26 comentários:
De manuel gouveia a 30 de Junho de 2009 às 20:14
É natural que para além do nosso conhecimento fique o caos, ou um monstro devorador de homens, ou os selvagens à espera de serem civilizados.

Os cientistas que divergem do conhecimento oficial, não só são selvagens como devem ser expurgados, como aconteceu a Galileu...
De alf a 30 de Junho de 2009 às 21:20
bem observado, na ciência como em todas as outras coisas, por detrás da cortina da ignorância escondem-se todos os medos - quer seja na forma de monstros como de caos, explosões, etc.

Por isso é que eu não sou cientista - para não poder ser expurgado! Se o fosse, não poderia fazer o que tenho a fazer.

De vbm a 30 de Junho de 2009 às 23:04
Recebeste o prémio Lemniscata (http://blogexperimental.blogspot.com/2009/06/do-fio-de-ariadne-chegou-este-blog.html).

Abraço,
Vasco
De alf a 1 de Julho de 2009 às 01:43
Vasco

Fico muito grato! É uma honra, vindo de quem vem!

Acontece que eu já recusei um prémio neste blogue e não posso aceitar outro, obviamente. Este blogue é um bocado especial, por isso é que não tenho lista de blogues etc. Não é por ser contra a lista de blogues, antes pelo contrário, mas por razões que seria longo explicar aqui. E se não tenho uma lista de blogues, como é que posso indicar outros para o prémio?

Mas não deixo de me sentir muito sensibilizado por se ter lembrado deste blogue para este prémio. Muito obrigado!
De Metódica a 1 de Julho de 2009 às 00:17
Hummm... então o que tem estado a dizer é que a matéria negra tem a mesma génese que o tempo imaginário.

Qd tenho oportunidade pergunto a físicos o que é e para que serve o tempo imaginário... bem eles não são muito originais na resposta...: 'É um conceito muito matemático' e ficam-se por ai. Já li a definição de Stephen Hawkings e tirei a conclusão de que o tempo imaginário serve para que as teorias criadas funcionem, não tem uma existência necessária. Confesso que esperava uma justificação melhor

E, ou estou enganada, ou isso que se passa no caso da matéria negra...

Já percebi que vou ter que ir lendo uns posts antigos (bolhas), mas percebi esta parte :D
De alf a 1 de Julho de 2009 às 01:54
Isso mesmo Metódica. O Big Bang é um modelo matemático dos dados das observações, tal como eles são obtidos por nós. E, para que as equações acertem com as observações, vão sendo acrescentados parâmetros. A Matéria Negra é um deles, um mero parâmetro matemático sem qualquer correspondência com um ente físico. É apenas campo gravítico, não interage com matéria normal ou radiação de nenhuma forma porque não é real.

O Big Bang é um modelo da aparência do Universo em relação a nós, tal como o modelo de Ptolomeu; e a matéria negra desempenha nele o mesmo papel dos epiciclos de Ptolomeu, que eram apenas os coeficientes matemáticos dos desenvolvimentos em série dos movimentos aparentes dos astros.

Mas como não é isto que as pessoas querem ouvir e os cientistas não têm outra coisa para dizer às pessoas, inventam uma realidade em torno destes parâmetros que é mera ficção. Mas resulta lindamente, as pessoas adoram estas fantasias da matéria negra, energia negra, multidimensões, viagens no tempo. No fundo, é uma linguagem que já conhecem, uma linguagem ancestral, uma linguagem falada por todos os místicos e feiticeiros.
De Metódica a 1 de Julho de 2009 às 02:01
Como diria um prof meu: "Quando não sabes, confunde-os!" :P
De alf a 1 de Julho de 2009 às 02:27
Exacto!
De Metódica a 1 de Julho de 2009 às 01:07
Humm uma dúvida...

