13 comentários:
De Metódica a 29 de Julho de 2009 às 23:27
Viva!! :D

Post interessante...
É engraçado como muitas vezes as respostas que queremos e de que precisamos está bem à nossa frente e não a vemos. Muitas vezes olhamos para elas tds os dias...

Desenhos decorativos... puf... uma imagem matemática pode acalentar muitos segredos

Humm... fiquei interessada no livro :)
É a explicação da relatividade geral por Max Born? É q andei a ver s encontrava um resumo mas não achei grande coisa...
já agora onde o poderia encontrar? é que na bertrand, fnac e wook n ha :S
fiquei msm cuirosa :P

Eu diria que o Jorge é um disciplo de Einstein!
De alf a 30 de Julho de 2009 às 02:19
Olá Metódica!

Já dizia o Galileu que para compreendermos o Universo temos de compreender a linguagem em que ele está escrito, que é a da Geometria! E isto é muto mais verdadeiro do que se pensa.

O livro é um clássico fascinante! Começa do zero em física e vai até à relatividade geral, sempre concentrado nos conceitos e nas ideias e não nas fórmulas. Recomendo vivamente a quem se interessa por física.

Suponho que obtive o meu exemplar na Amazon.

O Jorge é um seguidor das ideias de Poincaré, Lorentz e Einstein. Mais do que um seguidor, um continuador. Um discípulo dedicado dessas figuras, sem dúvida!
De Metódica a 30 de Julho de 2009 às 13:24
Então tenho mesmo que ver se o arranjo.
Aproveito para procurar alguma coisa de Poincaré... gostava de ler alguma coisa da autoria dele mas tb acho q não há muito... ^.-

Vou à caça ;P

Obrigada
De alf a 30 de Julho de 2009 às 15:15
Do Poincaré tem em português «O Valor da Ciência», da Contraponto Editora. É um livro muito interessante para quem quiser meditar e compreender as bases do nosso conhecimento.

Boa caçada
De curioso a 30 de Julho de 2009 às 01:42
Boas.

Simplesmente espectacular...
O Alf continua a surpreender...
Se bem percebi todas as estrelas da galáxia tem uma precessão no periélio (semelhante à prevista para mercurio por Einstein) e isso faz com se formem as espirais que rodam no sentido contrário às estrelas, na zona de maior densidade... simples e subtil.

Curioso.
De alf a 30 de Julho de 2009 às 02:42
Olá curioso

Fico feliz que tenha gostado. Eu também acho isto fascinante e farto-me de olhar para a capa do livro, que nem refere quem é o autor do desenho. Mas, se não fosse ele, quem iria lembrar-se duma coisa assim?

É tal como diz. Os movimentos orbitais nunca são curvas fechadas excepto no caso limite de serem circunferências perfeitas.

As órbitas planetárias são quase circulares e isso revela que elas não podem resultar de um processo de condensação de uma nuvem de matéria. As órbitas que se originam num processo de condensação são fortemente elípticas, cujo eixo tem um acentuado movimento de precessão.
De Peter15 a 30 de Julho de 2009 às 15:57
Um belo texto, bem trabalhado, acessível e suficientemente desenvolvido.
Irei tentar adquiri-lo qd voltar de férias. Entretanto yenho aqui um "comentário de pobre" ao texto anterior:

Pondo de parte a incerteza em relação à matéria negra, foi proposto um certo número de diferentes teorias sobre a formação de galáxias e a sua distribuição espacial.
A massa do universo primitivo era praticamente uniforme, mas apresentava ligeiras concentrações esporádicas, como pequenas ondas na superfície de um lago. Num lugar onde a massa estivesse concentrada, a gravidade seria um pouco mais intensa, fazendo com que a massa próxima se concentrasse mais e atraísse o gás circundante. A gravidade intensificar-se-ia e o processo continuaria até à formação de uma forte concentração de massa.
As pequenas ondas e os “grumos” iniciais viriam a produzir galáxias individuais, as maiores produziram grupos e aglomerados de galáxias e assim por diante, segundo uma hierarquia de estruturas.
As localizações actuais das galáxias no espaço seriam então explicadas pelas localizações e pelos tamanhos das ondas iniciais, juntamente com a posterior acção da gravidade.
De alf a 30 de Julho de 2009 às 16:48
Peter

Obrigado pelas suas palavras amáveis.

