleção de palpites.

Mas tem razão qd diz que o sistema de ensino faz uma lavagem ao cérebro, e que ensinam como sendo certas, coisas que não se sabe se são ou não. Por exemplo, aqui em Portugal ensinam às crianças aquecimento global a propósito de tudo e de nada, são cilindradas com o assunto do aquecimento global.

Agora que é indesmentível que a Terra está a arrefecer vai fazer uma década, que as previsões dos verdadeiros especialistas é que o arrefecimento durará pelo menos 30 anos, com base no que está a acontecer com a temperatura dos oceanos, a cabecinha desses alunos que foram matraqueados com o aquecimento global vai entrar em crise.

Bem, vamos deixar este diálogo por aqui, o meu tempo anda muito escasso... haverá mais posts. Abraço
De Alfredo Castro a 28 de Outubro de 2009 às 14:01
Caro Alf:
Então voltamos a questão inicial: qual a causa da forma arredondada das crateras lunares, tendo um ponto elevado central? Se foi pulverizado o tal suposto meteoro, não haveria motivo para se formar tal montanha central! Além do que, há marcas de algo grande saindo de tais crateras para todos os lados, como se tivesse rolado para muito longe, e posteriomente se desmanchado. E atentes: não vi isso em fotografias, pois tenho o meu próprio telescópio (refrator, Barlow 675 x ). Tais marcas são claras e nem é preciso ter um telescópio com tal aumento para vê-las! Em "Estabilidade Orbital Astronômica", apresento duas reformulações da lei da gravitação universal (Isaac Newton) para calcular a força de repulsão da antimatéria centro-astral, mas basta usar a fórmula original e dados de diâmetro, massa e velocidade dos astros envolvidos, considerando a dimensão das crateras lunares, para se chegar a um ângulo de entrada meteoróide lunar de aproximadamente trezentos graus para fora da Terra, considerando a baixa influência gravitacional dispersiva lunar e áreas de atuação gravitacional da Terra e do Sol relativas à extrema velocidade meteoróide estimada. O cálculo é simples, mas os detalhes para a sua montagem é que são importantes. Outro detalhe interessante é que o nosso cérebro funciona semelhante a um computador: se os dados obtidos são demasiados, se torna "mais lento".
Nestes casos precisamos de um "antivirus". Largue um pouco o computador, os livros, veja os horizontes, as aves, a vida! Depois, querendo, leia os meus artigos originais cujos endereços estão descritos em um dos meus comentários acima. Podes perguntar ou rebater como quizeres, inclusive no próprio site webartigos.com, mas na verdade, sinto que essa minha teoria é para os nossos bisnetos. Peço a Deus todos os dias que consigamos nos manter, humanos, mas que seja feita a vontade dEle. Olha, foi um enorme prazer dialogar contigo e estou ao teu dispor sobre temas científicos.
Um abraço verdadeiro, Alfredo Castro.

De alf a 28 de Outubro de 2009 às 15:29
amigo Alfredo de Castro

Quando duas pessoas têm ideias diferentes sobre um assunto, a discussão tem de ser muito longa para ser possivel chegar a um acordo; aqui podemos apenas dizer umas pequenas coisas, depois as ideias ficam a amadurecer e quem sabe se, mais tarde, as ideias do outro não ficam mais claras.

Essa misterioso pico central das crateras é originado pelo solo da lua, comprimido no impacto e depois como que ressalta e fica com essa forma. Depende da estrutura do solo na zona do impacto.

Mas é claro que somos todos pesquisadores do universo, vamos levantando hipóteses e escolhendo as que nos parecem melhores. Mas nunca sabemos se são «verdade», apenas achamos que umas serão melhores do que outras. Por isso, não há explicações definitivas, só os ignorantes têm certezas dessas.

De momento, as suas ideias não se enquadram no meu modelo do universo; mas quem estará mais próximo da verdade? Como dizes, não será nas nossas vidas que podemos esperar sabê-lo... só o Newton veio dar razão ao Copérnico, já se vê que ideias diferentes são sempre para as gerações posteriores.

Já passei rapidamente pelo teu site, mas preciso de tempo para lhe prestar a devida atenção. O diálogo sobre estas coisas é sempre muito estimulante, e não é preciso termos as mesmas ideias nem estarmos de acordo, pelo contrário, é a diferença que é estimulante.

Um abraço
De Marcelo a 20 de Dezembro de 2013 às 15:42
Você quer dizer então que os dominadores (imagino que se refira às pessoas do governo) conhecem mais a verdade do que os grandes cientistas ou corromperam todos eles para que não ensinem a verdade?
Você acha que todas as inúmeras pesquisas científicas que estão em curso no meio acadêmico são de fachada?
Se isso realmente faz sentido para você, não há possibilidade de sustentarmos qualquer discussão, porque nesse caso não nos apoiaríamos em um bom-senso comum.
De Marcelo a 20 de Dezembro de 2013 às 20:46
Você quer dizer então que os dominadores (imagino que se refira às pessoas do governo) conhecem mais a verdade do que os grandes cientistas ou corromperam todos eles para que não ensinem a verdade?
Você acha que todas as inúmeras pesquisas científicas que estão em curso no meio acadêmico são de fachada?
Se isso realmente faz sentido para você, não há possibilidade de sustentarmos qualquer discussão, porque nesse caso não nos apoiaríamos em um bom-senso comum.
De Peter15 a 27 de Outubro de 2009 às 10:31
Custa-me a aceitar que as partículas sejam uma perturbação do espaço.
De alf a 27 de Outubro de 2009 às 19:30
Não é «uma perturbação do espaço» é «uma perturbação do meio».