Eu sei que "Deus não joga aos dados" e que o Alf tenta explicar as coisas sem recorrer ao 'acaso', mas em algum momento da vida do universo (n estou a dizer q foi sempre) alguma coisa não se pode ter formado a partir de uma acontecimento 'aleatório' (ex. explusão) ??
De alf a 1 de Julho de 2009 às 02:24
O Acaso existe à escala do acontecimento individual. Mas em grande escala, ou seja, num sistema com um grande número de «acasos», torna-se parte de um processo de «Inteligência» e o resultado é que a essa escala as coisas seguem um percurso onde o acaso já não existe.

é como o euromilhões: a Metódica acertar é um acaso, mas haver pelo menos um vencedor por mês já não é, é inerente ao sistema. Ou seja, não podemos explicar haver pelo menos um vencedor por mês como uma consequêncis do Acaso mas como uma consequência das regras do jogo.

Da mesma forma, os acontecimentos relevantes na história do Universo não são consequência do «Acaso» mas das propriedades dos sistemas, embora possam ser impulsionados pelo Acaso.

O Universo pode ter começado por uma «explosão»? Mas explosão de quê? E porquê?
De Metódica a 1 de Julho de 2009 às 11:28
Não quis dizer que o universo começou por uma explusão, a explosão foi um exemplo de algo que introduzisse aleatoriedade...

Então no universo o aleatório é sé em 'pequena escala' porque a soma de todos os acontecimentos aleatórios tornam o acontecimento, 'em grande escala', previsível.
De alf a 1 de Julho de 2009 às 14:17
Metódica

O Universo é muito grande; assim, todos os acontecimentos aleatórios a uma certa escala deixam de o ser a uma escala superior; e é a essa escala que as coisas evoluem. Por isso, os destinos do Universo não dependem da aleatóridade.

Isto tanto quanto me é dado observar. Até hoje, não encontrei nenhum facto, nenhum acontecimento, que não se enquadrasse nesta maneira de ver as coisas.


Mas à medida que o Universo vai evoluindo para estados de maior complexidade, se ele não for infinito, as coisas deixarão de ser assim. Por exemplo, os seres vivos serão em muitíssimo menor número do que os átomos. Talvez os seres vivos no Universo inteiro possam não ser tantos que um acontecimento aleatório afectando um ser vivo tenha consequencias sobre a Vida que não possam ser mascaradas pelo número de acontecimentos desse tipo.

Mas o Importante para mim nesta altura é recusar como explicação dos fenómenos físicos o recurso à aleatoridade. Porque a minha experiência mostra que, se procurar, encontro sempre outra explicação
De Marco a 5 de Setembro de 2009 às 19:54
"...se procurar, encontro sempre outra explicação"
Explicação? Ou ficção?
De alf a 11 de Setembro de 2009 às 02:55
Marco

Há «explicações» que não geram Conhecimento. Uma é «Deus»; outra é «Acaso». Por isso, não me interessam - até podem ser a explicação certa para algum pontual fenómeno, mas só o poderei saber ( se puder) depois de procurar outra explicação. Por isso, procuro sempre outra explicação.

Um explicação é uma ficção que «fita» os dados, não é verdade?
De vbm a 1 de Julho de 2009 às 09:50
:))

alf,

Obrigado, pela resposta amável;
mas não te preocupes porque
há liberdade de não
premiar,

- não é uma cadeia tipo "Madof-D.Branca" :).


Eu é que não hesitei em nomear
este teu curso, que hei-de
retomar logo que possa.

Abraço,
Vasco
De alf a 1 de Julho de 2009 às 14:19
«Nomear» é uma coisa tramada...
De Peter15 a 1 de Julho de 2009 às 12:03
Como sabe, tenho seguido os seus textos. É a sua opinião, mais uma, mas que não deixa de ser interessante. Mas daí até à credibilidade, vai uma grande distância.
Neste texto, a minha opinião identifica-se com a do Jorge e você sabe porquê. Como o meu caro diz não ser cientista, tal não o deve incomodar.

Mas vá escrevendo, que eu lei-o com prazer e compreendo-o, embora também não seja cientista.