Essa teoria parece muito lógica mas não é, há inúmeras evidências de que não pode ser assim, a começar logo pela disposição das galáxias em anéis ou em «muros»; é por isso que todos os grandes nomes que se dedicam à estrutura em grande escala do universo, pelo menos os que eu conheço, favorecem a hipótese das bolhas.

Por outro lado, as anisotropias iniciais que supostamente se encontraram são ínfimas e incapazes de originar um processo de condensação de matéria num universo em expansão. E digo «supostamente se encontraram» porque o valor destas anisotropias diminui à medida que aumenta a precisão das medidas e das análises. O facto relevante não é a anisotropia mas exactamente o oposto, a espantosa isotropia inicial, inexplicável pela física actual no quadro do Bigbang e que obrigou a hipóteses tão fantásticas como a da Inflação.

Temos, portanto, a hipótese da Inflação para explicar porque a distribuição de matéria surge tão absurdamente isotrópica, mas depois usamos uma hipótese da anisotropia inicial para explicar como se formam as galáxias.

Temos é de encontrar uma explicação que não careça nem de anisotropia nem de Inflação. Nem de matéria negra nem de energia negra.

Boas férias e obrigado

De manuel gouveia a 31 de Julho de 2009 às 17:12
O lado de artista gráfico de Deus! A criação do universo foi algo lúdico, este é um Deus que gosta de brincar, deviamos meditar sobre a densidade desta descoberta.
De anonimodenome a 4 de Agosto de 2009 às 00:12
Fantástico.
Fiquei muito surpreso pela simplicidade.

O observador estava atento, foi o único a observar.

Deve ter dado um prazer sublime ao alf. Isso deve.
Mesmo que aparentemente o Acaso tivesse uma quota parte no evento.
Não estivesse o alf preparado e a capa cairia em saco roto.

Agora, quando olhar para as fotos do grande céu já estou mais iluminado.

O prazer do alf vai sendo repartido.
obrigado.
De alf a 4 de Agosto de 2009 às 19:47
Aproveito o teu entusiastico comentário para chamar a atenção para este aspecto dos processos de Inteligência:
a nossa capacidade de geração de hipóteses é muito limitada! Temos de buscar fontes externas que nos induzam novas hipóteses. Temos de usar métodos para isso, treinarmo-nos a fazê-lo.

Se leres os comentários entre a Metódica e eu no último post do «outramargem», lá encontrarás este problema e a razão de algumas dificuldades da ciência actual.
De anonimodenome a 20 de Agosto de 2009 às 01:50
afinal já existia um gráfico semelhante na wikipedia, desde 2006:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Spiral_galaxy_arms_diagram.svg
acessível pelos links:
http://en.wikipedia.org/wiki/Spiral_galaxy
e http://en.wikipedia.org/wiki/Density_wave_theory
De alf a 20 de Agosto de 2009 às 17:26
anonimodenome

Tens razão! Desconhecia em absoluto esse gráfico e, qd fui à wiki buscar o link sobre galáxias espirais, nada na descrição da teoria de ondas de densidade, aí referida, me levou sequer a suspeitar que poderiam estar a referir-se à precessão das órbitas elípticas.

(já agora: esta minha explicação é muito anterior a 2006, embora seja posterior à teoria do Lin e Shu, que é de 64)

Mas interrogo-me: na página da Wiki que apresenta esta teoria e onde está este gráfico, também em parte alguma se fala de precessão de órbitas elípticas; apenas se apresenta uma confusa descrição e uma comparação pouco esclarecedora com o trânsito automóvel; se não tivesses lido este post terias percebido a base da teoria?

Porque é que na página da Wiki não se apresentam as coisas de forma mais clara? Se não fosse esse gráfico, quem perceberia a teoria? E, mesmo assim, quem, a não ser quem leu este post, entende a importância do gráfico? Sim, porque em lado nenhum se refere que as elipses rodam e sem isso não se pode entender que as espirais se formem e rodem, não é verdade?

E já agora: como é que esta teoria se compatibiliza com a matéria negra? Provavelmente é incompatível, se não o fosse, seria referido. Nem faço ideia como poderão ser as órbitas com a distribuição de campo da matéria negra.

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