A luz é uma vibração que se propaga no meio, como uma onda no mar; mas este meio é diferente da água, é muito mais «rígido», tem outras propriedades, por isso suporta os «campos de forças», que são uma variação das propriedades do meio, uma espécie de variação de densidade.

E esta variação do meio, o «campo», é tudo o que de facto conhecemos. Chamamos «partícula» apenas ao centro geométrico desta variação.

neste post:

http://outrafisica.blogs.sapo.pt/2015.html

de 11 de junho de 2008 eu já tentei mostrar como uma partícula pode ser uma perturbação do meio.

Mas como é constituído este meio?
analisei esta questão há já muitos anos; e cheguei a uma solução muito simples: um único tipo de partícula é o que é preciso para obter um meio com as propriedades necessárias; e esta partícula tem uma propriedade característica que é exactamente a que caracteriza os... quarks!

Então, os quarks (e só é preciso um tipo) são os componentes não dos protões e electrões mas.. do meio!


Dir-me-à: mas continuamos a ter partículas na mesma! Pois, mas agora há só um tipo de partícula, que não corresponde exactamente ao nosso conceito de partícula; e com este tipo de partícula se faz o meio e o meio pode gerar uma variedade de partículas, todas as perturbações do meio nos surgem como tal; destas perturbações, uma propagam-se e dizemos que são radiação, outras são estáveis, como o protão e electrão, e outras são instáveis e dissipam-se num instante.

Bem, isto descrito assim pode parecer algo alucinante; o assunto exige um tratamento que não pode ser dado aqui; logo me dirá se isto lhe dá alguma perspectiva do assunto.
De Peter15 a 27 de Outubro de 2009 às 23:54
O problema é que eu não consigo compreender a diferença entre “espaço” e “meio”.
Sendo a luz do Sol uma vibração que se propaga no "meio", levando 5 min para chegar à Terra, o que sapara os dois astros é "espaço", ou "meio"?
De alf a 28 de Outubro de 2009 às 01:15
o melhor é pensar que o espaço entre o Sol e a Terra está preenchido por um meio. A luz propaga-se nesse meio, vem do Sol para a Terra como o som emitido por uma baleia se propaga no seio da água do mar, que é o seu meio de propagação.

Todo o Universo está preenchido pelo «meio».

«Espaço» é um conceito desenvolvido pela nossa mente, o referencial onde localizamos ocorrências. Se estivermos debaixo de água, é tudo «meio» à nossa volta e, no entanto, continuamos a ter a noção de «espaço», que é uma noção geométrica.

Espaço é um conceito matemático; em Física, temos «meio», ou «vazio», ou «campo». Sabemos que entre os corpos não existe «vazio» mas sim algo que influencia os seus movimentos; podemos chamar-lhe «campo» como podemos chamar-lhe «meio».
De Peter15 a 27 de Outubro de 2009 às 23:57
8 minutos
De Peter15 a 28 de Outubro de 2009 às 10:01
OK

Obrigado.
De Alfredo Castro a 1 de Novembro de 2009 às 13:38
Caro irmão Peter15:
A física quântica atual é um "conchavo" entre os dominantes políticos. Eles não sabem, então inventam mirabolâncias, para dizer que "sabem". Quando aparece alguém, que não eles, dizendo algo mais lógico, eles procuram desacreditá-lo. É assim hoje, como o era na idade média, pois apesar dos avanços tecnológicos, o espírito humano continua o mesmo, estatisticamente. Mas não enganarão todos por muito tempo! Leia meus artigos:
http://www.webartigos.com/articles/12564/1/estabilidade-orbital-astronomica/pagina1.html
(outros, no mesmo site). Um abraço, Alfredo Castro.
De Metódica a 19 de Fevereiro de 2010 às 15:06
De repente fiquei em estado de choque...
Então a mulher das limpezas deitou os papeis do senhor fora!!! Aquela senhora é um monstro! Uma herege sem coração!!! Uma... uma... enfim e melhor não continuar...

Anda um cientista a trabalhar durante anos, a fim de dar o seu contributo, para o seu trabalho ir parar no lixo!! Que mulher horrenda!!! grrrrr

Uma vez um colega contou-me uma história muito interessante...
Havia um reino que tinha uma água que enlouquecia as pessoas e certo dia o rei ordenou que o povo consumisse dessa água, passado algum tempo o povo começou a estranhar as atitudes do rei, pois dizia o povo que parecia que o seu rei tinha enlouquecido, e estavam a preparar um golpe para destituir o rei. O rei ao ter conhecimento do que se passava apercebeu-se do problema e passou também ele a beber do poço. Algum tempo depois já tudo tinha voltado ao normal...

À ideias que estão tão enraizadas que ninguém se atreve a contesta-las, nem olham para o quer que seja que as contradiga... Vêem as outras pessoas como loucas! e nem se dão ao trabalho de as ouvir... passado alguns anos alguém descobre alguém e depois vêm dizer: 'Ahh, fulano tal já tinha pensado em algo parecido!!'





De alf a 20 de Fevereiro de 2010 às 00:16
eh eh coitada da senhora da limpeza... as senhoras da limpeza limpam, deitam sempre fora os papeis... o trabalho que eu tenho para impedir que as senhoras da limpeza me arrumem a secretária...

A tua história é giríssima! E é bem verdade.. estou até a lembrar-me do pais, parece que por aqui anda tudo a beber desse poço rsrsrs.

E agradeço-te - dás-me a esperança de não ser eu o louco!

Bem, brincadeira à parte, nós somos como somos e ideias novas, contrárias às convições, têm uma vida dificil. Quem quer defender ideias novas tem de entender isso e tem de encontrar a maneira de ultrapassar essas dificuldades. Não é fácil e é por isso que eu ando desaparecido - ando com uma lanterna à procura do caminho...

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