A sua teoria faz-me lembrar "An Eternity of Bubbles" de Alan Guth.
De alf a 1 de Julho de 2009 às 16:43
A sua opinião identifica-se com o Jorge ou com o Mário?

Obrigado pela sua companhia nesta caminhada. Este post é um pouco estranho e vou já fazer o seguinte. Eu não sou um professor nem um cientista. Não pretendo ensinar, pretendo perceber, descobrir. E este caminho da descoberta tem os seus espinhos, que este post reflete de alguma maneira.

a teoria do Alan Guth é mais uma teoria louca para explicar algo que surge inexplicavel, a suposta Inflação. Assenta na ideia de um «falso vacuum» que geraria uma força antigravítica intensa. Mais uma bruxaria a invadir o terreno que devia ser da lógica e da razão.

A ideia da formação de bolhas na origem da estrutura da matéria no Universo foi desenvolvida por diferentes pessoas. Eu desenvolvi a minha, há muitos anos, sem saber das dos outros, mas praticamente todos os grandes cientistas da área trabalharam na ideia das bolhas como base da estrutura da organização da matéria (na verdade, não conheço nenhum cientista de qualidade que pense doutra maneira). Eles não têm dúvidas das bolhas, a sua única dificuldade é compatibiliza-las com a teoria da expansão do espaço. Dificuldade que eu não tenho, pois elas ajustam-se como uma luva no quadro do Desvanecimento.

Embora seja óbvio, pela disposição das galáxias, que a estrutura do Universo é organizada por bolhas, os cientista mainstream recusam-se a aceitar o facto. Nada de novo, os astrónomos do tempo de Galileu também se recusaram a espreitar pela luneta.

De Peter15 a 1 de Julho de 2009 às 18:18
"todos os grandes cientistas da área trabalharam na ideia das bolhas como base da estrutura da organização da matéria (na verdade, não conheço nenhum cientista de qualidade que pense doutra maneira). Eles não têm dúvidas das bolhas, a sua única dificuldade é compatibilizá-las com a teoria da expansão do espaço. Dificuldade que eu não tenho, pois elas ajustam-se como uma luva no quadro do Desvanecimento."

Lá acertei uma: teria relacionado as bolhas do Guth com o desvanecimento.
Ou "mais uma bruxaria a invadir o terreno que devia ser da lógica e da razão"?
Não sei, já li o livro há muito tempo e não me apetece voltar a lê-lo.

Esperemos então, pacientemente, pelo "desvanecimento".

Como é óbvio, identifico-me com o Mário (azul), "mainstream science on intelligence", meu caro Jorge.



De alf a 2 de Julho de 2009 às 12:09
As bolhas do Guth foram inventadas para justificar a Inflação que, suponho, também seja uma ideia dele. Não são algo que surja em consequencia duma distribuição uniforme e isotrópica da matéria, como acontece no Desvanecimento, mas algo anterior a essa distribuição, a causa dela.
De Peter15 a 1 de Julho de 2009 às 13:53
Galaxies 'Coming of Age' in Cosmic Blobs
06.24.09

A deep study of 29 gigantic blobs of hydrogen gas has been carried out with NASA's Chandra X-ray Observatory to identify the source of immense energy required to illuminate these structures. These mysterious blobs, called "Lyman-alpha blobs" by astronomers because of the light they emit, are several hundred thousand light years across and are seen when the Universe is only about two billion years old, or about 15% of its current age.

These new results show how blobs fit into the cosmic story of how galaxies and black holes evolve. Galaxies are believed to form when gas flows inwards under the pull of gravity and cools by emitting radiation. This process should stop when the gas is heated by radiation and outflows from galaxies and their black holes. Blobs could be a sign of this first stage, or of the second.

Based on the new data and theoretical arguments, Geach and his colleagues show that heating of gas by growing supermassive black holes and bursts of star formation, rather than cooling of gas, most likely powers the blobs. The implication is that blobs represent a stage when the galaxies and black holes are just starting to switch off their rapid growth because of these heating processes.

This is a crucial stage of the evolution of galaxies and black holes, known as "feedback", and one that astronomers have long been trying to understand.

Credits: Left panel: X-ray (NASA/CXC/Durham Univ./D.Alexander et al.); Optical (NASA/ESA/STScI/IoA/S.Chapman et al.); Lyman-alpha Optical (NAOJ/ Subaru/Tohoku Univ./T.Hayashino et al.); Infrared (NASA/JPL-Caltech/ Durham Univ./J.Geach et al.); Right, Illustration: NASA/CXC/M.Weiss


Janet Anderson, 256-544-0034
Marshall Space Flight Center, Huntsville, Ala.
Janet.L.Anderson@nasa.gov

Megan Watzke 617-496-7998
Chandra X-ray Center, Cambridge, Mass.
mwatzke@cfa.harvard.edu
De alf a 1 de Julho de 2009 às 16:59
Obrigado por esta informação.

para já, não sei onde encaixam os LAB neste puzzle, ainda não estudei o assunto. Uma hipótese para mim seria serem o estado anterior ao nascimento do quasar.

Quando várias bolhas de dimensão semelhante fecham um volume, a porção das cascas assim aprisionada vai entrando em colapso; à medida que a concentração vai aumentando a interacção entre as partículas vai originando fenómenos energéticos crescentes até chegar à fusão nuclear. Os LAB podem ser um estado anterior à fusão nuclear.

Mas também podem ser outra coisa, podem ser o processo de concentração de matéria nos anéis de intersecção. Neste caso, a forma e disposição espacial dos LAB seria muito diferente do caso anterior.

Só que eu ainda não estudei o assunto, portanto, não sei onde isto encaixa. É um assunto para já de menor importância, mas que depois de tratados os assuntos prioritários será algo do maior interesse.
De Peter15 a 1 de Julho de 2009 às 18:34
Limitei-me a transcrever um artigo: "Galaxies 'Coming of Age' in Cosmic Blobs", de 06.24.09 que me enviaram e que julguei lhe poderia interessar, até porque o mesmo contem referências de contacto.

"para já, não sei onde encaixam os LAB neste puzzle, ainda não estudei o assunto. Uma hipótese para mim seria serem o estado anterior ao nascimento do quasar."

Porque não?
De alf a 2 de Julho de 2009 às 12:13
Interessa sim, eu agradeço-lhe. a análise dos LAB está agendada, só que eu estou como os hospitais publicos, com uma lista enorme de assuntos a tratar, e sou como dizem que os funcionários públicos são, lentinho lentinho (não é crítica, é autocrítica) Mas os LAB estão no meu pensamento e estou sempre a ver se encaixam aqui ou ali.
De MARCO a 5 de Setembro de 2009 às 19:43
“Há dois grandes erros nos actuais raciocínios em relação à formação das galáxias. Um, é presumir"
Quem esta presumindo o que?
Quem esta errado, você ou o mundo?
Provalvelmente ambos, teorias não são teoremas, são apenas idéias, sujeitas à revisão por uma teoria melhor.

De alf a 11 de Setembro de 2009 às 02:49
Marco

Este texto é uma conversa entre personagens, as diferentes falas sendo importantes para a construção da ideia.

Para fazer um modelo de galáxia é preciso presumir algo em relação ao movimento da matéria anteriormente à formação da galáxia e em relação ao campo que gerou o processo; as presunções do «Jorge» são diferentes das usadas no modelo actual, logo, naturalmente, para o Jorge estas estão erradas. E neste caso, o que até nem sempre tem acontecido, o Jorge até expõe longamente as suas razões e as suas dúvidas.

Mas é como diz: são ideias. Convém que surjam várias , doutra forma como poderemos escolher «a melhor»? Porque o nosso caminho no conhecimento resume-se a isso: escolher a melhor ideia. Não há «ideias certas», há apenas ideias melhores que outras, como vejo que compreende.

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